Gisnei

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Cumprindo isolamento em sua casa no Rio de Janeiro, o técnico Renato Portaluppi conversou com a equipe de comunicação do Grêmio e fez uma avaliação das primeiras semanas de preparação do plantel gremista. Treinando desde o último dia 04, o Grêmio se destaca entre os clubes brasileiros por ter implementado com sucesso todas as iniciativas de prevenção à contaminação e transmissão da COVID-19.

Submetido a duas cirurgias no coração entre o início de 2019 e 2020, o técnico está em casa por orientação do Departamento Médico. E da capital fluminense, avaliou o planejamento seguido até o momento.

"Eu acredito que o Clube está fazendo a coisa certa. Nós temos que tomar todo cuidado do mundo. O Grêmio começou com os trabalhos físicos, respeitando o afastamento e seguindo todas as regras. É o certo. E esperamos que isso se resolva o mais rápido possível, para intensificarmos os treinamentos".

Os trabalhos atuais são focados principalmente no aspecto físico, com o objetivo de preparar os jogadores para o retorno das competições - e também pelas normas de distanciamento expressas em decretos dos governos do estado e do município. Uma diferençca, na avaliação do ídolo, em relação aos trabalhos de pré-temporada.

"Nós temos que tomar todos os cuidados, treinar grupos com poucos jogadores - e afastados. Não podemos dar todos os treinamentos que gostaríamos, são mais trabalhos físicos. É uma diferença grande e você fica restrito. Chega um momento que o jogador fica até um pouco cansado, com saudade de treinar com bola. Mas tem que tomar muito cuidado para dar trabalho com bola e manter o distanciamento", analisa.

Para ser reconhecido pela Comissão de Médicos da CBF como um exemplo mundial de condições preventivas adequadas, o Grêmio montou uma estrutura que vai ao encontro de todas as normas internacionais de controle sanitário. Até a reapresentação dos atletas, no início do mês, o Clube promoveu diversas reuniões internas, com participação, além do Departamento Médico, da Comissão Técnica e departamento de Logística. As condições disponibilizadas aos atletas foram elogiadas pelo técnico.

"O Grêmio está de parabéns pela estrutura que foi montada, uma estrutura que não é nada barato. Por isso que seguimos à risca o que o Departamento Médico nos passa, porque nessas horas todo o cuidado é essencial e o Grêmio, felizmente, está tendo todo o cuidado. Até para os jogadores se sentirem tranquilos para sair de casa, sabendo que vão trabalhar com todas as garantias. Nesse ponto o Grêmio está de parabéns".

Enquanto o grupo treina em Porto Alegre, comandado pelo auxiliar Alexandre Mendes e pelos preparadores físicos, Renato mantém uma rotina de cuidados em sua casa no Rio. Longe do que mais gosta de fazer, o técnico tricampeão da América confessa sua saudade, com palavras de otimismo.

"Eu tenho uma saudade muito grande de trabalhar e estar com o grupo. Estamos parados há 70, 80 dias. É difícil e é triste, mas não podemos fazer nada. Somos profissionais e seguimos à risca o que o Departamento Médico nos passa. Eu sinto falta de tudo que é normal no futebol. Espero que isso tudo passe e possamos voltar o mais rápido possível, para que eu possa, acima de tudo, matar a saudade dos treinamentos, dos jogos e da convivência com o nosso torcedor", torce, para finalizar com um recado à torcida gremista.

"Tenho certeza que vocês estão com muita saudade de ver o Grêmio na Arena, da mesma forma que nós também estamos com saudades de vocês. Vamos torcer que isso acabe o mais rápido possível e possamos nos reencontrar na Arena, porque a saudade é muito grande. Saúde a todos".

Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

 As ações binacionais de enfrentamento ao coronavírus na Fronteira da Paz voltaram a ser discutidas neste domingo (24), em reunião na Dirección Departamental de Salud Pública de Rivera. A prefeita Mari Machado participou do encontro, que contou com a presença da intendente de Rivera, Alma Galup e do Cônsul Geral do Uruguai, Pablo Bayarres, e foi apresentado pela diretora geral de coordenação do Ministério de Saúde Pública do Uruguai, Dra. Karina Rando.
 
Propostas como um acordo unificado entre Livramento e Rivera, as ações definem medidas mais efetivas na cidade uruguaia, que contabilizou um aumento significativo de casos de COVID-19 neste fim de semana. A partir da experiência de Sant'Ana do Livramento, a vizinha Rivera busca a diminuição dos contágios e deverá discutir as medidas junto ao Governo Uruguaio. 
 
"Temos aqui um exemplo de forma de relacionamento internacional. Estamos nos apoiando constantemente", destacou a Intendente de Rivera. "O respaldo da intendência tem sido fundamental. Nosso comitê binacional poderia servir de exemplo para muitas cidades gêmeas", também frisou Mari, destacando o trabalho em conjunto das duas cidades.
 
A partir das discussões, o grupo definiu pela obrigatoriedade do uso da máscara também na cidade uruguaia, unificando a medida na Fronteira da Paz. Contudo, ainda serão definidas algumas normativas sobre o tema. Além disso, discutiu-se a necessidade de implantar um órgão de fiscalização do cumprimento das medidas, a exemplo do que já acontece em Livramento.
 
Outro ponto discutido foi a fiscalização na região da Fronteira. Do lado brasileiro, barreiras sanitárias deverão intensificar o controle de quem entra no país. Do mesmo modo, no lado uruguaio, o controle deverá ser redobrado, limitando alguns acessos ao município.
 
Com a unanimidade de opiniões sobre a importância do isolamento social neste momento, a campanha publicitária binacional #FronteiraFicaEmCasa deverá alertar aos fronteiriços sobre a necessidade de ficar em casa durante a pandemia, saindo apenas, para o essencial.
 
As medidas sanitárias que foram debatidas servirão de sugestão ao Presidente Lacalle Pol que deverá estar em Rivera nesta segunda-feira, 25 de maio. 
 
Também participaram do encontro, o secretário de Saúde, Sergio Aragon; a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Gabriela Formoso e a procuradora geral Carla Saraiva, além de representantes da Intendência Departamental de Rivera.
 
Foto: Assessoria de Comunicação Social || Fonte: Assessoria de Comunicação Social
 

A terceira atualização do Distanciamento Controlado manteve a maior parte do território gaúcho com risco epidemiológico médio para o novo coronavírus: 12 de um total de 20 regiões foram classificadas com a bandeira laranja no levantamento realizado e divulgado neste sábado (23/5). Na rodada anterior, eram 15 nesta situação.

A principal mudança ocorre em três regiões que estavam com cor laranja e tiveram nível de restrição reduzido. Uruguaiana, Capão da Canoa e Santa Cruz do Sul recebem a bandeira amarela. Assim, o Estado passa a ter oito regiões com risco baixo.

O RS permanece sem bandeira vermelha (risco alto) ou preta (risco altíssimo). Para consultar o mapa com a cor de cada cidade, acesse o site https://distanciamentocontrolado.rs.gov.br.

As novas bandeiras e os respectivos protocolos que regram o funcionamento (ou não) de mais de cem atividades econômicas são válidas a partir de segunda-feira (25/5) até o domingo seguinte (31/5).

Clique aqui e acesse o terceiro levantamento.

A mudança anunciada durante a semana pelo governador Eduardo Leite no cálculo do Distanciamento Controlado, que seria adotada somente a partir da próxima rodada, já foi aplicada neste sábado. Com isso, apenas os casos de Covid-19 que geraram hospitalização foram usados para medir a propagação do vírus levando em consideração os seus locais de residência.

Até então, o governo vinha usando todos os casos confirmados por testes moleculares (RT-PCR) para medir dois dos 11 indicadores usados no cálculo de risco: velocidade do avanço, que mede o número de novos casos confirmados em relação aos casos anteriores, e incidência de novos casos na população, que mede os novos casos nos últimos sete dias para cada 100 mil habitantes. 

No entanto, o dado vinha gerando distorções entre as regiões, aumentando o nível de risco e de restrição para aquelas que vinham realizando um número maior de testes. Por isso, segundo Leite, foi necessário antecipar a alteração, que foi levada ao grupo técnico de saúde do Comitê de Análise de Dados, tendo sido estudada e avalizada por especialistas.

“Por se tratar de um modelo inédito e inovador, nós viemos desde o início fazendo análises constantes e coletando sugestões para aprimorá-lo. Essa alteração surgiu desse monitoramento e diálogo com prefeitos e especialistas”, destacou o governador durante transmissão pela internet na quarta-feira (20/5).

“Com a mudança, melhoramos a comparabilidade entre as regiões, porque a definição de hospitalização por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) é mais estável do que os exames aplicados pelos municípios e a notificação é compulsória, ou seja, o exame tem de ser obrigatoriamente lançado no sistema, não oferecendo possibilidade de que uma redução ou aumento na testagem ou a subnotificação impactem no cálculo. Com isso, temos um resultado mais fiel ao que efetivamente está acontecendo no RS e podemos aplicar restrições na proporção necessária”, afirmou Leite.

Principais mudanças no mapa

Entre as três regiões que passaram de risco médio (laranja) para baixo (amarela), está a de Uruguaiana, que sofreu a redução no nível de restrição pela melhora de quatro indicadores, que passaram de laranja para amarela – redução do números de casos confirmados em UTI, redução de óbitos proporcionalmente à população e variação no número de leitos de UTI disponíveis para atender Covid-19 na região e no Estado.

A região de Capão da Canoa passou para bandeira amarela porque a soma do número de casos confirmados internados com SRAG nos últimos 14 dias foi menor ou igual a cinco. Além de ter registrado redução de óbitos proporcionalmente à população e variação do número de leitos UTI disponíveis.

Em Santa Cruz do Sul, a região teve risco reduzido para bandeira amarela devido à melhora de quatro indicadores, que passaram do laranja para o amarelo: reduziu o número de internados por SRAG, melhorou a relação de casos ativos/recuperados, aumentou o número de leitos disponíveis para pessoas com mais de 60 anos, e melhorou o número de leitos de UTI na região e leitos de UTI no Estado.

Clique aqui e entenda como foi calculada a bandeira de cada região.

No território gaúcho como um todo, a terceira rodada do modelo de Distanciamento Controlado trouxe as seguintes alterações nas duas semanas:

• O número de internados em UTI por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) aumentou 7,56% no Estado entre as duas últimas sextas-feiras (225 para 242)
• O número de internados em leitos clínicos com Covid-19 no RS aumentou 18,50% entre as duas últimas sextas-feiras (173 para 205)
• O número de internados em leitos de UTI com Covid-19 no RS reduziu 3,10% entre as duas últimas sextas-feiras (129 para 125)
• O número de leitos de UTI adulto disponíveis para atender Covid-19 no RS aumentou 6,85% entre as duas últimas sextas-feiras (de 467 para 499)
• O número de óbitos por Covid-19 aumentou 13,3% entre as duas últimas semanas (de 30 para 34)

ENTENDA O DISTANCIAMENTO CONTROLADO

Com base em evidências científicas e análise de dados, o modelo de Distanciamento Controlado – que está oficialmente em vigor desde 10 de maio em todo o Rio Grande do Sul – tem o objetivo de equilibrar a prioridade de preservação da vida com uma retomada econômica responsável.

Para isso, o governo dividiu o Estado em 20 regiões e mapeou 105 atividades econômicas. A partir de um cálculo que leva em conta 11 indicadores, segmentados em dois grupos – propagação do vírus e capacidade de atendimento de saúde –, determinou a aplicação de regras (chamados de protocolos) mais ou menos restritas para cada segmento de acordo com o risco calculado para cada região.

Conforme o resultado do cruzamento de dados divulgados de forma transparente, cada local recebe uma bandeira nas cores amarela (risco baixo), laranja (risco médio), vermelha (risco alto) ou preta (risco altíssimo).

O monitoramento dos indicadores de risco é semanal, e a divulgação das bandeiras ocorre aos sábados, com validade a partir da semana seguinte.

Bandeiras card
Cores identificam nível de atenção de cada região - Foto: Reprodução

CRONOLOGIA DO DISTANCIAMENTO CONTROLADO

Semana de 11 a 17 de maio
O primeiro mapa oficial do Distanciamento Controlado foi divulgado em 9 de maio. As regras daquele mapa foram válidas para vigorar entre 11 e 17 de maio. Naquela semana, somente a região de Lajeado se encaixava na descrição de bandeira vermelha. A região de Passo Fundo recebeu um reforço de 10 leitos, aumentando a capacidade de resposta hospitalar, ao mesmo tempo em que a velocidade de avanço da doença se estabilizou.

Na bandeira laranja, encaixavam-se as regiões de Canoas, Capão da Canoa, Caxias do Sul, Cruz Alta, Erechim, Novo Hamburgo, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Santa Cruz do Sul, Santa Maria e Santo Ângelo.

As regiões de Bagé, Cachoeira do Sul, Ijuí, Santa Rosa, Taquara e Uruguaiana se encontravam em situação menos grave e se encaixam na bandeira amarela.

Semana de 18 a 24 de maio
O segundo mapa oficial do Distanciamento Controlado foi divulgado em 16 de maio. As regras deste mapa ficam valendo de 18 a 24 de maio. Não há regiões classificadas com bandeira vermelha, e o mapa apresentou predominância de regiões em bandeira laranja.

A região de Lajeado, que estava na bandeira vermelha, passou para a laranja. A região de Uruguaiana, que se encontrava na amarela, passou para laranja, devido ao acréscimo de cinco casos confirmados nas últimas duas semanas.

Estão na bandeira laranja as regiões de Canoas, Capão da Canoa, Caxias do Sul, Cruz Alta, Erechim, Lajeado, Novo Hamburgo, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Santa Maria, Santo Ângelo, Santa Cruz do Sul e Uruguaiana.

As regiões de Bagé, Cachoeira do Sul, Ijuí, Santa Rosa e Taquara se encontram em situação menos grave e se encaixam na bandeira amarela.

Semana de 25 a 31 de maio
O terceiro mapa do Distanciamento Controlado foi divulgado em 23 de maio. As regras deste mapa serão válidas de 25 até 31 de maio. Nesta semana, não haverá regiões classificadas como bandeira vermelha ou preta, e o mapa apresenta predominância de regiões em bandeira laranja.

São 12 regiões com risco médio (laranja): Santa Maria, Novo Hamburgo, Canoas, Porto Alegre, Santo Ângelo, Cruz Alta, Palmeira das Missões, Erechim, Passo Fundo, Pelotas, Caxias do Sul e Lajeado.

As regiões de Uruguaiana, Capão da Canoa e Santa Cruz do Sul, que tinham bandeira laranja na versão anterior, passaram para amarela, portanto, o Estado passar a ter oito regiões com risco baixo.

Assim, estão na bandeira amarela Uruguaiana, Capão da Canoa, Taquara, Ijuí, Santa Rosa, Bagé, Cachoeira do Sul e Santa Cruz do Sul.

Texto: Vanessa Kannenberg
Edição: Marcelo Flach/Secom

Pesquisadores do Instituto Vital Brazil e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) estão estudando um soro hiperimune que pode tratar a covid-19. Esse medicamento é do mesmo tipo daqueles usados contra a raiva e contra picada de animais peçonhentos.  

O soro é feito a partir do plasma sanguíneo de cavalos. No caso dos soros antiveneno, o sangue equino produz agentes de defesa contra a toxina inoculada no corpo. A partir desse plasma com anticorpos, é criado o soro. 

O mesmo processo é usado no soro contra a raiva, aplicado em pessoas que possivelmente tiveram contato com o vírus e que impede que o agente viral se manifeste no corpo do infectado.

No estudo contra o novo coronavírus, a UFRJ isolará e inativará o vírus, para que ele possa começar a ser inoculado em cavalos do Instituto Vital Brazil. O teste começa na próxima quarta-feira (27).

“Já vimos em muitas pesquisas realizadas pelo mundo em que o tratamento a partir do plasma de pessoas curadas da covid-19 teve efeito positivo no tratamento de infectados em estado grave. A ideia é fazer um experimento agora a partir do plasma de cavalos, para que possa ser produzido em grande escala”, afirma o presidente do instituto, Adilson Stolet.

Caso os resultados sejam promissores, daqui a quatro meses o soro poderá ser testado em humanos. Em seis meses, seria possível produzir o solo em grande escala. A capacidade do instituto é de produzir até 100 mil tratamentos por ano.

Outra pesquisa do Vital estuda anticorpos e DNA de lhamas. Com os dois estudos, é possível apostar no processo que der resultados mais rápidos.

Edição: Kleber Sampaio

 Por Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

Depois de três dias de trabalhos físicos, envolvendo estímulos, força e resistência, o elenco do Grêmio voltou a trabalhar com bola nesta quinta-feira. Os dois turnos foram de atividades comandadas pelo auxiliar técnico Alexandre Mendes e teve como um dos focos conclusões em gol, com a participação dos goleiros. Integrante do grupo F e aniversariante do dia, o zagueiro David Braz falou com a GrêmioTV.

No turno da manhã, parte dos goleiros (Grupo A) treinou com os grupos B e C. A atividade previa finalizações - complementada por atividades físicas específicas. A programação de chegada ao Centro de Treinamentos foi a mesma dos outros dias: os goleiros se apresentaram às 9h, o Grupo B às 9h30 e o C às 10h15, sendo submetidos à mensuração de temperatura e respeitando as normas sanitárias de higienização e distanciamento.

No gramado, os goleiros Brenno e Vanderlei defenderam, cada um, uma das metas dispostas lado a lado em uma das linhas de fundo. Já os atletas de cada grupo (B e C) se dividiram em dois pequenos grupos de três, um atacando pelo lado esquerdo e outro pelo direito, mantendo uma distância segura. Para chegar à entrada da grande área e arrematar, o jogador devia superar obstáculos montados pela preparação física - com bolas e pequenas barreiras. Depois de passar pelo circuito, o atleta concluía duas vezes, uma com cada pé.

Entre a sessão realizada pelo Grupo B e o início do treino do Grupo C, a equipe de apoio higienizou todos os materiais utilizados. Na parte da tarde foi repetida a mesma atividade, mas para os grupos D, E e F e com a participação dos goleiros Paulo Victor e Julio César.

A última realizada foi para o grupo F, que David Braz faz parte. Antes de ir ao campo, o atleta conversou com a GrêmioTV. Prestes a completar um ano no Grêmio, ele se diz feliz e adaptado ao Tricolor e ao Rio Grande do Sul. “Estou muito feliz, desde minha chegada aqui sempre fui muito bem tratado por todos, não só no Clube, mas a cidade me recebeu muito bem. Venho conseguindo trabalhar muito bem no dia a dia e quando tive a oportunidade procurei ajudar da melhor maneira possível. Estou muito feliz mesmo de estar aqui, muito adaptado, tomando meu chimarrão e fazendo churrasco sempre que posso. Estou apaixonado pela cultura daqui”, declarou.

Braz também falou sobre o atual momento vivido em função da pandemia pelo COVID-19. “É difícil esse momento, ficamos tristes não só pelo futebol, mas pela saúde de todo povo, no mundo todo. Muitas empresas com dificuldades, todos sofrendo, na verdade. Temos que nos juntar e, da melhor maneira possível, se cuidar. O Grêmio voltou às atividades, mas está fazendo todos os protocolos, estamos nos cuidando, divididos em grupos, para poder voltar a treinar. Tudo isso para nos mantermos em forma e para que quando tudo isso acabar, a gente esteja preparado para os jogos. Tudo isso vai passar, não só no futebol, mas no mundo todo e em todas as áreas”.

Assista a íntegra abaixo!

Fotos: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

A procura maior que o previsto pelo auxílio emergencial de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras) elevou para R$ 151,5 bilhões a previsão de gasto com o benefício, disse hoje (21) o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues. A estimativa, no entanto, considera apenas o pagamento até a terceira parcela, não levando em conta uma possível prorrogação do auxílio.

O montante é 54,2% maior que a projeção inicial de R$ 98,2 bilhões anunciada pelo governo. Rodrigues disse que o governo poderá pagar novas parcelas, mas o valor nesse caso seria inferior aos R$ 600. “Estamos atentos para que o auxílio emergencial siga, mas adequado a cada momento, atendendo os vulneráveis, mas respeitando as limitações fiscais”, disse. “Chegaremos a uma solução intermediária sobre prosseguimento do auxílio emergencial.”

O secretário especial não confirmou se o benefício seria estendido por mais três meses, com parcelas de R$ 200. Rodrigues não mencionou valores. O secretário-executivo da pasta, Marcelo Guaranys, declarou que o auxílio emergencial custa mais que todas as despesas discricionárias (não obrigatórias) do Poder Executivo e que há limites fiscais.

Micro e pequenas empresas

Sobre o programa de financiamento às micro e pequenas empresas, cuja lei foi sancionada há dois dias pelo presidente Jair Bolsonaro, os dois secretários disseram que a regulamentação que permitirá o início efetivo dos empréstimos está para sair. “O programa está no forno. O processo está, na parte orçamentária, sendo endereçado e devemos anunciar nos próximos dias”, disse Rodrigues.

O governo pretende conceder crédito de R$ 15,9 bilhões por meio do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). Segundo Guaranys, o governo trabalha para operacionalizar o programa. “A equação de fazer o crédito chegar à ponta não é fácil de resolver”, disse. O secretário-executivo acrescentou que o aporte de recursos do Tesouro ao Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), que cobrirá eventuais calotes das micro e pequenas empresas, sairá em breve.

O FGI é considerado essencial para destravar os empréstimos. Por causa da exigência de que o pequeno empresário ofereça garantias, como carro e imóveis, os empréstimos para socorrer os negócios afetados pela pandemia não estão saindo. As três linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciadas no fim de março para as micro e pequenas empresas emprestaram apenas R$ 6,54 bilhões de um orçamento de R$ 53 bilhões.

Rodrigues e Guaranys deram uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto para explicarem os impactos fiscais do pacote de ajuda aos estados e aos municípios afetados pela pandemia de coronavírus. Segundo a pasta, a medida custará R$ 125,8 bilhões à União e elevará o déficit primário do Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – para R$ 344,6 bilhões em 2020.

Edição: Fábio Massalli

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil - Brasília

O governador Eduardo Leite e líderes de Executivos estaduais pediram, em reunião virtual com o presidente Jair Bolsonaro na manhã desta quinta-feira (21/5), que a primeira parcela do auxílio emergencial para compensar as perdas de arrecadação em razão das medidas de enfrentamento ao coronavírus seja repassada ainda em maio. Pelas regras aprovadas no Congresso, o Rio Grande do Sul ficará com um total R$ 1,95 bilhão, dividido em quatro parcelas.

“No final de maio, nós teremos R$ 1,7 bilhão em perda de arrecadação e, se a União repassar o que o projeto propõe, o Estado vai receber R$ 500 milhões. E quanto mais atrasar a sanção e o repasse, maior será a perda e, consequentemente, maior a defasagem, a diferença entre o que vai ser repassado e o que tivermos perdido. Então, é urgente que haja esse repasse”, ressaltou Leite após o encontro.

Bolsonaro afirmou, no final da reunião de pouco mais de uma hora, que contou também com a participação dos presidentes do Senado, senador Davi Alcolumbre, e da Câmara, deputado federal Rodrigo Maia, que fará a sanção do projeto “o mais rápido possível”.

Como compensação, o projeto congela os salários de servidores públicos da União, de Estados e municípios até o final de 2021. Durante a tramitação no Congresso, parlamentares incluíram no texto categorias que poderiam ter o reajuste.

“Não é unanimidade entre os governadores o apoio ao veto (pelo presidente), mas, da minha parte, há apoio. Acredito que não é o momento de o Brasil, diante do empobrecimento da população que financia o serviço público através de impostos, ampliar as despesas do poder público com aumentos salariais, para os quais não haverá cobertura financeira com receita de impostos”, afirmou o governador gaúcho.

Ainda durante a reunião, Leite reforçou a necessidade de encaminhar ao Congresso o projeto de regulamentação do acordo histórico envolvendo Estados e Distrito Federal, com homologação pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a Lei Kandir. Após mais de duas décadas de discussões, R$ 65,5 bilhões devem ser repassados aos Estados até 2037, sendo 25% destinados a municípios. O RS receberá 10% do valor total, sendo R$ 4,9 bilhões para o Tesouro do Estado e R$ 1,6 bilhão a municípios gaúchos.

“É urgente que este projeto seja encaminhado ao Congresso e concretizado o repasse dos recursos ainda neste ano, porque também vai ajudar os Estados a cumprirem seus compromissos”, reforçou Leite.

Por fim, o governador do Rio Grande do Sul destacou que foi uma reunião importante em prol da união entre todos os Estados e o governo federal, o que é fundamental para o enfrentamento da pandemia.

“Foi uma reunião importante para haver entendimento, ainda que não tenhamos clareza de quando haverá sanção e quando os repasses vão acontecer. E reforço o apelo: tem de ser o quanto antes, não pelos prefeitos e governadores, mas pelo povo brasileiro, que precisa da manutenção de serviços públicos que são financiados com esses recursos”, concluiu Leite.

Entenda o projeto

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 39/2020, que cria o Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus, foi aprovado, depois de voltar ao Senado, no dia 6 de maio, com valor de R$ 125 bilhões.

Desse total, R$ 60 bilhões, divididos em quatro parcelas, são transferências diretas, sendo R$ 10 bilhões exclusivamente para ações de saúde e assistência social (R$ 7 bilhões para Estados e R$ 3 bilhões para municípios) e R$ 50 bilhões para uso livre (R$ 30 bilhões para Estados e R$ 20 bilhões para municípios).

O Rio Grande do Sul receberá R$ 1,95 bilhão ao longo de quatro meses como auxílio direto (não repartido com municípios) e, no rateio dos R$ 7 bilhões para saúde e assistência social dos Estados, o RS ficou com R$ 260 milhões.

Texto: Vanessa Kannenberg
Edição: Marcelo Flach/Secom Foto: Felipe Dalla Valle / Palácio Piratini

No contexto da campanha de doação de sangue idealizada pelo Comando Conjunto Sul, no dia 20 de maio, 39 (trinta e nove) militares do 7º Regimento de Cavalaria Mecanizado, “Regimento Brigadeiro Vasco Alves Pereira”, realizaram doação de sangue no Hospital Santa Casa de Misericórdia, do município de Santana do Livramento/RS.
O objetivo da ação é repor os estoques de sangue em face do baixo fluxo de doadores e restrição da circulação de pessoas, imposta pela pandemia do novo corona vírus.
Na Guarnição de Santana do Livramento esta é a primeira doação realizada pelos militares em 2020, em razão do município não possuir um hemocentro e as coletas serem realizadas por agentes de saúde do hemocentro de Alegrete/RS, uma vez ao mês.
A intenção é que, ao longo dos próximos meses, mais militares voluntários sejam encaminhados para realizar as doações. Neste sentido, o “Sétimo de Cavalaria”, Organização Militar do Exército Brasileiro (instituição de Estado), se faz presente e solidário, unindo esforços em apoio à sociedade.

#LutaremosSemTemor

#OperaçãoCOVID19

MARCO ANDRÉ MENEZES DOS SANTOS – Ten Cel

Comandante do 7º Regimento de Cavalaria Mecanizado

Diferente dos últimos dias, a parte física não foi o principal foco da comissão técnica nos treinamentos. Nesta quarta-feira (25/05), o grupo colorado treinou pelo turno da manhã e, supervisionados pelo treinador Eduardo Coudet, realizaram atividades técnicas no gramado do CT Parque Gigante.

O comandante, juntamente da sua comissão, organizou exercícios em pequenos grupos que priorizavam a troca de passes, seja com apenas um toque, ou dois. Depois de algumas estações diferentes de trabalho, os atletas praticaram futevôlei na quadra de areia ao lado do campo.

É a terceira semana de treinamentos na preparação especial do Clube neste período sem jogos oficiais. Ainda restam dois trabalhos nas manhãs de quinta e sexta até a chegada do fim de semana, que será de folga.

Imagens

Créditos: Ricardo Duarte

O Ministério da Educação (MEC) decidiu adiar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 em função dos impactos da pandemia do novo coronavírus. “As datas serão adiadas de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais“, diz nota conjunta do MEC e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

cronograma inicial previa a aplicação do Enem 2020 impresso nos dias 1º e 8 de novembro. Já os participantes da versão digital, fariam a prova nos dias 11 e 18 de outubro. mais de 3,5 milhões de candidatos se inscraveram para o exame.

Para definir a nova data, o Inep promoverá uma enquete direcionada aos inscritos do Enem 2020, a ser realizada em junho, por meio da Página do Participante. As inscrições para o exame seguem abertas até as 23h59 desta sexta-feira, 22 de maio.

Mais cedo, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, mencionou um possível adiamento do Enem, pelas redes sociais. Em sua conta no Twitter, ele informou que a decisão ocorre “diante dos recentes acontecimentos no Congresso” e após conversas com líderes do centrão.

A Câmara dos Deputados está pautada para votar hoje requerimento de urgência para a votação do projeto de lei (PL) 2623/2020, que adia o Enem enquanto durarem as medidas sanitárias emergenciais decorrentes da pandemia do novo coronavírus, mas com o adiamento anunciado pelo próprio MEC, há a possibilidade de a pauta ser derrubada.

Justiça

A realização do Enem também foi alvo de questionamentos judiciais. Nesta segunda-feira (18) a Defensoria Pública da União (DPU) entrou com recurso no Tribunal Regional Federal da 3ª Região pedindo que a decisão de manter o exame durante a pandemia do novo coronavírus seja revista.

Em abril, o órgão conseguiu uma liminar favorável ao adiamento das datas da prova, mas a medida foi derrubada pelo desembargador Antônio Cedenho atendendo a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).

 

Edição: Aline Leal

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