Preço do milho ameaçado com entrada da colheita

Os preços físicos se mantiveram firmes no mercado brasileira essa semana, mas devem perder suporte diante da entrada da colheita no país. Essa é a projeção da Consultoria ARC Mercosul, que estima uma produção é de 97,2 milhões de toneladas (Safra + Safrinha).

“Apesar das fortes quedas do dólar na semana, mercado futuro do milho registrou baixas moderadas ao longo da semana. Chuvas foram observadas em importantes partes do Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás durante a semana, interrompendo ciclo de perdas produtivas, porém potencial produtividade já foi afetado”, apontam os analistas.

Ainda de acordo com a ARC Mercosul, na Argentina, colheita chega a 43%, e a produção é estimada em 50 milhões de toneladas. Segundo a Bolsa de Rosário, na primeira quinzena de maio foram embarcados 1,8 milhão/toneladas de milho, 6% acima do mesmo período do ano passado.  

A T&F Consultoria Agroeconômica aponta que a Argentina é a principal concorrente do Brasil na venda de cereal: “Após o recorde de abril, as exportações de milho continuam em ritmo acelerado, enquanto o complexo de soja parece estar se recuperando de um início ruim da estação. Os negócios previstos para o milho na nova campanha já excedem em muito os do ano anterior”.

Até agora na campanha externa de comercialização de milho, iniciada em março, as exportações argentinas de cereais já atingiram 9,5 milhões de toneladas, cerca de 240.000 toneladas a mais do que o ano passado no mesmo período. “Para assumir a dimensão dessa marca, basta lembrar que, na safra 2018/19, as exportações de milho já haviam atingido um recorde histórico de 37 milhões de toneladas”, conclui a T&F.

Por: AGROLINK -Leonardo Gottems

Imagem: Leonardo Gottems

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