Rural

Rural (163)

Começa nesta terça-feira (19), a 20ª Feira Nacional do Arroz (Fenarroz), que vai até o dia 24, no Parque Ivan Tavares, Rua Conde de Porto Alegre S/N, bairro Carvalho, em Cachoeira do Sul. A programação técnica, organizada pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), ocorre no auditório da Fenarroz nos dois primeiros dias da feira e conta com painéis, palestras e workshop sobre temas importantes relacionados à cultura do arroz.

O primeiro dia começa com o painel: “A Cultura da Soja como Aliada ao Sistema Produtivo Arrozeiro”. Palestram pela Emater, o engenheiro agrônomo Dirceu Nöller, que falará sobre como reduzir as perdas de grãos na colheita (14h) e a engenheira agrônoma Lenise Mentges, que apresentará sobre o manejo integrado de pragas em soja (14h40). E pelo Irga, o engenheiro agrônomo José Fernando de Andrade, que ministrará a palestra "Alternativas de Culturas e Sistemas Produtivos para o Manejo de Plantas Daninhas" (15h40) e o engenheiro agrônomo Ricardo Tatsch, que abordará sobre o manejo da cultura da soja para alta produtividade (16h30).

O segundo e último dia de programação técnica terá pela manhã o workshop “Mercado e Exportação de Arroz” com debates e aspectos voltados a produção e o comércio. O diretor comercial do Irga, Tiago Barata, abordará as perspectivas de mercado (9h30) e o diretor técnico da autarquia, Maurício Fischer, falará sobre os aspectos técnicos e produtivos da lavoura arrozeira no Rio Grande do Sul (10h10). Além do gestor do Brazilian Rice, Gustavo Ludwig, que apresenta sobre o mercado externo e exportação de arroz (10h50). Após, o secretário da Agricultura, Odacir Klein, apresentará o Cacisc ao meio-dia.

Os professores da UFSM administrarão as palestras seguintes. O professor Ezequiel Saretta falará a respeito dos fundamentos da engenharia de irrigação (13h15). A professora Zanandra Boff de Oliveira fará uma apresentação sobre a necessidade de irrigação suplementar para a cultura da soja em Cachoeira do Sul (14h15). O professor e doutor Lucas Ávila palestrará sobre planejamento estratégico para propriedades rurais (15h15). Encerrando as atividades no auditório da Fenarroz, a palestra sobre o Exporta RS - Departamento de Promoção Comercial e Assuntos Internacionais  da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado.

Texto: Taís Forgearini/ Ascom Irga
Edição: Léa Aragón/ Secom

A Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR) informa que o prazo para as inscrições para a 20ª Feira da Agricultura Familiar na Expointer 2018 foi aberto nesta segunda-feira (11). A novidade é um sistema de inscrições informatizado, que servirá para todas as feiras que a SDR apoia com agroindústrias inclusas no Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf). Até o dia 13 de julho, os empreendedores familiares devem acessar procurar as entidades parceiras Emater, Fetag, Fetraf e Via Campesina, para fazer a inscrição no sistema.

“Conforme as inscrições chegam ao sistema, o departamento responsável da SDR vai homologando-as em tempo real, ficando mais fácil resolver possíveis pendências ou problemas e dando transparência ao processo”, explicou o secretário da SDR, Tarcisio Minetto.

Para este ano, deve ocorrer aumento no número de expositores, uma vez que está sendo construído um novo pavilhão para a agricultura familiar. A comissão organizadora vai definir o número de participantes somente após receber todas as inscrições, quando dimensionará as necessidades.

A SDR é gestora da Feira da Agricultura Familiar na Expointer e coordena a Política Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf), que oferece serviços para as agroindústrias familiares como qualificação técnica, incentivos financeiros para melhoria e legalização e assistência nas questões sanitárias, ambientais e tributárias. Na edição do ano passado, a Feira da Agricultura Familiar na Expointer totalizou R$ 2,8 milhões, aumento de 40% sobre a edição de 2016.

A Expointer 2018 ocorre de 25 de agosto a 2 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

Documentação necessária para a inscrição

AGROINDÚSTRIA FAMILIAR PESSOA FÍSICA
Ficha de Inscrição (disponível online nas entidades supracitadas);
Cópia do licenciamento sanitário Licenciamento Sanitário: Produtos de Origem Animal - Registro no Serviço de Inspeção Municipal, Estadual ou Federal; Produtos de Origem Vegetal - Alvará Sanitário (saúde); Bebidas e Polpas - Registro de Estabelecimento no MAPA. Em caso de renovação de alvará e que este não chegou a tempo para a feira, se aceita protocolo de solicitação (90 dias anterior);
Extrato atualizado da Declaração de Aptidão ao Pronaf – DAP do proprietário.
AGROINDÚSTRIA FAMILIAR PESSOA JURÍDICA

Ficha de Inscrição (disponível online nas entidades supracitadas);
Cópia do licenciamento sanitário Licenciamento Sanitário: Produtos de Origem Animal - Registro no Serviço de Inspeção Municipal, Estadual ou Federal; Produtos de Origem Vegetal - Alvará Sanitário (saúde); Bebidas e Polpas - Registro de Estabelecimento no MAPA. Em caso de renovação de alvará e que este não chegou a tempo para a feira, se aceita protocolo de solicitação (90 dias anterior);
Extrato atualizado da Declaração de Aptidão ao Pronaf – DAP². Quando for pessoa jurídica, será necessário extrato de DAP da pessoa jurídica. Em casos onde não há possibilidade da expedição da DAP JURÍDICA, será solicitado a DAP FÍSICA de todos os componentes do quadro social juntamente com cópia atualizada do contrato social.
ARTESANATO, PLANTAS E FLORES

Ficha de Inscrição (Disponível nos Sindicatos);
Cópia do Extrato da DAP (em caso de associação, DAP de todos os expositores).

Texto:Nathalie Sulzbach/ Ascom SDR
Edição: Léa Aragón/ Secom

A Massey Ferguson participa da Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães (BA), com um amplo portfólio de máquinas e implementos agrícolas robustos e tecnológicos. Diante da demanda da região por equipamentos maiores e mais produtivos, a marca destaca a plataforma draper 9255 Dynaflex, de 45 pés, e as plantadoras MF 500 e MF 700 CFS que, agora, possuem a tecnologia Precision Planting. Durante o evento, que acontece até 9 de junho, a marca também destaca as séries de tratores MF 6700, MF 6700 Dyna-4 e MF 7700 Dyna-6. 

“Como a região possui propriedades planas e extensas, a demanda do produtor local é por máquinas maiores, tecnológicas e ainda mais produtivas. Com isso, a Massey Ferguson já vem há alguns meses trabalhando na demonstração de produtos que atendam a essas necessidades. Então, estamos muito otimistas com as finalizações de negócio que certamente acontecerão durante a Bahia Farm Show”, diz Paulo Carrijo, coordenador comercial da Massey Ferguson.

A Massey Ferguson destaca os seguintes produtos na Bahia Farm Show:

Lançamento do ano: plataforma 9255 Dynaflex, de 45 pés

Para ampliar o portfólio de plataformas para colheitadeiras axiais, a Massey Ferguson desenvolveu a 9255 Dynaflex, de 45 pés, com tamanho de transporte de 14,3 metros e de corte de 13,7 metros. Com a novidade, a marca se posiciona no segmento com a maior variedade de plataformas draper, oferecendo ao agricultor uma gama de produtos de 25 a 45 pés. Especialmente projetada para a série MF 9895, a nova plataforma trabalha com baixo índice de perda de grãos, aumentando a capacidade de entrega. O sistema de corte com barra flexível em toda a extensão permite uma colheita ágil e uniforme, nas mais diversas condições de solo, oti­mizando o desempenho da colheita. Para uma melhoria na capacidade de processamento da máquina, a pla­taforma 9255 conta com o sistema de transpor­te por esteira de borracha, permitindo que o material colhido siga todo na mesma direção, com melhor fluxo de massa e alimentação homogênea.

Colheitadeira axial MF 9895

A colheitadeira axial MF 9895, que agora pode vir com a nova plataforma 9255 Dynaflex acoplada, possui motor de sete cilindros AGCO Power com 9,8 litros, que pode chegar à potência de 500 cv. Apresenta a maior taxa de descarga de grãos do mercado (150 litros por segundo) e tanque com capacidade de armazenagem de 12.334 litros. O sistema de acionamento do cilindro alimentador é responsável pela alta performance do equipamento, garantindo a qualidade dos grãos e ampliando o leque de culturas e de aplicação.

A MF 9895 possui o moderno sistema de arrefecimento V-Cool, exclusividade da marca, que reduz drasticamente a necessidade de limpeza dos radiadores e oferece alta capacidade de resfriamento e, consequentemente, maior vida útil ao motor. Além da redução no consumo, as colheitadeiras possuem sistema de processamento Trident™, composto pelo rotor de 3,56 m de comprimento, promovendo mais trilha e separação, enquanto aumenta a qualidade dos grãos.

Plantadoras MF 500 e MF 700 CFS com Precision Planting

As já conhecidas linhas de plantadoras MF 500 e MF 700 CFS contam, agora, com os dosadores pneumáticos Precision Planting, que conferem maior desempenho e plantabilidade ao equipamento, resultando em melhor produtividade nas lavouras. Graças ao novo sistema de semeadura vSet, é possível garantir mais de 99% de singulação. O singulador e o disco específico para as culturas são simplificados e não exigem regulagem, evitando erros de calibração. 

Além dos dosadores pneumáticos, a linha de plantadoras MF 500 foi aprimorada com o aumento de 20% na capacidade da caixa suspensa de sementes, assegurando maior autonomia de trabalho e disponibilidade da máquina no campo. O modelo também passou por pequenas alterações no chassi, aperfeiçoando as linhas da plantadora. Já o sistema pneumático vem equipado com mangueiras de vácuo em material mais resistente e oferece maior durabilidade em comparação ao modelo anterior.

Voltada para propriedades de porte médio e grande, a MF 500 destina-se ao plantio de grãos grossos. Composta por chassis monobloco e dispondo de reservatórios em polietileno e buchas autolubrificantes nos pontos de articulação, o equipamento garante maior resistência e durabilidade nas mais diversas condições de plantio.

Já a MF 700 CFS possui versões de 11 a 30 linhas e disponibilidade de configuração nos espaçamentos de 45, 50, 76 e 90 cm. O grande destaque da linha está na caixa central de sementes CFS (Central Fill System) com capacidade de 1450 litros, a maior da categoria. Devido a esse sistema, o equipamento pode operar por longas jornadas e sem paradas, oferecendo mais agilidade no abastecimento e alta lucratividade para o produtor. Além de maior capacidade de armazenamento, a plantadora possui uma ampla gama de opcionais, como três rompedores de solo e quatro limitadores de profundidade e compactadores de semente no solo, possibilitando maior rendimento de semeadura e plantando mais hectares por hora.

Tratores MF 6700

Os tratores da série MF 6700, dotados de motor eletrônico AGCO Power (115 cv, 125 cv e 135 cv), são de alto desempenho e contribuem para aumentar a produtividade, além de gerar economia de combustível para o produtor agrícola. As máquinas estão disponíveis nas versões plataformada e cabinada.

A versão cabinada foi desenvolvida para assegurar mais conforto operacional durante a jornada de trabalho. O modelo alia ergonomia, design, funcionalidade e rendimento, garantindo uma produção mais rentável e segura. Possui um novo e moderno painel de instrumentos, onde constam todas as informações de segurança e funcionamento do trator. Isso significa maior produtividade tanto para o empresário do agronegócio quanto para o agricultor familiar. 

Os modelos possuem a maior capacidade de levante da categoria com 4.950kgf, para a realização de trabalhos com implementos mais pesados e com excelente vazão hidráulica. A transmissão sincronizada 12x12 com reversão mecânica ou eletro-hidráulica aumenta a agilidade nas manobras, reduz a troca entre grupos e facilita a operação.

Tratores MF 6700R Dyna-4

Na feira também estará a família de tratores MF 6700R Dyna-4 com faixa de potência de 115 a 135 cv. Graças ao motor eletrônico em maior interação com a transmissão Dyna-4, a máquina aumenta em até 15% seu rendimento, permitindo também economia de 10% de combustível por hectare trabalhado, em condições normais de operação.

A cabine, considerada a mais moderna e confortável do mercado, possui assento ergonômico e mais espaço para movimentação do operador. Os instrumentos da transmissão, do sistema hidráulico e da TDP estão integrados em um console mais longo e de fácil alcance para o operador. O painel possui um display digital com informações operacionais e funcionais dispostas de forma clara. Os recursos eletrônicos permitem o gerenciamento de combustível, medindo o consumo por hora e por hectare, e a pré-programação da rotina de trabalho dos implementos agrícolas.

Tratores MF 7700 Dyna-6

Os tratores da série MF 7700 Dyna-6 são robustos, de alto desempenho e possuem potência entre 195 cv e 250 cv. Os modelos são equipados com piloto automático, sistema hidráulico de três pontos traseiro, sistema de controle remoto de alta vazão, telemetria, além de motor eletrônico AGCO Power que aumenta o rendimento em 15%, permitindo também uma economia de 10% de combustível por hectare trabalhado (em condições normais de operação).

Ideal para as lavouras de grãos e cana, o grande diferencial da série MF 7700 Dyna-6 está no eixo dianteiro opcional, que aumenta a capacidade de tração. O hidráulico dianteiro possibilita trabalhos com dois implementos, um dianteiro e outro traseiro, permitindo o aumento do desempenho no campo. Outro ponto de destaque é o novo design da cabine com comandos ergonomicamente dispostos, mais espaço interno e visibilidade para o condutor, além da suspensão mecânica que foi aliada ao banco com suspensão pneumática, proporcionando maior conforto operacional.

 

Fonte:https://www.agrolink.com.br

Foto: Massey Ferguson

 

 

Evolução da série MF 7000 Dyna-6, a linha herdou da família anterior a melhor e mais moderna transmissão Powershift do mercado. A tecnologia, que a Massey Ferguson apresentou em primeira mão ao mercado brasileiro, dispensa o uso da embreagem para a troca de marchas e para reversão do movimento de frente e ré, garantindo ao operador o máximo em eficiência com o mínimo esforço. Além de ser uma transmissão realmente automática, na qual após a programação, o trator realiza até seis trocas de marchas sem a interferência do operador no modo trabalho e até 24 trocas no modo transporte.

O IBGE divulgou nesta quarta-feira o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), referente ao 1º trimestre deste ano, que apresentou crescimento de 0,4% em relação ao último trimestre de 2017. Foi o quinto resultado positivo após oito quedas consecutivas, com participação destacada da Agropecuária, que cresceu 1,4%. Os setores de Indústria e Serviços, aumentaram 0,1%. 

Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 1,64 trilhão. A Agropecuária representou R$ 93,94 bilhões, Indústria, R$ 291,65 bilhões e Serviços, R$ 1,015 trilhão. A distribuição percentual dos setores no PIB corresponde a 5,7%, 17,8% e 61,9%, respectivamente.

Na comparação com primeiro trimestre de 2017, o PIB registra crescimento de 1,2%, e decréscimo de 2,6% na Agropecuária. A Indústria cresceu 1,6%, e Serviços, 1,5%. Também tiveram variação positiva, o consumo das famílias e a formação bruta de capital. 

De acordo com o coordenador geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Gasques, as estimativas de safra, referentes a abril deste ano mostram que algumas lavouras apresentaram redução de produção e de produtividade no primeiro trimestre do ano.

Entre as quedas estão arroz, de 6,8%, em relação a igual período de 2017, laranja, 9,4%, e milho primeira safra, 17,5%. Essas lavouras também apresentam produtividade inferior à do ano passado. Mas soja apresenta crescimento da produção de 0,6% sobre o primeiro trimestre de 2017, e seus resultados contribuíram para a formação do PIB do trimestre, explica Gasques. 

O PIB acumulado nos últimos quatro trimestres cresceu 1,3%, enquanto a agropecuária teve variação de 6,1%, Indústria, 0,6% e Serviços, 1,0%. Essa taxa elevada para a Agropecuária deve-se a resultados dos últimos três trimestres de 2017, e aos primeiros levantamentos deste ano que apontaram resultados favoráveis para diversas lavouras, observou o coordenador do Mapa.

Períodos de colheita

Em entrevista a jornalistas estrangeiros, em São Paulo, onde participa do Fórum de Investimentos Brasil 2018, o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), comentou que “no sistema montado nas empresas sempre no início da colheita são aceleradas as exportações, depois retidas nos armazéns, de retaguarda, para haver fluxo durante os 12 meses do ano. Você não tem trens para escoar a safra brasileira em quatro meses. É tudo muito caro: barcaças, caminhões. Então o sistema é regulado. Agora, por exemplo, começa a safra de milho novamente e deve haver uma aceleração nesse processo. Começa a safra de algodão, nova aceleração. Terminando, volta à normalidade no escoamento”.

Por: MAPA

Fonte: www.agrolink.com.br

O Boletim Cenários Ibá, produzido pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), indica que as exportações do setor, no acumulado dos quatro primeiros meses, avançou, em valores, 38,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo R$3,5 bilhões. Houve crescimento nos três produtos: celulose, papel e painéis de madeira. Com este panorama, o setor aumentou sua representatividade nas exportações nacionais, em comparação a 2017, chegando a 11,6% de participação no agronegócio e 4,7% nas exportações totais. No saldo da balança comercial, o setor cresceu 42,0%, totalizando R$3,2 bilhões.

Entre os produtos e seus destinos, destaque para a celulose, que aumentou seu faturamento em 37,9% na exportação para a China, 55,6% para a América do Norte e 63,4% para a Europa. Isto significa aumento de 48,7% nos valores acumulados de negociação do produto com o mercado externo, na comparação da somatória do período entre janeiro e abril deste ano frente 2017. Para o segmento de papel, a América Latina ampliou o consumo desse insumo em 14,7% no comparativo com o ano anterior, sendo o destino com maior volume monetário de transações, chegando a US$ 438 milhões. A comercialização para o mercado externo de painéis de madeira, por sua vez, demonstrou avanço de 15,1% na totalidade dos destinos em valor.

Fonte: www.agrolink.com.br

 

A colheita da safra 2017/2018 no Rio Grande do Sul está em fase de conclusão. Conforme o levantamento divulgado pela Seção de Política Setorial do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) na quinta-feira (17), foram colhidos até o momento 1.034.486 hectares, ou 96,6% do total semeado de 1.070.362 ha de arroz no Estado. As informações são baseadas nos dados fornecidos pelo Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) e Núcleos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Nates). Até o período, a produtividade média no RS é de 7.936 quilos por hectare.

A região da Planície Costeira Externa está com 129.800 ha (99,3%) de área colhida, produtividade de 6.819 kg/ha, seguida pelas regionais da Fronteira Oeste, com 313.155 ha (98,9%) de área colhida, produtividade de 8.520 kg/ha; Planície Costeira Interna, 139.076 ha (97,6%) de área colhida, produtividade 7.382 kg/ha; Zona Sul, 167.852 ha (95,6%) de área colhida, produtividade de 8.229 kg/ha; Depressão Central, 133.853 ha (93,6%) de área colhida, produtividade de 7.851 kg/ha; e Campanha, 150.750 ha (93,1%) de área colhida, produtividade de 7.943 kg/ha. 

Segundo o levantamento desta semana, a região produtora da Planície Costeira Externa atualmente é a mais adiantada, porém com a produtividade menor entre as seis coordenadorias do instituto. A Fronteira Oeste lidera em produtividade até o período.

Algumas cidades já concluíram a colheita desta safra, tais como: Capão do Leão, Charqueadas, Osório, Palmares do Sul, Pelotas, Rio Grande, Santo Antônio da Patrulha, São Borja e Torres.

Por: IRGA

Fonte: https://www.agrolink.com.br

 

A União Europeia publicou hoje (16) no Jornal Oficial da União Europeia o regulamento que proíbe a importação de carne de frango de pelo menos 20 frigoríficos brasileiros. Doze deles pertencem à companhia de alimentos BRF. A proibição foi decidida com base em denúncias de fraudes cometidas por empresários e fiscais agropecuários federais, decorrentes da terceira fase da Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal, em março do ano passado.

A Operação Trapaça teve como alvo a BRF, que é dona das marcas Sadia e Perdigão. O grupo é investigado por fraudar resultados de análises laboratoriais relacionados à contaminação pela bactéria Salmonella pullorum. Em nota, a empresa negou riscos para a saúde da população.

No regulamento, as autoridades europeias dizem que a partir de março de 2017 os Estados-Membros notificaram “um número significativo de casos de incumprimento grave e reiterado devido à presença de Salmonella em carne de aves de capoeira e preparados de carne de aves de capoeira originários de vários estabelecimentos no Brasil”.

Ainda de acordo com o regulamento, as autoridades competentes brasileiras foram informadas destes casos e convidadas a tomar as medidas corretivas necessárias. “As informações recebidas das autoridades competentes brasileiras e os resultados dos controles oficiais nas fronteiras da União não permitiram demonstrar que foram tomadas as medidas corretivas necessárias para corrigir as deficiências identificadas. Por conseguinte, não existem garantias suficientes de que esses estabelecimentos cumprem atualmente os requisitos da União, e os seus produtos podem, por conseguinte, constituir um risco para a saúde pública”, informa o documento publicado no Jornal Oficial da União Europeia.

“É, pois, necessário retirá-los da lista de estabelecimentos a partir dos quais são autorizadas importações de produtos à base de aves de capoeira na União”, acrescenta o documento, ao afirmar que investigações e medidas adotadas recentemente no Brasil indicam não haver garantias suficientes de que os estabelecimentos citados cumprem os requisitos aplicáveis da União.

“Os produtos podem, por conseguinte, constituir um risco para a saúde pública e é conveniente retirá-los da lista de estabelecimentos a partir dos quais são autorizadas importações de carne e produtos à base de carne na União”, conclui o regulamento.

Contatado pela Agência Brasil, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informou estar atuando para reverter a situação, mas que não comentará as argumentações apresentadas no regulamento da União Europeia.

Aumento da oferta no mercado interno

Com a limitação da exportação para o mercado europeu, a expectativa é que aumente a oferta no mercado interno, o que tornará o frango mais barato momentaneamente para o consumidor brasileiro. Por outro lado, poderá resultar em demissões no setor. As vendas para a União Europeia já vinham apresentando quedas.

De acordo com o Ministério da Agricultura, no ano passado, o Brasil exportou 201 mil toneladas para o bloco. Em 2007, chegou a exportar 417 mil toneladas. Em valores, no ano passado, foram exportados US$ 765 milhões em frango.

Projeção feita recentemente pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indica que o embargo da União Europeia ao frango brasileiro deverá gerar, neste ano, perda de 30% sobre o total do produto exportado pelo Brasil para o bloco, que é composto por 28 países.

A decisão de embargo terá impacto em 20 plantas exportadoras (unidades de produção) de nove empresas. De acordo com a ABPA, o Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo. Ao longo de quatro décadas, o país embarcou mais de 60 milhões de toneladas de carne de frango, em mais de 2,4 milhões de contêineres para 203 países.

No final de abril, os ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex) autorizaram por unanimidade o início das tratativas de abertura de contencioso junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), contestando barreiras impostas pela União Europeia à carne de frango brasileira.

Na manifestação, a Camex argumenta que, apesar de a comunidade europeia argumentar tratar-se de questão sanitária, bastaria aos frigoríficos brasileiros pagar uma tarifa de 1.024 euros por tonelada e mandarem tudo como carne in natura, produto que entra no bloco sem problemas sanitários.

 

Edição: Maria Claudia
 
Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil  Brasília

Qual é o tamanho da ameaça de novas lagartas híbridas, frutos do cruzamento da Helicoverpa armigera com a Helicoverpa zea, para a agricultura brasileira e mundial? Essa foi a pergunta que fizemos à Mestre em Entomologia e Doutora em Biotecnologia Cecília Czepak, que concedeu entrevista exclusiva ao Portal Agrolink. 

“Ainda não temos certeza disso, mas sabe-se que cada espécie tem seu potencial de dano e suas características relacionadas a resistência e portanto, juntas podem originar uma ‘nova superpraga’, algo meio ‘assustador’ no que se refere a agricultura”, afirma a especialista, que também é professora titular da Escola de Agronomia da UFG (Universidade Federal de Goiás).  

De acordo com ela, há que se ter presente que nossas fronteiras continuam abertas e provavelmente novas entradas estão sendo previstas: “Algo precisa ser feito de forma urgente, afinal, sabemos que foram várias incursões da H. armigera no Brasil e, com certeza, cada uma delas pode ter trazido genes diferentes, principalmente relacionados a resistência o que adicionados a H. zea podem desencadear o início de um novo problema a enfrentar na agricultura brasileira e possivelmente na agricultura mundial, se pensarmos que podemos também vir a exportar espécies híbridas para outras regiões agrícolas”.  

“Entretanto, isso para mim não é a essência do problema, vejo que a grande questão continua sendo a não aplicação de táticas de manejo dentro dos cultivos agrícolas, pois pragas como a H. armigera não podem ser controladas sob um único contexto, isto é, o químico, ou mesmo por meio de organismos geneticamente modificados, temos que unir forças, isto é combatê-las em várias frentes, ou melhor, manejá-las dentro dos princípios básicos do MIP (Manejo Integrado de Pragas) e isso por mais que os esforços da pesquisa caminhem nesse sentido, vejo que nossa agricultura caminha no sentido contrário. Precisamos mudar este rumo e adotar de forma urgente e definitiva o MIP”, conclui. 

Amanhã: O que técnicos, acadêmicos, profissionais, indústria, produtores e poder público devem fazer para minimizar essa ameaça?

Por: AGROLINK -Leonardo Gottems

Fonte: https://www.agrolink.com.br/

magem créditos: Embrapa

A participação do Brasil nas exportações globais de açúcar pode cair de mais da metade para cerca de um terço do comércio na safra mundial 2017/18, resultado de uma menor produção no país e do incremento de oferta em todos os principais concorrentes, de acordo com dados da INTL FCStone compilados pela Reuters.

O excedente exportável de açúcar do Brasil deve alcançar 22,2 milhões de toneladas na temporada vigente (outubro/setembro), o que representaria 35,46 por cento do total previsto mundo afora, conforme números da consultoria. Com grandes safras, União Europeia e Tailândia devem tomar espaço das exportações do Brasil, que no ciclo passado contou com um excedente exportável maior, de 30 milhões de toneladas, ou 52,54 por cento do total no mundo.

Os dados da FCStone destacam um cenário de maior concorrência para o Brasil, principal produtor e exportador mundial de açúcar, que está direcionando fortemente a moagem de cana para a produção de etanol, devido os preços baixos do adoçante em meio ao excesso de oferta gerado por recordes na Índia, União Europeia e Tailândia. “O Brasil vem perdendo participação há alguns anos, e o centro-sul deixou de ser nesta safra um ‘driver’ para os preços”, afirmou o analista de açúcar e etanol da consultoria, João Paulo Botelho, referindo-se à principal região produtora do país, onde o calendário de safra é diferente e vai de abril a março.

Com efeito, o centro-sul do Brasil pode fabricar até 6 milhões de toneladas de açúcar a menos neste ano, segundo projeções de diversas consultorias, resultado da preferência das usinas pelo etanol e também de renovações e tratos inadequados nos canaviais após anos de dificuldades financeiras no setor. “A safra do Brasil está estagnada há dez anos em termos de ATR (Açúcares Totais Recuperáveis)”, avaliou o diretor da produtora de açúcar Südzucker do Brasil, Rui Sabino. 

De modo geral, a expectativa é de que a fabricação de açúcar no centro-sul neste ano recue para cerca de 30 milhões, ante 36 milhões de toneladas na temporada anterior.

Muinta oferta

Em tempos passados, uma projeção de menor produção no Brasil seria suficiente para sustentar as cotações internacionais do açúcar bruto, cujos contratos são negociados na Bolsa de Nova York. Mas não é o que se vê atualmente, com os preços em queda e no menor patamar em mais de dois anos, no caso do primeiro contrato da bolsa, que expira na segunda-feira. Já o segundo contrato, o julho, atingiu o menor valor desde 2008, nesta semana. A razão para esse movimento está nos outros grandes produtores de açúcar. Índia, Tailândia e União Europeia (UE) devem registrar safras recordes em 2017/18.

O caso mais emblemático é o da Índia, que em meio a condições favoráveis e apoio governamental deve impulsionar a produção neste ano para mais de 30 milhões de toneladas. “A produção de açúcar na Índia deve superar 31 milhões de toneladas. O país deve produzir mais do que o centro-sul do Brasil na safra (global) 2017/18”, disse o consultor Bruno Guimarães, da INTL FCStone, durante apresentação em evento da consultoria.

Pelos dados da INTL FCStone, a Índia contará com um excedente exportável de açúcar de 7 milhões de toneladas em 2017/18, revertendo um déficit de 4,7 milhões no ano anterior.

No entanto, não há clareza se a Índia (maior consumidor global de açúcar) poderá avançar fortemente no mercado global de exportação ou se acumulará estoques, uma vez que geralmente consome tudo o que produz e precisa, em alguns anos, recorrer à importação para suprir o mercado doméstico. Contudo, o país flexibilizou regras de exportação de açúcar em março. 

A UE é outra região que também deve passar de déficit para superávit de açúcar disponível para venda ao exterior. A reversão se segue ao fim do regime de cotas de produção e exportação em outubro do ano passado. De acordo com a INTL FCStone, os países europeus contarão com excedente exportável de 2,7 milhões de toneladas de açúcar, contra déficit de 1,5 milhão em 2016/17.

Já no caso da Tailândia, segundo maior exportador após o Brasil e que contou com condições climáticas favoráveis, o excedente exportável deve saltar a 10,8 milhões de toneladas nesta safra, de 7,1 milhões na temporada anterior. Com isso, a nação asiática passará a responder por mais de 15 por cento de toda a exportação mundial do alimento, segundo os números da INTL FCStone.

Superávits

O presidente da Datagro, Plinio Nastari, destacou nesta semana, em teleconferência online, que esses outros produtores compensarão a queda de fabricação de açúcar no centro-sul do Brasil, levando o balanço mundial de oferta e demanda a registrar superávits tanto neste quanto no próximo ano.

 Pelas estimativas da consultoria, os excedentes serão de 10,8 milhões de toneladas em 2017/18 e de 7,6 milhões em 2018/19, temporada esta que começa em 1º de outubro. “Tudo indica que a área plantada com cana na Índia passa de 4,9 milhões para 5,1 milhões de hectares em 2018/19, porque os preços internos do açúcar continuam remuneradores, equivalentes a 40 dólares por tonelada. Esses preços estimulam a produção de cana”, destacou Nastari, explicando por que aposta em outra forte produção na Índia na próxima safra.

Na avaliação de Maria Carolina Ometto Fontanari, presidente do grupo de açúcar e etanol USJ, porém, é necessário reverter a perda de participação do Brasil no mercado mundial de açúcar. “O Brasil precisa de uma política internacional forte para conter as distorções dos subsídios”, avaliou ela. Maria Carolina está, desde 2013, à frente da empresa que conta com três usinas em São Paulo e Goiás.

No início deste ano, a Tailândia eliminou o controle de preços do açúcar justamente para resolver uma disputa com o Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Por: REUTERS 

Fonte: www.agrolink.com.br

Um livro destinado principalmente a estudantes de Agronomia, que procuram conhecimento básico do ciclo do nitrogênio (N) no solo, envolvendo todos os seus principais processos, foi disponibilizado recentemente pela Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) em sua base de publicações. O Ciclo do Nitrogênio em Sistemas Agrícolas está disponível aqui.

O nitrogênio (N) é um nutriente requerido por todos os organismos vivos e, no solo, é um elemento extremamente dinâmico em decorrência das várias reações de oxido-redução a que está sujeito. O suprimento inadequado de N é considerado um dos principais fatores limitantes à produtividade de grãos. Este elemento é necessário em grandes quantidades, uma vez que é componente essencial de proteínas, ácidos nucleicos e de outros constituintes celulares.

A pesquisadora Rosana Faria Vieira explica que embora a maior parte das etapas envolvidas no ciclo do N tenha sido identificada há mais de um século, ainda hoje nos deparamos com novas descobertas. “Os primeiros dez anos do século 21 foram extremamente importantes no entendimento das relações funcionais dentro do ciclo deste elemento. Nesse período ocorreu a identificação de novas espécies de microrganismos envolvidas em processos já conhecidos até a identificação de processos nunca descritos anteriormente. Nos primeiros tópicos deste livro é feita uma descrição das etapas envolvidas na dinâmica do N no solo, até então conhecidas”, informa ela. 

De acordo ainda com a autora, “apesar do N ocupar posição de destaque na nutrição mineral de plantas, a eficiência de sua utilização pelas culturas é baixa, o que gera grandes perdas deste elemento para o ambiente. “As preocupações com estas perdas tornam-se cada vez maiores se considerarmos que até 2050 a produção de alimentos deve aumentar em 70% para suprir a demanda de uma população que poderá chegar a 9,1 bilhões”, enfatiza ela.

Rosana salienta que a delicada coexistência de efeitos benéficos e prejudiciais do N em sistemas agrícolas sugere a necessidade urgente de entendimento mais profundo do ciclo deste elemento. Assim, “nos itens finais deste livro são descritas as rotas e apresentados os processos relacionados com as perdas de N após a aplicação de fertilizantes nitrogenados minerais e/ou orgânicos. São descritas também algumas medidas de mitigação com potencial para o incremento da eficiência de uso do nitrogênio pelas culturas”.

 A pesquisadora informa que se o leitor desejar aprofundar seus conhecimentos sobre o assunto encontrará no tópico relativo às referências uma ampla lista de artigos, boletins e livros, tanto nacionais quanto internacionais, que lhe fornecerá fontes de informações mais especializadas e pormenorizadas.

Por: EMBRAPA

Fonte: https://www.agrolink.com.br/

Página 1 de 17
Topo