Gisnei

Gisnei

O número de voos domésticos diários caiu de 2.700 para 180 quando o país se viu forçado a parar diversas atividades econômicas diante do novo coronavírus. A pandemia, de caráter internacional, também afetou o tráfego para outros países, praticamente paralisando as operações para outros territórios.

Em entrevista ao programa Impressões, da TV Brasil, que vai ao ar neste domingo (14), às 22h30, o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas, Eduardo Sanovitz, detalhou o pacote de 36 medidas que o setor desenhou para atravessar a crise e se preparar para a retomada das operações.

“Vamos levar anos para recuperar integralmente o volume de tráfego de passageiros e a malha aérea pré-crise”, admitiu. Apesar dessa projeção, o setor adotou algumas estratégias assim que o “alarme começou a acender”.

Uma delas foi a revisão de contratos trabalhistas. As empresas decidiram não demitir, mas muitos funcionários estão em licença não remunerada e quase todos tiveram algum tipo de redução de jornada de trabalho e alterações salariais. Outra ação, debatida com o governo, órgãos reguladores e Ministério Público, garantiu o adiamento de bilhetes aéreos já adquiridos, sem custo para o consumidor. Mesmo com o isolamento, as empresas conseguiram manter em operação voos ligando todas as capitais, além de 25 cidades.

“O pico mínimo foi de 180 voos diários. [Hoje] estamos com 263 voos diários. Nossa previsão para o final deste mês é de 353 voos diários”, disse. A expectativa baseia-se na retomada de alguns setores da economia e na sensação de maior tranquilidade em relação à pandemia em algumas cidades.

Apesar disto, Sanovitz sabe que a recuperação será vagarosa e ainda esbarrará em variáveis indiretas. Uma delas é a valorização do dólar. “O câmbio é responsável por 51% dos custos de nossas operações e o Brasil é o campeão mundial de desvalorização cambial. Isto impacta um terço do nosso custo que é querosene”, disse.

À jornalista Katiuscia Neri, Sanovitz contou que o pacote estratégico do setor também inclui tratativas em andamento com o governo federal em torno de empréstimos e linhas de financiamento para que as empresas aéreas garantam capital de giro e a sustentabilidade do quadro de funcionários.

Paralelamente, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou medidas que podem impulsionar a retomada de operações aéreas. O órgão buscou, em debate com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a cadeia produtiva do setor, além de técnicos brasileiros e estrangeiros, estabelecer regras de segurança em voos. As medidas tendem a ser uniformes em todo o país e alinhadas com medidas internacionais para assegurar a saúde de passageiros. Entre elas está a alteração do sentido de exalação de ar de equipamentos de ar-condicionado e o uso de filtros específicos.

Edição: Fábio Massalli

O Real Madrid segue na busca pelo título espanhol. Apesar de não ter mostrado um grande futebol, a equipe merengue fez o suficiente para derrotar o Eibar por 3 a 1, neste domingo, no Estádio Alfredo Di Stéfano. Com o resultado, o Real Madrid chegou a 59 pontos, dois a menos que o líder Barcelona.

O confronto com o Eibar marcava a partida de número 200 de Zinedine Zidane como técnico madridista. O francês prometeu um time jogando 11 finais nas últimas 11 rodadas para conquistar o título. Pelo menos nos 45 minutos iniciais, a promessa foi cumprida.

Aos 3 minutos, Tony Kroos abriu o placar com um golaço depois de boa jogada de Benzema pela esquerda. O Eibar tentou sair para o empate e deu muito espaço para os donos da casa. Aos 29 minutos, o zagueiro Sergio Ramos puxou contra-ataque e, sozinho, marcou o segundo após passe de Hazard. Os visitantes se desesperaram e o Real Madrid fez o terceiro, aos 36 minutos em um belo chute do brasileiro Marcelo. Na comemoração, o lateral-esquerdo se ajoelhou e ergueu o punho fechado, em manifestação contra o racismo.

Era o primeiro jogo da La Liga no Alfredo Di Stéfano, que vai receber todas as partidas do Real Madrid nesta temporada enquanto o Santiago Bernabéu está sendo reformado. Tudo indicava que o acanhado estádio com capacidade para apenas 6 mil torcedores, mas que estava vazio devido à pandemia do novo coronavírus, seria palco de uma grande goleada.

Entretanto, no segundo tempo, o Real Madrid tirou o pé. Zidane mudou a equipe, poupou alguns jogadores e o ritmo caiu. Com isso, o Eibar cresceu na partida. Aos 12 minutos, Enrich acertou o travessão do goleiro belga Courtois. Dois minutos depois, veio o gol dos visitantes. De Blasis chutou de fora da área, a bola desviou no brasileiro Rodrygo e ainda acertou as costas de Bigas antes de entrar.

Apesar do ímpeto do Eibar, o Real Madrid conseguiu segurar o resultado. Destaque para as participações dos brasileiros Marcelo, Casemiro e Rodrygo, que começaram como titulares e foram bem, principalmente o lateral-esquerdo. Éder Militão e Vinícius Júnior entraram na segunda etapa e mostraram pouco.

Na próxima rodada, o Real Madrid enfrenta o Valencia, quinta-feira (18), no Alfredo Di Stéfano. Já o Eibar recebe o Atlético de Madrid, na quarta-feira (17). Faltando dez rodadas para o fim do Campeonato Espanhol, o Barcelona caminha para o terceiro título consecutivo, com 61 pontos. O Real Madrid segue na segunda posição, com 59.

Edição: Fábio Massalli

O Estado registrou quatro situações de bandeira vermelha nos cálculos do modelo de Distanciamento Controlado. As regiões de Caxias do Sul, Santo Ângelo, Santa Maria e Uruguaiana passaram de bandeira laranja para vermelha nesta sexta rodada do modelo, divulgada neste sábado (13/6) e que entra em vigor na próxima segunda-feira (15/6), com vigência no mínimo nas duas próximas semanas. Nas demais regiões que permaneceram na classificação amarela ou laranja, a validade vai até 21 de junho.

"Os indicadores dessas regiões apuram que há aumento de contágio e menor disponibilidade hospitalar de atendimento. Não é motivo para pânico, mas é um alerta de que precisamos reduzir essa velocidade de contágio para evitar que, lá na frente, haja um colapso do sistema hospitalar. É assim que conseguiremos proteger a todos no nosso Estado. Reforço meu apelo a todos aqueles que estão nessas regiões para que atendam às diretrizes dos protocolos, e a todos que puderem, que fiquem em casa", declarou o governador Eduardo Leite.

As mudanças decorrem de dois fatores: a contínua piora dos indicadores de propagação e de capacidade do sistema de saúde e a revisão dos indicadores e dos pontos de corte realizada pelo Estado, que tornou o modelo mais sensível à evolução da doença e ampliou as restrições às situações mais críticas da pandemia.

Além disso, a região de Bagé passou de bandeira amarela para laranja, e a região de Santa Cruz do Sul obteve melhora nos indicadores, indo de bandeira laranja para amarela. As demais regiões não tiveram alteração na classificação final, sendo que as regiões de Taquara, Pelotas e Cachoeira do Sul permanecem em bandeira amarela.

Mesmo com os alertas feitos desde semana passada, o Estado continuou apresentando piora nos indicadores em relação à pandemia. O número de novos registros de hospitalizações por Covid-19 nos últimos sete dias, comparado à semana anterior, apresentou aumento de 32,8%, passando de 241 para 320. O mesmo se observa com o número de internados por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em UTIs, que subiu de 280 para 365 internações – crescimento de 30,4%.

SANTA MARIA E URUGUAIANA

O indicador de variação de internados por SRAG em UTI, mensurados pela macrorregião Centro-Oeste, passou de bandeira amarela para preta entre as duas semanas – efeito do aumento absoluto de internações e da redução na faixa de corte do indicador.

A região de Santa Maria e a de Uruguaiana tiveram um aumento expressivo durante a semana, passando de 14 para 25 e de quatro para oito, respectivamente.

Em Uruguaiana, o indicador de hospitalizações confirmadas para Covid-19, registradas nos últimos sete dias, também apresentou bandeira preta, com crescimento de oito internações entre as duas semanas – de seis para 14.

Na macrorregião como um todo, apesar de o indicador de internados confirmados para Covid-19 em leitos clínicos não ter apresentado crescimento tão expressivo (de 26 para 30), os de internados pela doença (casos confirmados) em UTI subiu significativamente (de 13 para 24).

Na sexta-feira anterior (5/6), a região de Santa Maria tinha nove internações e, na última sexta-feira (12/6), apresentava 18 – aumento de nove internações em uma semana.

Em Uruguaiana, as internações passaram de quatro para seis. Devido a esse crescimento e, também pelas alterações nos pontos de corte, o referido indicador ficou em bandeira preta, com um alerta importante para as duas regiões.

Os indicadores de estágio da evolução na região e de incidência de novos casos sobre a população também tiveram pioras nas suas bandeiras nas duas regiões – ambos com bandeira vermelha para Santa Maria e com bandeiras preta e vermelha, respectivamente, para Uruguaiana.

O indicador de projeção de número de óbitos para o período de uma semana para cada 100 mil habitantes, que substituiu o de número de óbitos nos últimos sete dias para cada 100 mil habitantes, apresentou bandeira preta nas duas regiões.

Apesar de que os indicadores de capacidade de atendimento e de mudança de capacidade de atendimento tenham se mantido entre bandeiras amarela e laranja, foram os efeitos observados de propagação do vírus e de doenças por SRAG que exerceram esse elevado alerta nas duas regiões.

Com a alteração para bandeira final vermelha, espera-se que a propagação do vírus inicie um processo de redução. Ao mesmo tempo, pode ser esperado um aumento na utilização da capacidade hospitalar no curto prazo, tendo em vista o tempo necessário entre a ação de restrição e a diminuição de crescimento nas hospitalizações.

CAXIAS DO SUL

Na região de Caxias do Sul, os registros de hospitalizações confirmadas para Covid-19 cresceram 173,9% entre as duas semanas, passando de 23 para 63 hospitalizações. Mesmo sem considerar a alteração na faixa de corte, a região teria obtido a bandeira preta nesse indicador.

Esse elevado crescimento aponta para um alerta ainda maior na região, pois se trata da velocidade do avanço da pandemia, com efeitos que podem permanecer por mais semanas.

Com relação ao número de pacientes Covid-19 em leitos de UTI, a bandeira do indicador passou de laranja para preta. Essa elevação se deve tanto à redução na faixa de corte do indicador quanto ao aumento de 31 para 44 internados entre as duas últimas sextas-feiras.

Os indicadores de incidência de novos casos sobre a população – “hospitalizações confirmadas para Covid-19 em relação à população” e “Projeção de óbitos em relação à população” apresentaram significativa piora.

Assim, considerando as mudanças nos indicadores e o elevado crescimento, ambos variaram de bandeira laranja para preta.

Por fim, o indicador de leitos de UTI livres dividido pelos leitos de UTI ocupados por pacientes Covid-19, mensurado para a macrorregião, foi o pior apresentado no Estado como um todo, sendo a macrorregião da Serra a única a apresentar bandeira preta nesse indicador (na sexta-feira, 12/6, havia 0,75 leito de UTI adulto livre para cada leito de UTI adulto ocupado por Covid na região). Como esse indicador reflete a capacidade de atendimento, o alerta é bastante expressivo, apontando para uma possível necessidade de transferência de pacientes para outras macrorregiões do Estado.

SANTO ÂNGELO

A região de Santo Ângelo apresentou piora em todos os indicadores que mensuram a Propagação da Doença. Dos quatro indicadores de Velocidade do Avanço, dois obtiveram bandeira preta. Para os de Estágio da Evolução e de Incidência de Novos Casos sobre a População, todos apresentaram bandeira preta. A partir disso, a região obteve a bandeira final vermelha, atingindo risco alto na região.

O número de pacientes confirmados para Covid-19 em leitos clínicos na sexta (12/6), na macrorregião, comparado à semana anterior, saltou de sete para 14 internados, um aumento de 100% entre as duas sextas-feiras. Com relação aos internados por SRAG em UTI, também para a macrorregião, o quantitativo passou de 12 para 17 internados.

O indicador de novos registros de hospitalizações confirmadas para Covid-19 nos últimos sete dias, mensurada para a região de Santo Ângelo conforme o local de residência e comparada com a semana anterior, também alcançou bandeira preta. O crescimento expressivo de 275%, passando de quatro para 15 hospitalizações, provoca um alerta de risco no avanço da doença.

Apesar da elevada propagação da doença, que aponta para um possível aumento futuro na utilização do sistema de saúde, os indicadores de capacidade do atendimento e da mudança na capacidade de atendimento da macrorregião Missioneira, onde está localizada a região de Santo Ângelo, foram avaliados com bandeira amarela, visto que ocorreu uma redução de internados em UTI, entre as duas sextas-feiras, que não sejam por Covid-19 ou SRAG.

BANDEIRAS VERMELHAS

A partir da revisão de indicadores e de gatilhos de segurança apresentada na quinta-feira (11/6), as regiões que atingiram a bandeira vermelha precisarão de duas semanas consecutivas em bandeiras menos elevadas – amarela ou laranja – para efetivamente obterem a redução.

A mudança no ponto de corte dos indicadores tem como objetivo reforçar a antecipação dos efeitos da pandemia e a segurança da população. Com base em diversas simulações de cenários, percebeu-se que o sistema de bandeiras necessitava de ajustes para sinalizar a piora de indicadores de tal modo que antecipasse de forma mais adequada o avanço da pandemia no Estado.

Para alcançar essa antecedência, foi preciso um esforço conjunto de uma equipe técnica multidisciplinar, que permanece se reunindo diariamente para acompanhar o avanço da Covid-19 no Estado. Assim, os pontos de corte se tornaram mais estreitos e passam a refletir melhor a realidade, conferindo maior segurança ao modelo, que se torna mais sensível a mudanças para garantir o atendimento no futuro.

A implementação da ‘Regra das Bandeiras Preta e Vermelha’ faz com que, caso uma região atinja bandeira final vermelha ou preta, seja preciso duas semanas consecutivas com bandeiras menos graves para que a região possa obter redução na classificação de risco.

O objetivo deste gatilho de segurança é o de assegurar e caracterizar a efetiva melhora nas condições de uma região. Assim, as quatro regiões do Estado que atingiram a bandeira final vermelha deverão cumprir na íntegra essa regra para efetivamente retornarem a bandeiras amarela ou laranja.

Por último, as regiões com situação de bandeira vermelha não poderão ter regras mais brandas que as estipuladas nos decretos estaduais, portarias da saúde e protocolos segmentados. A flexibilização disposta no Distanciamento Controlado aos municípios é permitida apenas em situações de bandeiras amarela e laranja. No caso de medidas mais restritivas, os municípios podem adotar.

REGIÕES DE ALERTA

Na macrorregião Metropolitana, as regiões de Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo e Capão da Canoa permanecem em situação de alerta. Apesar de permanecerem com bandeiras laranja, as quatro regiões apresentaram piora nos indicadores de propagação na última semana.

Impulsionados pelo crescimento do número de registros de hospitalizações confirmadas para Covid-19 entre as duas últimas semanas, as regiões de Porto Alegre e de Capão da Canoa atingiram bandeiras preta no indicador – de 58 para 89 em Porto alegre, e de três para dez em Capão da Canoa.

Além disso, em toda a macrorregião Metropolitana, o número de pacientes confirmados para Covid-19 em leitos de UTI, na sexta-feira (12/6), aumentou em 29 internados - de 68 para 97. Com relação aos internados em leitos clínicos, o aumento foi 17,7% - de 119 para 140 internados.

Também com relação a esses dois indicadores, a região de Novo Hamburgo apresentou um aumento expressivo tanto de internados em leitos de UTI por SRAG – de 11 para 22 –, quanto de internados em leitos clínicos confirmados para Covid-19 - nesta última, passando de dois para 19 internados.

Apesar dos aumentos na propagação da Covid-19 e por SRAG, a macrorregião Metropolitana permaneceu em bandeiras amarela e laranja devido à elevada capacidade de atendimento do sistema de saúde.

A elevação do número total de leitos entre as últimas semanas, principalmente na região de Porto Alegre, contribuiu para que esses indicadores permanecessem com bandeiras amarela e laranja. Porém, se a piora dos indicadores de propagação permanecer e provocar aumento na utilização da capacidade do sistema de saúde, as regiões podem migrar para bandeiras finais vermelha nas próximas atualizações.

PIORA EM BAGÉ

A melhora na Capacidade de Atendimento da macrorregião Sul não foi suficiente para compensar a piora em quatro indicadores de Propagação de Covid-19 na região de Bagé. Além disso, houve seis registros de hospitalização nos últimos 14 dias, impedindo a utilização do benefício da trava de redução da bandeira.

MELHORA EM SANTA CRUZ DO SUL

A região de Santa Cruz do Sul apresentou melhora em três indicadores considerados para fins de cálculo das bandeiras. Apesar de apresentar piora na variação do número de confirmados em leitos clínicos, o efeito positivo dos demais foi suficiente para levar a região à bandeira amarela.

PRINCIPAIS DADOS DA SEXTA RODADA

• O número de novos registros de hospitalizações SRAG de confirmados com Covid-19 aumentou 32,8% entre as duas últimas semanas (de 241 para 320);

• O número de internados em UTI por SRAG aumentou 30,4% entre as duas últimas sextas-feiras (de 280 para 365);

• O número de internados em leitos clínicos com Covid-19 aumentou 13,8% entre as duas últimas sextas-feiras (de 224 para 255);

• O número de internados em leitos de UTI com Covid-19 aumentou 35,7% entre as duas últimas sextas-feiras (de 171 para 232);

• O número de leitos de UTI adulto livres para atender Covid-19 aumentou 8,3% entre as duas últimas sextas-feiras (de 542 para 587);

• O número de óbitos por Covid-19 reduziu 10,7% entre as duas últimas semanas (de 56 para 50);

• As regiões com maior número de novos registros de hospitalizações nos últimos sete dias, por local de residência do paciente, são Porto Alegre (89), Caxias do Sul (63), Passo Fundo (26), Novo Hamburgo (24) e Santa Maria (21).

 

ENTENDA O DISTANCIAMENTO CONTROLADO

Com base em evidências científicas e análise de dados, o modelo de Distanciamento Controlado – que está oficialmente em vigor desde 10 de maio, com o Decreto 55.240 – tem o objetivo de equilibrar a prioridade de preservação da vida com uma retomada econômica responsável em todo o Rio Grande do Sul.

Para isso, o governo dividiu o Estado em 20 regiões e mapeou 105 atividades econômicas. A partir de um cálculo que leva em conta 11 indicadores, segmentados em dois grupos – propagação do vírus e capacidade de atendimento de saúde –, determinou a aplicação de regras (chamados de protocolos) mais ou menos restritas para cada segmento de acordo com o risco calculado para cada região.

Conforme o resultado do cruzamento de dados divulgados de forma transparente, cada local recebe uma bandeira nas cores amarela (risco baixo), laranja (risco médio), vermelha (risco alto) ou preta (risco altíssimo).
O monitoramento dos indicadores de risco é semanal, e a divulgação das bandeiras ocorre aos sábados, com validade a partir da semana seguinte.

CRONOLOGIA DO DISTANCIAMENTO CONTROLADO

Semana de 11 a 17 de maio
O primeiro mapa oficial do Distanciamento Controlado foi divulgado em 9 de maio. As regras daquele mapa foram válidas para vigorar entre 11 e 17 de maio. Naquela semana, somente a região de Lajeado se encaixava na descrição de bandeira vermelha. A região de Passo Fundo recebeu um reforço de 10 leitos, aumentando a capacidade de resposta hospitalar, ao mesmo tempo em que a velocidade de avanço da doença se estabilizou. Na bandeira laranja, encaixavam-se as regiões de Canoas, Capão da Canoa, Caxias do Sul, Cruz Alta, Erechim, Novo Hamburgo, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Santa Cruz do Sul, Santa Maria e Santo Ângelo. As regiões de Bagé, Cachoeira do Sul, Ijuí, Santa Rosa, Taquara e Uruguaiana se encontravam em situação menos grave e se encaixam na bandeira amarela.

Semana de 18 a 24 de maio
O segundo mapa oficial do Distanciamento Controlado foi divulgado em 16 de maio. As regras desse mapa valeram de 18 a 24 de maio. Não houve regiões classificadas com bandeira vermelha, e o mapa apresentou predominância de regiões em bandeira laranja.
A região de Lajeado, que estava na bandeira vermelha, passou para a laranja. A região de Uruguaiana, que se encontrava na amarela, foi para laranja, devido ao acréscimo de cinco casos confirmados nas últimas duas semanas.
Estavam na bandeira laranja as regiões de Canoas, Capão da Canoa, Caxias do Sul, Cruz Alta, Erechim, Lajeado, Novo Hamburgo, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Santa Maria, Santo Ângelo, Santa Cruz do Sul e Uruguaiana.
As regiões de Bagé, Cachoeira do Sul, Ijuí, Santa Rosa e Taquara se encontravam em situação menos grave e se encaixam na bandeira amarela.

Semana de 25 a 31 de maio
O terceiro mapa do Distanciamento Controlado foi divulgado em 23 de maio. As regras deste mapa valeram de 25 até 31 de maio. Nessa semana, não houve regiões classificadas como bandeira vermelha ou preta, e o mapa apresentou predominância de regiões em bandeira laranja.
Foram 12 regiões com risco médio (laranja): Santa Maria, Novo Hamburgo, Canoas, Porto Alegre, Santo Ângelo, Cruz Alta, Palmeira das Missões, Erechim, Passo Fundo, Pelotas, Caxias do Sul e Lajeado.
As regiões de Uruguaiana, Capão da Canoa e Santa Cruz do Sul, que tinham bandeira laranja na versão anterior, passaram para amarela, portanto, o Estado passar a ter oito regiões com risco baixo.
Assim, ficaram na bandeira amarela Uruguaiana, Capão da Canoa, Taquara, Ijuí, Santa Rosa, Bagé, Cachoeira do Sul e Santa Cruz do Sul.

Semana de 1° a 7 de junho
O quarto mapa do Distanciamento Controlado foi divulgado em 30 de maio. As regras desse mapa valem entre 1° e 7 de junho. Não há regiões classificadas como bandeira vermelha ou preta.
Com risco médio, Santa Maria, Uruguaiana, Capão da Canoa, Novo Hamburgo, Canoas, Porto Alegre, Santo Ângelo, Cruz Alta, Palmeira das Missões, Erechim, Passo Fundo, Pelotas, Caxias do Sul e Lajeado foram classificadas na bandeira laranja.
As regiões de Taquara, Ijuí, Santa Rosa, Bagé, Cachoeira do Sul e Santa Cruz do Sul apresentaram risco baixo e ficaram com bandeira amarela.

Semana de 8 a 14 de junho
Na quinta rodada do Distanciamento Controlado, divulgada em 6 de junho, somente quatro das 20 regiões do mapa foram classificadas na bandeira amarela - Bagé, Cachoeira do Sul, Pelotas e Taquara.
As demais regiões estavam classificadas como bandeira laranja: Santa Maria, Uruguaiana, Capão da Canoa, Santa Cruz do Sul, Novo Hamburgo, Canoas, Porto Alegre, Santo Ângelo, Cruz Alta, Palmeira das Missões, Erechim, Santa Rosa, Passo Fundo, Ijuí, Caxias do Sul e Lajeado.

Clique aqui e acesse o estudo completo da sexta rodada do Distanciamento Controlado

Texto: Suzy Scarton
Edição: Marcelo Flach/Secom

O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago (CBOT) registrou na quarta-feira (10.06) alta de 2,25 pontos no contrato de Julho/20, fechando em US$ 8,655 por bushel. Os demais vencimentos em destaque da commodity na CBOT fecharam a sessão com valorizações entre 0,50 e 2,25 pontos.

“O mercado de soja conseguiu uma leve recuperação, com operadores mostrando otimismo sobre o ressurgimento renovado da China no mercado americano. Houve compras de pelo menos 120.000 toneladas para safra nova. Isso traz otimismo, em um contexto onde a nova safra está avançando com perspectivas muito boas. Lembramos que o plantio está em 86% (contra 79% de média histórica.) e as culturas apresentaram melhorias, com 72% em bom estado e excelente condição”, aponta a T&F Consultoria Agroeconômica. 

De acordo com a Consultoria ARC Mercosul há pouco entusiasmo diante das atualizações que o USDA publicará no novo relatório de Oferta e Demanda Mundial de hoje: “Nenhuma modificação expressiva vem sendo aguardada para os novos números, sendo que qualquer reação especulativa deverá ser breve após a publicação do relatório, com a atenção se voltando para o progresso e saúde das safras nos Estados Unidos e no Mar Negro”.  

“Além do mais, a produção diária de combustíveis norte-americanos vem se recuperando com a volta parcial de algumas plantas processadoras no subcontinente. O esmagamento diário de milho para etanol ainda é 24% inferior aos mesmos níveis de 2019. A ARC acredita que a variação mais expressiva para a atualização do USDA de amanhã será uma redução de 4-6% no consumo anual estadunidense de milho para etanol. Além do mais, são esperados cortes de produção para a soja e milho na Argentina, entre 1-2 MTs para ambas culturas”, concluem os analistas.

Por: AGROLINK -Leonardo Gottems

Fonte: https://www.agrolink.com.br/

Imagem: Nadia Borges

O secretário municipal de Assistência Social Lauro Binsfeld anunciou na manhã de quarta-feira (10), que o Albergue Municipal irá contar com albergamento 24h.

A notícia foi dada durante coletiva de imprensa sobre a Covid-19, e faz parte das ações da secretaria para auxiliar os moradores que precisam do local.

Lauro Binsfeld destacou que o local contará com apoio dos profissionais da saúde e do CAPS, com assistente social e psicóloga, para que os usuários tenham toda assistência possível neste momento.

A decisão de ampliação do horário do Albergue foi definida após uma conversa entre o prefeito municipal Solimar Ico Charopen e o secretário Lauro, os quais viram a necessidade de acolher por mais tempo os moradores de rua, evitando que os mesmos fiquem expostos não somente ao vírus, como também às baixas temperaturas e outras enfermidades.

“Precisamos neste momento estar com o olhar atento aqueles que mais necessitam de amparo, que são os moradores de rua. A ampliação do horário do albergue fará com que fiquem mais protegidos”, destacou o prefeito.

A Europa pode enfrentar uma disparada de infecções por covid-19 nas próximas semanas devido aos protestos em massa ocorridos no continente nos últimos dias, disseram, hoje (11), em Bruxelas,  autoridades e especialistas da União Europeia.

Dezenas de milhares de manifestantes se reuniram em grandes cidades europeias recentemente para protestar contra o racismo após o assassinato do afro-norte-americano George Floyd, sob custódia da polícia dos Estados Unidos.

"Se você aconselha todos a ficarem a um metro e meio uns dos outros e no final todo mundo fica perto dos outros, se abraçando, então não tenho um bom pressentimento disso", disse, em uma conferência, Jozef Kesecioglu, que preside a Sociedade Europeia de Medicina de Tratamento Intensivo.

Indagado se pode haver um aumento de infecções na próxima quinzena, ele respondeu: "Sim, mas espero estar errado".

Abertura gradual

A maioria das 27 nações do bloco já passou pelo pico da epidemia e está reabrindo negócios e fronteiras gradualmente porque a doença recuou nas últimas semanas.

Antes dos protestos recentes, cientistas acreditavam em uma segunda onda só depois do verão, mas as aglomerações podem afetar esta tendência positiva.

"Como em qualquer doença respiratória infecciosa, eventos em massa podem ser uma grande rota de transmissão", disse à agência de notícias Reuters, Martin Seychell, autoridade de saúde da Comissão Europeia, quando questionado sobre a possibilidade de uma segunda onda precoce desencadeada pelas manifestações.

O vírus ainda está circulando, mas em índices menores do que há algumas semanas, explicou.

A probabilidade e o tamanho de uma segunda onda dependeriam da manutenção eficiente das medidas de distanciamento social e de outros fatores, muitos dos quais ainda são desconhecidos, afirmou ele.

Por Francesco Guarascio - Da Agência Reuters - Bruxelas

Um dos principais nomes da equipe brasileira que estará em Tóquio nos Jogos Olímpicos, o mesatenista Hugo Calderano, voltou a sua rotina de jogos oficiais hoje na Alemanha.

No primeiro duelo da Bundesliga, campeonato nacional da modalidade, depois da paralisação de três meses pela covid-19, o Ochsenhausen, time de Calderano, venceu o Borussia Dusseldorf na semifinal da Liga por 3 a 2 e se garantiu na decisão do torneio para brigar pelo bicampeonato.

Número seis do ranking mundial, Calderano fez dois jogos. Perdeu o primeiro para o sueco Kristian Karlsson, número 24 do mundo, por 3 sets a 1. Mas, venceu o segundo jogo dele. A partida foi contra o alemão Timo Boll, décimo do mundo, o resultado foi 3 sets a 2 para o brasileiro.

A pandemia da covid-19 havia paralisado o torneio com uma rodada a ser disputada na primeira fase, mas todos os clubes decidiram não fazer esses jogos e retornar com a competição diretamente nas semifinais.

O protocolo sanitário foi bem rigoroso nessa volta do tênis de mesa na Alemanha: ginásios sem torcedores, uso obrigatórico de máscara pelos atletas fora das quadras, proibição de cumprimentos com toque entre os atletas e não houve troca de lado da mesa nos sets. As decisões também deixaram de ser uma melhor de três e passaram para um duelo único e com a realização apenas de jogos individuais, sem as tradicionais disputas de duplas.

A decisão da Bundesliga será no domingo (14), às 9 horas (de Brasília), contra o FC Saarbrucken TT.
 

Edição: Verônica Dalcanal

Por Juliano Justo - Repórter da TV Brasil e da Rádio Nacional - São Paulo

Com o objetivo de reduzir os riscos de esgotamento do sistema de saúde, garantir maior segurança aos gaúchos, e aumentar a aderência às medidas de enfrentamento ao coronavírus, o governo do Estado anunciou, nesta quinta-feira (11/6), ajustes no modelo de Distanciamento Controlado.

A estratégia, implementada no dia 10 de maio em todo o Rio Grande do Sul, utiliza-se de evidências científicas e análise de dados para definir níveis de riscos (traduzidos em bandeiras) e aplicar restrições na proporção, momento e local em que forem necessárias, com protocolos para cada atividade econômica conforme a região.

“Estamos agora na quinta semana do Distanciamento Controlado. É um modelo inédito, totalmente inovador, que faz essa conciliação da prioridade de preservação à vida com a retomada econômica responsável. Era um modelo teórico, obviamente. A partir da observação de como se comportou na prática, foram definidas algumas alterações, sugeridas pelos membros do Comitê de Dados”, disse o governador Eduardo Leite na transmissão por rede social nesta quinta-feira (11/6).

“O modelo vai ficar mais sensível a mudanças, para que possamos dar mais segurança para atendimento hospitalar no futuro”, acrescentou.

Conforme a coordenadora do Comitê de Dados, vinculado ao Gabinete de Crise, Leany Lemos, os ajustes são fruto do monitoramento diário feito pelas equipes técnicas que estão trabalhando no Distanciamento Controlado e de sugestões de especialistas em saúde, tendo sido amplamente discutidos nas reuniões dos grupos técnicos e validadas pelo Conselho de Especialistas, para então serem efetivados.

“Esse processo foi construído com muito diálogo, transparência e é fruto de um intensivo monitoramento, pelas nossas equipes multidisciplinares, não só das bandeiras semanais, mas de dados diários e de projeções que são elaboradas pelo menos a cada 15 dias”, apontou Leany.

Foram feitos três conjuntos de ajustes (veja detalhamento ao final do texto):

1) mudança no ponto de corte de sete indicadores;
2) alteração em indicadores;
3) modificação e adoção de dois gatilhos de segurança.

“A grande intenção é conseguir anteceder um colapso, quando estoura a capacidade de leitos de UTI e a probabilidade de óbitos é muito maior. Queremos antecipar algo que pode acontecer, que aconteceu no mundo e em outros Estados. Por isso, estamos aperfeiçoando agora, e seguiremos aprimorando sempre que for necessário”, afirmou Pedro Zuanazzi, diretor do Departamento de Economia e Estatística (DEE).

O governador ressaltou que as mudanças que estão sendo adotadas – já serão consideradas na rodada deste sábado (13/6) – não teriam alterado a cor das bandeiras finais das regiões nas últimas semanas. Mas os indicadores atuais indicam que devem mudar nas próximas.

“Não comprometeu a segurança até aqui, mas, daqui para frente, entendemos que temos de ter maior estreitamento para mudanças de bandeiras, para que a gente possa capturar essas inflexões de curva nas internações e agir no momento em que se fizer necessário, com mais restrições, para evitar que haja uma perda de controle”, destacou Leite.

Por fim, o governador reforçou o pedido para que toda a população permaneça atenta aos protocolos e determinações, porque a pandemia oferece sérios riscos.

“Precisamos da sociedade gaúcha engajada no modelo do Distanciamento Controlado. Isso significa respeitar os protocolos da bandeira da sua região, usar máscara, fazer higienização constante e dispor de EPIs, porque se não houver respeito aos protocolos, vai haver aumento de casos, e havendo isso, as bandeiras vão migrar para mais restrições. Não queremos isso, mas não está nas mãos do governo. Está nas mãos da sociedade gaúcha. Por isso que precisamos do engajamento de todos. Não é volta ao normal, não é flexibilização, ainda estamos distantes de uma volta à normalidade”, disse Leite.

VEJA O QUE MUDA NO DISTANCIAMENTO CONTROLADO

1. Mudança no ponto de corte de indicadores por tipo de medida:
O objetivo é reforçar a antecipação dos efeitos da pandemia e a segurança da população. Com base em diversas simulações de cenários, percebeu-se que as bandeiras estavam demorando muito para sinalizar piora de indicadores. Para alcançar essa antecedência, foi preciso um novo olhar. Assim, os pontos de corte se tornam mais estreitos e refletem melhor a realidade, conferindo maior segurança ao modelo, que se torna mais sensível a mudanças para garantir o atendimento no futuro. As mudanças serão feitas nos pontos de corte dos indicadores, como velocidade do avanço da doença, incidências de novos casos e mudança da capacidade de atendimento.

2. Alteração nos indicadores de óbito por Covid-19, Ativos/Recuperados e número de leitos de UTI livres (Macrorregião e Estado)

• Projeção de óbitos:
O indicador de óbitos por Covid-19 a cada 100 mil habitantes mostra a evolução da doença com defasagem, uma vez que um óbito reflete o adoecimento de semanas atrás. O indicador é válido para mostrar a realidade atual, mas não antecipa, e o objetivo do Distanciamento Controlado é também prever deterioração, de modo que medidas possam ser tomadas com antecedência para que as UTIs não cheguem ao limite de atendimento.

Sendo assim, o cálculo deixa de utilizar o número de óbitos ocorridos na semana de referência e passa a utilizar projeções para os próximos 14 dias, com base na variação de pacientes confirmados para Covid-19 em leitos de UTI e no número de óbitos acumulados na semana de referência.

• Indicador de Ativos/Recuperados:
O indicador de Estágio da Evolução passa a considerar todos os casos ativos na semana de referência em relação aos recuperados nos 50 dias anteriores ao início da semana. Ao considerar um período maior de tempo, amenizam-se os efeitos da defasagem entre a data do início dos sintomas e a inclusão dos casos confirmados.

• Razão de ocupação de leitos de UTI por Covid-19:
A capacidade de atendimento passa a ser avaliada com base na razão entre a quantidade de leitos de UTI livres e o número de leitos de UTI ocupados por pacientes confirmados para Covid-19. A proposta vale para os indicadores que avaliam a capacidade do Estado e das macrorregiões, que antes levava em consideração o número de leitos de UTI livres para Covid-19 para cada 100 mil idosos.

3. Gatilhos de segurança
• Redução de cinco para três hospitalizações registradas nos últimos 14 dias na trava para deixar a bandeira da semana anterior:
A mudança torna a redução de bandeira mais cautelosa. A partir deste sábado (13/6), o máximo de casos novos de hospitalização por Covid-19 que a região poderá observar para conseguir reduzir a bandeira é de três. Antes, o limite era cinco novas hospitalizações nos últimos 14 dias.
• Regra das bandeiras preta e vermelha:
Se uma região atingir bandeira final vermelha ou bandeira preta, será preciso duas semanas consecutivas com bandeiras menos graves para que a região possa obter redução na classificação de risco. Isso trará maior segurança para caracterizar a efetiva melhora nas condições de uma região.

Clique aqui e veja o detalhamento de ajustes no Distanciamento Controlado.

Texto: Suzy Scarton e Vanessa Kannenberg
Edição: Marcelo Flach/Secom

Cinco jogos, neste sábado (6), foram realizados pela 30ª rodada do Campeonato da Alemanha, onde o título caminha pela oitava vez para as mãos do Bayern de Munique, que venceu o Bayer de Leverkusen, por 4 a 2. O líder da Bundesliga chegou a 70 pontos e com 90 gols anotados, sendo 30 deles de Robert Lewandowski. O artilheiro da competição fez o último da goleada desta tarde e estabeleceu um novo recorde. Outro destaque da partida foi Thomas Muller, que com passes precisos é considerado um dos melhores jogadores da temporada germânica.

O confronto entre os Bayers também foi marcados por protesto contra o racismo. Jogadores e comissão técnica usaram faixas com o lema em inglês Black Lives Matter (vidas negras importam).

O vice-líder Borússia venceu, por 1 a 0, o Hertha Berlim. A equipe de Dortmund agora tem 63 pontos e segue a sete pontos atrás do time de Munique.

Resultados das outras partidas

RB Leipzig 1 x 1 Paderborn

Dusseldorf 2 x 2 Hoffenheim

Eintracht 0 x 2 Mainz

Por Rodrigo Pereira Ricardo - Repórter da Rádio Nacional Rio - Rio de Janeiro

A Caixa Econômica Federal encerra no próximo sábado (13) o calendário de liberação de saques e transferências da segunda parcela do auxílio emergencial de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras). Hoje (8), será feita a liberação para 2,6 milhões de beneficiários nascidos em agosto.

O dinheiro visa reduzir os efeitos do novo coronavírus nas camadas mais necessitadas. A liberação do saque e a transferência da poupança social da Caixa para outros bancos estão sendo feitas de acordo com o mês de nascimento dos beneficiários. Os recursos estão sendo transferidos automaticamente para as contas indicadas.

Amanhã (9), será liberado o saque para 2,6 milhões de beneficiários nascidos em setembro; na quarta-feira (10), para 2,6 milhões nascidos em outubro; na quinta-feira (11), feriado, não haverá liberação; na sexta-feira (12), para 2,5 milhões nascidos em novembro; e no sábado (13), para 2,5 milhões nascidos em dezembro.

Segundo a Caixa, quem não sacar o auxílio nesse período continua com o crédito disponível nas contas indicadas e poderá realizar o saque, independente do dia de nascimento, a partir da próxima segunda-feira (15).

A transferência dos valores será feita para quem indicou contas para recebimento em outros bancos ou poupança existente na Caixa. Com isso, esses beneficiários poderão procurar as instituições financeiras com quem têm relacionamento, caso queiram sacar.

Segundo a Caixa, mais de 50 bancos participam da operação de pagamento do auxílio emergencial.

Todos os beneficiários do Bolsa Família elegíveis para o auxílio emergencial já receberam o crédito da segunda parcela.

Primeira parcela

Cerca de 200 mil novos beneficiários receberam, no último sábado (6), a primeira parcela do auxílio emergencial. A Caixa fez o pagamento após a Dataprev analisar novo lote de 1,4 milhão de pedidos e liberá-lo na última sexta-feira (5). O valor já está disponível para saque, movimentação pelo aplicativo Caixa Tem ou pelos canais digitais daqueles que indicaram contas de outros bancos.

Caixa Tem

Por meio do aplicativo Caixa Tem, o beneficiário pode fazer compras, transferências e pagar contas como água, luz e telefone, por exemplo.

A Caixa preparou uma série de dicas de como usar o aplicativo (app), como verificar o saldo, extrato da conta e realizar pagamentos nas maquininhas via QR Code.            

Edição: Kleber Sampaio

 Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil - Brasília

Página 9 de 432
Topo