Gisnei

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Valtteri Bottas é o primeiro pole position da Fórmula 1 no ano de 2020. Com um tempo de 1m02s939, o finlandês marcou o novo recorde do Circuito de Spielberg e superou o companheiro de equipe Lewis Hamilton. Esta é a terceira vez que Bottas vai largar na primeira posição no Grande Prêmio da Áustria, a 12ª pole em toda sua carreira.

A Mercedes dominou todos os treinos da semana, e Hamilton tinha feito volta mais rápida no início da manhã deste sábado (04). Porém, no último treino, que valia a classificação no grid de largada, o britânico foi superado pelo companheiro de equipe e ficou na segunda posição, com um tempo de 1m02s951. Apenas 12 milésimos atrás de Bottas.

Em entrevista à Fórmula 1, Valtteri Bottas falou da saudade de correr e da expectativa da prova deste domingo.

“Eu senti falta desse sentimento depois das classificações, a adrenalina depois de levar o carro no limite. Um bom resultado hoje, mas é amanhã que importa”.

Atual campeão, Hamilton parabenizou o companheiro de equipe.

“Excelente trabalho do Bottas. É um excelente início de temporada. Acredito que mostramos ano a ano que nós somos o melhor time. Nós somos unidos e trabalhamos juntos”.

Com os carros da Mercedes fazendo dobradinha na primeira fila da corrida deste domingo (05), Max Verstappen, da Red Bull Racing (RBR), ficou na terceira posição, e Lando Norris, da McLaren, vai largar em quarto.

Único entre os 10 primeiros do grid de largada a usar pneus médios, Verstappen prevê uma luta difícil neste domingo, mas confia na estratégia para surpreender os pilotos da Mercedes.

“Estou feliz com a terceira posição. Temos diferentes pneus para começar a corrida, então será interessante. Vamos fazer o possível para dificultar a vida deles”.

O destaque negativo ficou para a Ferrari. Charles Leclerc vai largar apenas na sétima posição. Já Sebastian Vettel sequer passou para a fase classificatória para a disputa dos 10 primeiros. O alemão, que fez a pole em 2019, começa a prova na 11ª posição.

O GP da Áustria abre a temporada de 2020 da F1, com largada às 10h10 deste domingo (05). No próximo fim de semana, a Fórmula 1 continua em Spielberg para mais uma prova no mesmo circuito, no dia 12 de julho.

Confira o grid de largada:

Q3

1. Valtteri Bottas Mercedes 1h02m939
2. Lewis Hamilton Mercedes 1h02m951
3. Max Verstappen Red Bull Racing Honda 1h03m477
4. Lando Norris McLaren Renault 1h03m626
5. Alexander Albon Red Bull Racing Honda 1h03m868
6. Sergio Perez Racing Point BWT Mercedes 1h03m868
7. Charles Leclerc Ferrari 1h03m923
8. Carlos Sainz McLaren Renault 1h03m971
9. Lance Stroll Racing Point BWT Mercedes 1h04m029
10. Daniel Ricciardo Renault 1h04m239

Q2

11. Sebastian Vettel Ferrari 1h04m206
12. Pierre Gasly AlphaTauri Honda 1h04m305
13. Daniil Kvyat AlphaTauri Honda 1h04m431
14. Esteban Ocon Renault 1h04m643
15. Romain Grosjean Haas Ferrari 1h04m691

Q1

16. Kevin Magnussen Haas Ferrari 1h05m164
17. George Russell Williams Mercedes 1h05m167
18. Antonio Giovinazzi Alfa Romeo Racing Ferrari 1h05m175
19. Kimi Räikkönen Alfa Romeo Racing Ferrari 1h05m224
20. Nicholas Latifi Williams Mercedes 1h05m757

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Segundo um dito popular, não existe crise para as atividades que alimentam vícios e cultivam vaidades. Ao menos no caso do negócio que atende à aparência e à autoestima, a sabedoria do senso comum terá que ser refeita por causa da pandemia da covid-19.

Nove de cada dez micro e pequenas empresas que prestam serviço para beleza, como salões, barbearias, ateliês e estúdios de maquiagem, afirmam ter perdido faturamento por causa das medidas de isolamento social. A perda média do faturamento foi de 57%. Conforme enquete, 62% das micro e pequenas empresas do segmento de beleza descrevem que interromperam o funcionamento temporariamente e 5% encerraram em definitivo.

Os dados são descritos na 3ª edição da pesquisa sobre o impacto da pandemia de coronavírus nos pequenos negócios, feita pelo Sebrae via internet entre 30 de abril e 5 de maio. As atividades do segmento de beleza são feitas essencialmente de forma presencial, que foram proibidas em muitas cidades enquanto o vírus da covid-19 circula.

Apesar do impacto na ampla maioria dos estabelecimentos, apenas 4% assinala ter feito demissões, isso porque o recrutamento da mão-de-obra no segmento não implica em vínculo empregatício - é feito principalmente por meio de contrato de parceria, conforme previsto na Lei 13.352/2016

Não se sabe, no entanto, quantos parceiros que estavam ocupados no corte e pintura de cabelos, manicure e pedicure, e depilação tiveram que recorrer ao auxílio emergencial do governo federal.

Os efeitos no faturamento também podem estar subestimados. Uma grande parte do serviço é prestada por empreendimentos na informalidade. “Uma vez em Paraisópolis [zona sul de São Paulo] contou-se 8 mil portas de serviço beleza”, lembra Andrezza Torres, analista de Competitividade do Sebrae.

Cabelereiros e barbeiros, E / D : Cabelereiras,  Marina Praia e Vânia Praia
Atendimento nos salões de beleza foram suspensos no Brasil desde o início da pandemia de covid-19 - Arquivo/Elza Fiúza/Agência Brasil

Problema de caixa e aluguel

A inatividade do setor trouxe dificuldades de caixa para microempreendedores que têm negócio formal, como Denílton Delfino, dono de um pequeno salão há três na Asa Norte, em Brasília (DF).

“Estamos há mais de 100 dias nessa situação, e eu não tive resposta [de renegociação] dos fornecedores [de produtos usados no salão] e nem do dono do imóvel [onde fica o estabelecimento]”, reclama o empresário que atendia até sete pessoas por hora aos sábados - dia de maior movimento.

Um pouco mais de sorte teve a empresária Marina Portela, dona de um ateliê de beleza no bairro de Petrópolis, em Natal (RN). Ela conseguiu renegociar por duas vezes o custo do aluguel, e teve uma baixa de 30% com esse gasto. Seu negócio reabriu as portas no último dia 1º. A volta à atividade traz algum alívio para Portela. Ela sabe que não poderá ter o mesmo volume de atendimento e parte dos serviços que presta está parado como o de maquiagens para eventos, como casamentos, pois continuam as restrições às aglomerações.

Para diminuir os impactos negativos do novo coronavírus, a empresária conta que cortou gastos no dia a dia e teve que “reinventar”. Vendeu voucher (vale) para atendimento futuro de clientes, orientou parceiras que trabalhavam exclusivamente com maquiagem a se prepararem para outras atividades do ateliê, e fez busca ativa de clientes. “Liguei para todo mundo e usei as redes sociais para avisar da reabertura”.

De acordo com Andrezza Torres, do Sebrae, a reinvenção tem sido notada em vários relatos de microempresários. Segundo ela, alguns salões estão ensinando aos clientes a cuidarem e pintarem o cabelo em casa, “com a tonalidade certa”, por meio de teleconferências, outros estabelecimentos revendem produtos e orientam a aplicação. “Alguns salões conhecem seus clientes e sabem que descolorante, xampu, condicionador ou creme precisam”, salienta.

Anvisa fixa regras para regularização de cosméticos
Sebrae produz lista de orientações de biossegurança para salões de beleza - Elza Fiúza/Arquivo Agência Brasil

 

Salão de beleza: novos custos e biossegurança 

Além de não poder retomar em 100% os atendimentos, os salões de beleza terão novos custos - como a disponibilização de equipamentos de proteção individual (EPI) para os parceiros, álcool em gel, e a aquisição de tapetes sanitizantes e até termômetros a laser.

Para ajudar a retomada segura das atividades, o Sebrae produziu uma lista de orientações de biossegurança para o segmento de beleza. Há dicas desde o “agendamento consciente”, para evitar aglomerações, até o cuidado com higienização para proteger a saúde de quem trabalha no estabelecimento e dos clientes que vão cuidar da aparência e da autoestima.

Todo o segmento da beleza no Brasil, que inclui os salões, lojas, indústria de produtos cosméticos, tem cerca de 1,2 milhão de empresas formais e 4 milhões de pessoas ocupadas - não necessariamente empregadas com carteira de trabalho.

Em 2018, apenas a indústria de cosméticos, perfumaria e higiene faturou R$ 109 bilhões no Brasil, o que coloca o país no quatro lugar no consumo global. Nesse caso, a vaidade é uma virtude.

Edição: Liliane Farias

Por Gilberto Costa – Repórter da Agência Brasil 

Com a piora nos indicadores de propagação da Covid-19 e da ocupação de leitos, o mapa do Rio Grande do Sul pode ficar ainda mais vermelho. A atualização preliminar da 9ª rodada do Distanciamento Controlado indica que 10 regiões estão com risco alto, por isso, receberam bandeira vermelha. Embora representem metade das 20 regiões usadas no modelo, somam 73,4% da população gaúcha (8.310.854 habitantes). Na rodada anterior, eram seis regiões, que representavam 46,1% dos gaúchos. As bandeiras definitivas serão divulgadas na segunda-feira (6/7).

As outras 10 regiões ficaram com laranja (risco médio). O Estado segue sem registro de bandeira preta (risco altíssimo), mas, pela primeira vez, nenhuma região foi classificada em amarelo (risco baixo).

O mapa preliminar da 9ª rodada foi divulgado pelo governo no fim da tarde desta sexta-feira (3/7) e está disponível em https://distanciamentocontrolado.rs.gov.br. No prazo de 36 horas após a publicação do mapa preliminar, que se encerra às 6h de domingo (5/7), os municípios que quiserem apresentar recursos sobre as classificações podem preencher o formulário neste link: https://forms.gle/TsRhgUKJhQSJUP5T9. Aqueles que se enquadrarem na Regra 0-0 e podem adotar protocolos de bandeira laranja não precisam protocolar recurso.

Na segunda-feira (6/7), o Gabinete de Crise analisará os dados enviados e rodará o mapa novamente e, à tarde, divulgará as bandeiras definitivas, que serão vigentes de 7 a 13 de julho.

Conforme a análise preliminar, seis regiões tiveram piora na classificação final e, portanto, terão maiores restrições de suas atividades.Taquara registrou a mudança mais drástica: a região estava com bandeira amarela e passou direto para vermelho. Palmeira das Missões, Pelotas, Erechim e Caxias do Sul, que estavam com bandeira laranja, também migraram para vermelha. Bagé, que estavam em amarelo, foi para laranja.

Cinco regiões permaneceram sem alteração. Porto Alegre, Capão da Canoa, Novo Hamburgo e Canoas, por terem sido classificadas em vermelho pelo menos duas vezes no período de 21 dias, mesmo que apresentassem melhora nos dados, não poderiam ter regressão no nível de restrição, com isso, seguem com bandeira vermelha. Passo Fundo não apresentou melhora nem piora no cálculo dos indicadores e permanece com vermelha.

A única região que apresentou redução de risco foi Santo Ângelo, passando de vermelho para laranja. As demais regiões não tiveram alteração na sua bandeira final e permanecem com bandeira laranja.

Regra 0-0

Dos 307 municípios que compõem as áreas com bandeira vermelha, 177 cidades não tiveram registro de hospitalização e óbito por Covid-19 de morador nos 14 dias anteriores ao levantamento. Por isso, eles se adequam à chamada “Regra 0-0” e podem adotar protocolos previstos na bandeira laranja por meio de regulamento próprio.

Basta que mantenham atualizados os registros nos sistemas oficiais e adotem, por meio de decreto, regulamento próprio, com protocolos para as atividades previstas na bandeira laranja. São 998.869 pessoas (8,8% do total do RS) que estão nesta condição.

Clique aqui e confira a lista de municípios que poderá aplicar protocolos da bandeira laranja, mesmo em região com classificação vermelha.

Trava de segurança

A região de Passo Fundo, se mantida com bandeira vermelha após o período de recursos da 9ª rodada, estará inserida na trava de segurança prevista no Distanciamento Controlado, que tem objetivo de garantir a segurança da população da região.

A regra determina que regiões classificadas em vermelho por dois períodos consecutivos ou alternados dentro do prazo de 21 dias tenham de ficar duas semanas consecutivas com bandeira vermelha mesmo que os indicadores regionais apontem para restrições menos severas.

Para que as regiões de Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo e Capão da Canoa, que já estão cumprindo a determinação nesta rodada, e Passo Fundo, caso se enquadre na trava, recebam bandeira menos restritiva, elas deverão ficar pelo menos duas rodadas com redução de cor para sair da bandeira vermelha.


PRINCIPAIS DADOS DA 9ª RODADA

• O número de novos registros de hospitalizações Síndrome Respiratório Aguda Grave (SRAG) de confirmados Covid-19 aumentou 19% entre as duas últimas semanas (611 para 729);
• O número de internados em UTI por SRAG aumentou 27% no Estado entre as duas últimas quintas-feiras (459 para 582);
• O número de internados em leitos clínicos com Covid-19 no RS aumentou 16% entre as duas últimas quintas-feiras (478 para 554);
• O número de internados em leitos de UTI com Covid-19 no RS aumentou 36% entre as duas últimas quintas-feiras (307 para 418);
• O número de leitos de UTI adulto livres para atender Covid-19 no RS aumentou 5% entre as duas últimas quintas-feiras (de 624 para 653);
• O número de óbitos por Covid-19 aumentou 15% entre as duas últimas quintas-feiras (de 120 para 138);
• As regiões com maior número de novos registros de hospitalizações nos últimos sete dias, por local de residência do paciente, são Porto Alegre (227), Novo Hamburgo (91) Caxias do Sul (83), Passo Fundo (69) e Canoas (64).

DC semana9 mapa completo


SITUAÇÃO GERAL DA 9ª RODADA

O número de novos registros de hospitalizações por Covid-19, nos últimos sete dias, comparado com a semana anterior, apresentou aumento de 19%, passando de 611 para 729. O número de internados em UTI por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) cresceu 27%, passando de 459 para 582. O mesmo se observa com o número de internados em leitos clínicos para Covid-19, que passou de 478 para 554 internações – crescimento de 16%. Para as internações em UTI confirmadas para Covid-19, o aumento foi de 36%, passando de 307 para 418.

O agravamento também é observado no número de casos ativos na última semana, que chegou a 4.281, frente aos 3.340 da semana anterior. Por fim, com relação ao número de leitos de UTI livres no último dia, o número subiu de 624 para 653, com a abertura de 80 leitos ao longo da semana.

O agravamento do indicador de capacidade de atendimento (número de leitos de UTI livres para cada ocupado por pacientes Covid-19), mensurada no Estado como um todo, segue em ritmo acelerado, sinalizando elevada preocupação. Na rodada anterior o indicador obteve bandeira vermelha e, nesta semana, a mensuração ficou próxima de ser definida como bandeira preta.

Este indicador nos permite acompanhar a capacidade de resposta da rede hospitalar para atender a população que necessita de atendimento neste nível de atenção. No entanto, é um indicador que também está diretamente relacionado ao avanço da doença no Estado, uma vez que quanto maior o número de casos ativos, maior o número de pacientes que necessitarão de atendimento hospitalar e maior o risco de pressão no sistema de saúde.

Mesmo com todas as ações de ampliação de leitos de UTI no Estado, o avanço na evolução da Covid-19 sinaliza risco alto de pressão ao sistema de saúde e a necessidade de se ampliar ainda mais a conscientização da população em seguir os protocolos de distanciamento, a fim de que seja possível seguir nas ações de ampliação da rede e, principalmente, para continuar garantindo o acesso adequado do paciente aos leitos hospitalares e de UTI no tempo oportuno.

MUDANÇAS REGIONAIS DA 9ª RODADA

MACRORREGIÃO METROPOLITANA

Após a definição de bandeira vermelha na última rodada para quatro das cinco regiões Covid da Macrorregião Metropolitana, a situação de agravamento permaneceu, reflexo do tempo necessário entre ações de maiores restrições à circulação e a diminuição das hospitalizações. Nesta semana, a região de Taquara, que era beneficiada com a trava de até três hospitalizações nos últimos 14 dias, apresentou situação de bandeira vermelha, pois além da pressão advinda do agravamento na macrorregião, apresentou piora em seus indicadores regionais. Assim, toda a macrorregião metropolitana obteve apuração de bandeira vermelha.

Com as hospitalizações e ocupação de leitos clínicos e de UTI para confirmados Covid-19 aumentando, a macrorregião metropolitana atingiu a totalidade em bandeira vermelha. Os números de internados por SRAG em UTI, de pacientes Covid-19 em leitos clínicos (confirmados) e de pacientes Covid-19 em leitos de UTI (confirmados) tiveram aumentos entre as duas semanas.

Com relação a SRAG, enquanto há sete dias atrás havia 250 internados, a quantidade de pacientes subiu 36% passando para 339. No caso de leitos clínicos, o número de pacientes passou de 284 para 333, um aumento de 17%. E com relação aos internados por Covid-19 em leitos de UTI, o aumento foi de 39%, passando de 179 para 248 pacientes.

Além dos indicadores que mensuram a velocidade do avanço na macrorregião, os relacionados a capacidade de atendimento também se agravaram. Enquanto na semana passada havia 1,46 leito de UTI livres para cada leito de UTI ocupado por paciente Covid-19, nesta semana o indicador passou para 1,05.

No comparativo do número de leitos livres de UTI no último dia para atender Covid-19 entre as duas quintas-feiras, verifica-se uma pequena redução no número de leitos de UTI livres para atender Covid-19, passando de 262 para 260.

Com isso, enquanto o indicador de internados por SRAG obteve bandeira vermelha, a de pacientes Covid-19 em leitos de UTI e de capacidade de atendimento, mensuradas pela macrorregião, obtiveram bandeira preta.

Porto Alegre

Além da situação agravada pelos indicadores mensurados pela macrorregião, o número de hospitalizações confirmadas para Covid-19 registrado nos últimos sete dias apresentou crescimento de 11% entre as duas semanas, passando de 204 para 227. Com isso, o indicador apresentou melhora entre as duas análises, passando de bandeira preta para laranja. Porém, destaca-se que a quantidade de novas hospitalizações em proporção da população ainda é elevada, refletindo na bandeira preta para o indicador de incidência na região.

Ainda se observa crescimento em outros três indicadores de avanço da doença. O número de internados em UTI por SRAG no último dia variou de 163 para 225 entre as duas semanas. O indicador de internados em UTI confirmados para Covid-19 cresceu 37%, passando de 124 para 170. Por último, o indicador de internados em leitos clínicos Covid-19 variou de 196 para 219.

O indicador que mede o Estágio da Evolução, resultante da razão entre ativos e recuperados obteve leve melhora, passando para avaliação de risco médio (laranja). O de Projeções de Óbitos e de hospitalizações em relação a 100 mil habitantes, na última semana, se manteve em avaliação de risco máximo (preta).

Canoas

A região de Canoas é a que obteve a maior média ponderada entre todas regiões Covid, em valor de 2,14. Os registros de hospitalizações confirmadas para Covid-19 cresceram 56% entre as duas semanas, passando de 41 para 64 hospitalizações. O avanço acompanha a tendência que levou a região à bandeira vermelha há duas semanas, pois se trata da velocidade do avanço da pandemia e dos efeitos que podem permanecer por mais semanas.

Da mesma forma, na região o número de internados em UTI por SRAG no último dia passou de 31 para 42 entre as duas semanas. Para o indicador de internados em UTI confirmados para Covid-19, o crescimento foi de 68%, variando de 19 para 32 Com relação ao número de pacientes Covid-19 em leitos clínicos, o aumento foi de 9,5%, (de 42 para 46 internados).

Na razão entre os casos ativos na semana e recuperados nos 50 dias anteriores ao início da semana, o indicador se manteve em bandeira preta. No caso do número de hospitalizações confirmadas para Covid-19 nos últimos sete dias para cada 100 mil habitantes, o indicador se manteve em bandeira preta, com a razão passando de 5,17 para 8,07.

Novo Hamburgo

A manutenção de bandeira vermelha também é observada na região de Novo Hamburgo. Comparativamente às outras semanas, verificou-se uma aceleração no registro de hospitalizações confirmadas para Covid-19 nos últimos sete dias. Enquanto na semana anterior havia ocorrido 71 registros, nesta semana foram 91 (aumento de 28%). A dimensão das hospitalizações, quando comparada por 100 mil habitantes, é bastante elevada, sendo a de maior valor entre todas as regiões Covid-19, indicando alta prevalência na região. Com isso, os indicadores de Estágio da Evolução e de Incidência de Novos Casos sobre a População, que são mensurados com base na região, todos apresentam bandeira preta.

A ocupação de leitos clínicos e de UTI, para SRAG ou confirmados para Covid-19, tiveram aumentos entre as duas semanas, contribuindo com o agravamento dos indicadores da macrorregião. O indicador de internados em leitos clínicos cresceu 86% (de 28 para 52), apontando para um possível aumento em ocupação de leitos de UTI nos próximos dias.

Capão da Canoa

Também sobre efeito do agravamento na Macrorregião Metropolitana, a região de Capão da Canoa apresentou crescimento em três variáveis utilizadas para mensurar o avanço da doença. As hospitalizações confirmadas para Covid-19 registradas nos últimos sete dias na região passou de 21 para 23 entre as duas semanas.

Apesar da redução na ocupação de leitos clínicos em 23,5% (de 17 para 13), ocorreram aumentos no número de internados em UTI confirmados para Covid-19 e por SRAG.
Os três indicadores de Estágio da Evolução e de Incidência de Novos Casos sobre a População apresentaram situação de bandeira preta, demonstrando a gravidade tanto da macro quanto da região em si.

Taquara

Pressionada pela situação da Macrorregião Metropolitana, a região de Taquara obteve bandeira vermelha nesta rodada. O salto de situação de bandeira amarela para vermelha se deve, principalmente, pelo fato de a região ter tido aumento nas hospitalizações confirmadas para Covid-19.

Esta elevação fez com que três indicadores da região, de hospitalizações registradas, hospitalizações a cada 100 mil habitantes e de projeção de óbitos passassem de bandeiras amarelas para preta, laranja e vermelha, respectivamente. Além disso, nas últimas atualizações, a região já alcançava classificações de risco alto (laranja), mas tinha o benefício de retroceder para a bandeira amarela por não registrar mais de três hospitalizações registradas confirmadas para Covid-19 nos 14 dias anteriores ao levantamento.

O aumento no número de hospitalizações confirmadas para Covid-19 variou de 2 para 6 hospitalizações. Apesar de que os indicadores de avanço da doença não sejam tão expressivos como nas demais regiões metropolitanas, a situação é deteriorada pela macrorregião a que está inserida.

Por fim, os indicadores de Estágio da Evolução na Região e de Incidência de Novos Casos sobre a População apresentaram agravamento entre as duas semanas. Observando o indicador da razão entre casos ativos na última semana e recuperados no início da semana (50 dias anteriores), verifica-se um elevado crescimento – com a região de Taquara obtendo o maior valor entre todas as regiões.

MACRORREGIÃO NORTE

A macrorregião norte manteve a situação de piora nos indicadores que vinha sinalizando desde a última semana. Com o agravamento da Capacidade de Atendimento no Estado, que avalia o quantitativo de leitos de UTI livres sobre leitos de UTI ocupados por pacientes Covid-19, dos indicadores de internados em leitos clínicos e UTI por Covid-19 e da Capacidade de Atendimento na macrorregião, as regiões de Palmeira das Missões, Erechim e Passo Fundo obtiveram bandeira final vermelha.

Na última rodada de avaliação, as três regiões já haviam obtido situação de bandeira vermelha. Entretanto, após as análises de recursos, o Gabinete de Crise reverteu a situação de bandeira vermelha para as regiões de Erechim e de Palmeira das Missões, pois a média ponderada estava muito próxima do ponto de corte que define entre bandeiras laranja ou vermelha e os indicadores não apontavam ainda para situações de risco mais elevado.

Com relação as variáveis mensuradas para os indicadores de propagação da doença e da capacidade de atendimento, verifica-se a deterioração na região. As hospitalizações e as ocupações de leitos clínicos e de UTI para confirmados Covid-19 seguem aumentando.

O número de hospitalizações confirmadas para Covid-19, registradas nos últimos sete dias, passou de 76 para 112 entre as duas semanas, crescimento de 47,4%. Para os internados em leitos clínicos e internados em UTI, confirmados para Covid-19, os aumentos foram de 29% e 22%, respectivamente (de 59 para 76 e de 36 para 44). No caso de internados por SRAG em UTI, ocorreu uma redução no quantitativo, variando de 60 para 59.

Nas três regiões Covid-19 da macrorregião Norte, o aumento das hospitalizações afetou diretamente os indicadores de Estágio da Evolução na Região e de Incidência de Novos Casos Sobre a População. As três regiões obtiveram bandeira preta nos dois indicadores de Incidência.

O indicador relacionado à capacidade do sistema de saúde apresentou uma melhora. Enquanto na semana passada havia 1,78 leito de UTI livres para cada leito de UTI ocupado por paciente Covid-19, nesta semana o indicador passou para 2,09, mesmo que a bandeira do indicador tenha se mantido a mesma entre as duas semanas – vermelha. Também favorável, a mudança da capacidade de atendimento teve redução no indicador, com a bandeira alterada de laranja para amarela. No comparativo do número de leitos livres de UTI no último dia para atender Covid-19 entre as duas quintas-feiras, verificou-se o aumento dos leitos livres, passando de 64 para 92.

Palmeira das Missões

A região de Palmeira das Missões volta a ter classificação de alto risco. O número de casos ativos pela doença na última semana seguiu em crescimento, passando de 193 registros para 237 entre as duas semanas. Esse critério, comparado com os casos recuperados nos 50 dias anteriores, recebeu novamente a bandeira preta.

A região registrou aumento de 80% nas hospitalizações confirmadas para Covid-19 nos últimos sete dias entre as duas semanas, passando de 15 para 27. Os casos de internação em UTI por SRAG tiveram crescimento de 67%, já que agora são 10 pacientes, ao passo que há uma semana eram seis. No caso das internações confirmadas para Covid-19 em leitos clínicos e de UTI, se observou crescimento em ambas, principalmente para UTI, com o número de internados passando de um para oito pacientes.

O aumento das hospitalizações afetou diretamente os indicadores de Estágio da Evolução na Região e de Incidência de Novos Casos Sobre a População, com os três obtendo bandeira preta.

No indicador que apura o número de internados por Covid-19 no último dia do levantamento, Palmeira das Missões teve um salto de seis para nove pacientes. Com o aumento das ocupações em leitos de UTI, a região reduziu o número de leitos de UTI livres para atender Covid-19 de 23 para 17 leitos.

Erechim

Sem conseguir reduzir o número de internados por Covid-19 em UTI de uma semana para outra (continuou com seis pacientes), os municípios que integram a região de Erechim tiveram redução de oito para seis casos por SRAG em leitos de tratamento intensivo.

Além disso, a região teve 11 pessoas internadas por Covid-19 no último dia do levantamento, aumento de um paciente em relação à semana anterior. Porém, no caso de hospitalizações registradas para Covid-19 nos últimos sete dias, entre as duas semanas, a região teve aumento de 60%, passando de 10 para 16 na semana.

No caso dos indicadores de incidência de novos casos sobre a população, a região obteve ambos com bandeira preta, com aumento em seus valores. O acréscimo nas hospitalizações impactou diretamente o indicador sobre 100 mil habitantes, atingindo situação de bandeira preta.

Ao mesmo tempo, Erechim aumentou de 14 para 27 a disponibilidade de leitos de UTI livres, objetivando ter capacidade para atendimento à saúde.

Passo Fundo

Com o quadro se agravando, embora em velocidade não tão intensa, a região de Passo Fundo permanece na bandeira vermelha ao atingir 69 registros de hospitalizações Covid-19 na última semana – aumento de 35% em relação à semana anterior. A mesma situação se verificou para o número de internados em leitos clínicos com Covid-19, que passou de 40 para 55 pessoas.

Embora tenha aumentado o número de leitos de UTI livres, que subiu de 27 para 48 unidades, a razão do número de leitos de UTI livres para cada leito de UTI ocupado por pacientes Covid-19 apresentou o patamar de 2,09, o que coloca a região em bandeira vermelha nesse indicador.

Passo Fundo e municípios próximos somaram 457 casos ativos na última semana frente a 771 casos recuperados nos 50 dias antes do início da semana, colocando a região em bandeira vermelha nesse indicador.

Aliado a isso, no quesito de óbitos a região apresentou bandeira preta, uma vez que as 12 mortes apresentadas ao longo da semana, quando projetadas, apontam o valor de 17,9.

Caxias do Sul

A região de Caxias do Sul retorna para situação de bandeira vermelha. Dos indicadores de velocidade do avanço, o de hospitalizações confirmadas para Covid-19 entre as duas semanas e o de pacientes Covid-19 em leitos de UTI no último dia tiveram deterioração do quadro, obtendo bandeiras laranja e preta, respectivamente.

A região segue agravada pelos dois indicadores de Incidência de Novos Casos sobre a População, pela Capacidade de Atendimento da macrorregião e, assim como as demais regiões Covid-19, pelo impacto da bandeira vermelha no indicador de Capacidade de Atendimento mensurada pelo Estado como um todo.

Conforme destacado, o indicador de hospitalizações confirmadas para Covid-19 registradas nos últimos sete dias aumentou 9% entre as duas semanas, passando de 76 na semana anterior para 83 na atual. Porém, mesmo que o avanço da doença tenha reduzido na velocidade, o número de internados por SRAG em UTI (de 62 para 78), o número de internados em leitos clínicos Covid-19 (de 57 para 59) e de internados em leitos de UTI Covid-19 (de 40 para 59) cresceram.

Os indicadores de incidência de novos casos sobre a população – “hospitalizações confirmadas para Covid-19 em relação à população” e “Projeção de óbitos em relação à população” mantiveram situação de maior risco: bandeira preta em ambos, com elevação nos dois valores.

Por fim, o indicador de leitos de UTI livres dividido pelo de leitos de UTI ocupados por pacientes Covid-19, mensurado para a macrorregião, atingiu situação de bandeira preta (com 1,42 leito de UTI adulto livre para cada leito de UTI adulto ocupado por Covid-19 na região). Esse indicador sinaliza para um aumento na ocupação de leitos de UTI por pacientes Covid-19, mesmo que a região tenha aumentado o número de leitos de UTI livres no último dia entre as duas semanas (de 75 para 84).

Pelotas

A região de Pelotas atinge pela primeira vez a situação de bandeira vermelha. Dos indicadores de velocidade do avanço da macrorregião, o de hospitalizações confirmadas para Covid-19 entre as duas semanas e o de pacientes Covid-19 em leitos de UTI no último dia obtiveram bandeira preta nesta semana.

A quantidade de hospitalizações confirmadas para Covid-19 registradas nos últimos sete dias, na região, aumentou 144% entre as duas semanas, passando de nove, na semana anterior, para 22 na atual. O número de internados por SRAG em UTI (de 13 para 17), o número de internados em leitos clínicos Covid-19 (de 8 para 12) e de internados em leitos de UTI Covid-19 (de 9 para 15) cresceram na macrorregião.

Com o aumento no número de casos e de hospitalizações, a região segue agravada pelos indicadores de estágio da evolução na região e de Incidência de Novos Casos sobre a População. A Capacidade de Atendimento da macrorregião e, assim como as demais regiões Covid-19, pelo impacto da bandeira vermelha no indicador de Capacidade de Atendimento mensurada pelo Estado como um todo, foram fatores que contribuíram para a elevação de risco na região.

Portanto, o indicador de leitos de UTI livres dividido pelos leitos de UTI ocupados por pacientes Covid-19, medido para a macrorregião, atingiu situação de bandeira laranja (com 2,71 leitos de UTI adulto livre para cada leito de UTI adulto ocupado por Covid-19 na região).

PIORA EM BAGÉ

Agravada pela piora nos indicadores da macrorregião, a região de Bagé atinge novamente situação de bandeira laranja. Apesar de que os indicadores da região de hospitalizações registradas confirmadas para Covid-19, de estágio da evolução na região e de incidência sobre novos casos sobre a população não tenham nenhuma atingido bandeira vermelha, observou-se também uma alteração de bandeiras de amarela para laranja entre as semanas.

A região apresentou um aumento no número de casos ativos na última semana, passando de 5 para 16 casos. O número de internados em UTI por SRAG aumentou de 2 pacientes para 5. Nos indicadores de internados Covid-19 em leitos clínicos e UTI, a situação foi de pequena alteração.

MELHORA EM SANTO ÂNGELO

Após uma semana em situação de bandeira vermelha, a região de Santo Ângelo teve seu grau de risco diminuído, voltando a classificação de bandeira laranja, uma vez que melhoraram os indicadores em termos de ocupação e de leitos de UTI livre por pacientes Covid-19.

Pelos números da última sexta-feira, a região reduziu o número de hospitalizações registradas para Covid-19 nos últimos 7 dias em 21%, passando de 19 para 15 entre as duas semanas. A ocupação de UTIs por pacientes SRAG aumentou de 6 para 8 pacientes, mas o número de internados em leitos clínicos e em UTI, confirmados para Covid-19, reduziram (de 11 para 9 e de 4 para 1, respectivamente). A capacidade de atendimento da macrorregião é também um dos fatores positivos, apresentando bandeira amarela nos indicadores de Capacidade de Atendimento e de Mudança da Capacidade de Atendimento.

ENTENDA O DISTANCIAMENTO CONTROLADO

Com base em evidências científicas e análise de dados, o modelo de Distanciamento Controlado – que está oficialmente em vigor desde 10 de maio, com o Decreto 55.240 – tem o objetivo de equilibrar a prioridade de preservação da vida com uma retomada econômica responsável em todo o Rio Grande do Sul.

Para isso, o governo dividiu o Estado em 20 regiões e mapeou 105 atividades econômicas. A partir de um cálculo que leva em conta 11 indicadores, segmentados em dois grupos – propagação do vírus e capacidade de atendimento de saúde –, determinou a aplicação de regras (chamados de protocolos) mais ou menos restritas para cada segmento de acordo com o risco calculado para cada região.

Conforme o resultado do cruzamento de dados divulgados de forma transparente, cada local recebe uma bandeira nas cores amarela (risco baixo), laranja (médio), vermelha (alto) ou preta (altíssimo).O monitoramento dos indicadores de risco é semanal.

Clique aqui e acesse o levantamento completo da nona rodada do Distanciamento Controlado

Texto: Vanessa Kannenberg
Edição: Marcelo Flach/Secom

Na manhã desta sexta-feira (03), o prefeito Solimar Ico Charopen, acompanhado do empresário Calico Grisólia e do secretário Geral de Governo Ricardo Dutra, recebeu os empresários da Construtora Acácia, engenheiros Vicente Righi e Carlos Arthur Eguia e o administrador Vinicius Righi. A Reunião teve como pauta a apresentação do novo empreendimento residencial do grupo.

Sobre o projeto, os empresários informaram ao prefeito que trata-se de um residencial com 42 unidades, em um investimento que deve ultrapassar R$10 milhões, criando em torno de 35 postos de trabalhos diretos e mais 120 indiretos. A obra será erguida em terreno localizado na Rua Brigadeiro Canabarro esquina com a Rua Senador Salgado Filho.

O prefeito municipal parabenizou o grupo pela visão empreendedora, destacando o empenho dos mesmos em colaborar com a crescimento e com a economia do Município, uma vez que os projetos geram vários empregos diretos e indiretos.

O Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) pretende lançar, em novembro, um edital para financiar a compra de equipamentos e materiais para atender projetos de formação esportiva com vistas ao próximo ciclo olímpico e paralímpico (2021 a 2024). Podem participar as instituições filiadas à entidade - ou seja, certificadas pela Secretaria Especial do Esporte (vinculada ao Ministério da Cidadania), com certidões regulares e aprovadas no processo de analise de capacidade técnica e operacional do CBC. O edital permitirá um repasse com valor mínimo de R$ 100 mil por clube.

Os recursos da entidade são provenientes das loterias da Caixa Econômica Federal. A lei 12.395, de 2011, que modificou a Lei Pelé (9.615/98), incluiu o CBC como beneficiário de 0,5% dessa arrecadação, com destinação "única e exclusivamente para a formação de atletas olímpicos e paralímpicos". A crise provocada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19) também deve pesar no valor do aporte financeiro do edital de novembro.

"É mais um impacto da pandemia. Tivemos uma queda na arrecadação das loterias. Evidentemente, as pessoas passam a ter outras prioridades. Esperamos que isso se recupere nos próximos meses. Vamos avaliar a quantidade de recursos e, junto de clubes e confederações, determinaremos as premissas [do edital]", explicou vice-presidente de Formação de Atletas da entidade, Fernando Cruz, à Agência Brasil.

Segundo o vice-presidente, as diretrizes do chamamento das instituições interessadas a participar do edital serão acertadas durante o Seminário Nacional de Formação Esportivo. O encontro faz parte da programação do Congresso Brasileiro de Clubes, inicialmente marcado para o período de 30 de outubro a 2 de novembro deste ano, em Campinas (SP).

Em maio, o CBC antecipou a publicação de outro edital, no valor de R$ 130 milhões, direcionado à contratação e manutenção de profissionais e recursos humanos, também visando o ciclo dos Jogos de Paris (França), em 2024. A medida pretendia auxiliar clubes impactados pela redução de investimentos no esporte, causada pela crise pós-pandemia. Segundo Cruz, 36 instituições filiadas ao CBC participaram do chamamento. O edital também disponibilizou um acréscimo de 15%, sobre valores já executados nos esportes olímpicos, a clubes que estimulem o paradesporto.

"Esse recurso será alcançado pelos clubes ainda em 2020, em parcela única, para o próximo ciclo, de 2021 a 2024", afirmou o vice-presidente. "Além de profissionais como preparador físico, auxiliar técnico ou fisioterapeuta, incluímos a possibilidade do clube contratar um técnico de desempenho, que auxiliará no acompanhamento dos resultados", completou.

Competições

Além da compra de equipamentos esportivos e contratação de profissionais, o CBC financia a realização de competições nacionais interclubes, em parceria com ligas e confederações. Caso, por exemplo, da Liga de Desenvolvimento de Basquete (LDB), que é promovida em parceria com a Liga Nacional de Basquete (LNB). Para 2020, a expectativa era que 38 modalidades fossem contempladas. A pandemia da covid-19, porém, fez com que a maior parte dos campeonatos fosse cancelada neste ano. 

Pinheiros - LDB - basquete
Time da base do Pinheiros comemora o título conquistado ano passado na Liga de Desenvolvimento de Basquete (LDB), promovida pelo CBC - Fotojump/ NBB/Direitos reservados

A instabilidade no controle da disseminação do vírus no país alterou os planos da entidade, que pretendia retomar, a partir de setembro, parte dos torneios. "Os diretores [do CBC] estão se reunindo diretamente com cada confederação pra definir o melhor momento do retorno, de acordo com especificidades de cada esporte", informou a assessoria de comunicação da entidade. "Cumprindo os protocolos e obedecendo às orientações do Ministério da Saúde; trabalhamos com a hipótese de executar, pelo menos, algo próximo da metade do objetivo inicial, de cerca de 270 eventos previstos [para o ano]", estima Fernando Cruz.  

Uma das reuniões do CBC foi com a Confederação Brasileira de Tênis (CBT), no último dia 24. Segundo nota publicada no site do Comitê, a videoconferência tratou da "retomada do calendário do Campeonato [Brasileiro Interclubes] ainda neste ano (...), de forma segura e benéfica a todos, obedecendo as definições oficiais de cada estado e município".

* Atualiza lead e título, com valor previsto do repasse.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

Os efeitos da pandemia de covid-19 foram especialmente sentidos no mês de maio, que marcou o pico de casos em diversas capitais do Brasil, levando a uma queda média nos rendimentos, para 82% da renda habitualmente recebida. Algumas categorias foram ainda mais afetadas pela crise econômica, como quem trabalha por conta própria, que viu a renda média cair para apenas 60% da normal.

Os dados fazem parte de um trabalho realizado pelo pesquisador Sandro Sacchet de Carvalho, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e divulgado nesta quinta-feira (2). Segundo o levantamento, que tem por base dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Covid-19, realizada pelo IBGE, o auxílio emergencial do governo foi fundamental, principalmente para as camadas de menor renda da população.

“A pesquisa buscou avaliar os impactos da pandemia sobre o rendimento do trabalho e o impacto do auxílio emergencial na renda domiciliar. A gente mediu os efeitos através da diferença entre a renda efetivamente recebida e a renda habitualmente recebida. Os dados da PNAD mostraram que no mês de maio a renda efetiva foi só 82% da habitual. Uma queda dessa magnitude, sem dúvida, foi pelo impacto da pandemia”, explicou Sacchet de Carvalho.

O economista destacou a importância do auxílio emergencial pago pelo governo federal a trabalhadores que tiveram seus rendimentos afetados por conta da pandemia.

“A gente mostra que não só os informais foram muito afetados. Os domicílios de baixa renda também tiveram uma grande perda da renda habitual. Aqueles que têm renda próxima de um salário-mínimo receberam só 49% da renda habitual. Entretanto, quando a gente soma outras fontes de renda, inclusive o auxílio emergencial, a renda deles se aproxima de 100% do que seria sem a pandemia. O auxílio emergencial foi indispensável para que esses domicílios mais pobres conseguissem manter o mesmo rendimento que estavam habituados a receber”, frisou.

Segundo a pesquisa, a queda nos rendimentos foi desigual, sendo mais sentida em algumas categorias e menos em outras. No setor privado, trabalhadores com carteira assinada receberam 92% do rendimento habitual, contra 76% no caso dos trabalhadores sem registro. Funcionários públicos contratados pela CLT receberam 96% do habitual, enquanto militares e estatutários atingiram 98%.

Entre os setores mais afetados, estão os de atividades artísticas, esportivas e recreação, que receberam só 55% dos rendimentos habituais, transporte de passageiros (57%), hospedagem (63%), serviços de alimentação (65%), atividades imobiliárias (70%), construção (71%) e serviço doméstico (74%).

Na outra ponta, os trabalhadores menos afetados encontram-se na administração pública, que chegaram a 97% do salário habitual, indústria extrativa (92%), serviços de utilidade pública (93%), educação (92%), serviços financeiros (92%) e armazenamento, correios e serviços de entrega (91%).

Para o economista do Ipea, mesmo com a tendência de melhora futura gradual na economia, com a diminuição da pandemia, ainda será preciso que o governo mantenha algum tipo de ajuda aos trabalhadores, principalmente os menos qualificados, com menos estudos e moradores de regiões mais pobres.

“A pesquisa mostrou que há diferenças. Parte da população não ficou desprotegida. Outra parte foi muito afetada pela pandemia. O ideal é, com o tempo, focar mais e continuar atendendo. Mesmo com a pandemia diminuindo os seus efeitos, uma parte da população poderá continuar sendo afetada. Mesmo diminuindo o escopo do auxílio, seria interessante manter [a ajuda] para algumas categorias e uma parcela da população”, sugeriu Sacchet de Carvalho.

A íntegra da pesquisa pode ser lida na página do Ipea na internet. O Ipea continuará a monitorar o rendimento dos brasileiros, baseado na PNAD Covid-19, nos meses de junho e julho.

Edição: Aline Leal

Interrompidos desde o início da pandemia do novo coronavírus, os sorteios da Loteria Federal serão retomados neste sábado (4). Responsável pela administração das loterias federais, a Caixa Econômica Federal informou que os bilhetes já produzidos e distribuídos estão válidos, mesmo com a data impressa de março ou abril, e podem ser comprados sem problemas nas lotéricas.

Os sorteios recomeçam pela extração 5.478 e prosseguirão aos sábados até a extração 5.489. Os sorteios às quartas-feiras voltarão somente em 23 de setembro.

Na Loteria Federal, o apostador adquire o bilhete exposto na lotérica ou de um ambulante lotérico credenciado. Cada bilhete tem 10 frações e pode ser adquirido inteiro ou em partes. O valor do prêmio é proporcional à quantidade de frações compradas.

A modalidade de loteria premia os seguintes acertos: um dos cinco números sorteados para os prêmios principais; a milhar, a centena e a dezena de qualquer um dos números sorteados nos cinco prêmios principais; bilhetes com dezena final idêntica a uma das três dezenas anteriores ou das três dezenas posteriores à dezena do número do primeiro prêmio, excetuando-se os premiados pela aproximação anterior e posterior; e a unidade do primeiro prêmio.

Os sorteios das extrações oferecem prêmios principais de R$ 500 mil em uma única série. Todo mês, o apostador também pode concorrer a R$ 1,35 milhão no prêmio principal, apostando na Milionária Federal. Em dezembro, a extração especial de Natal paga prêmio de R$ 1,35 milhão por série.

A Loteria Federal é sorteada no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário Tietê, em São Paulo, às 19h de cada sábado. O público pode acompanhar a transmissão do sorteio pelo perfil das Loterias Caixa no Facebook (@LoteriasCAIXAOficial) e no canal da Caixa no Youtube.

Edição: Aline Leal

 

Nesta quarta-feira (01), o prefeito Solimar Ico Charopen participou do programa Café da Manhã da 93+Líder, a convite do radialista Gisnei Davila.

Durante a entrevista, o chefe do Executivo Municipal falou sobre as ações binacionais que vem sendo desenvolvidas para combater os avanços do coronavírus na Fronteira.

O prefeito destacou o trabalho de desinfecção dos veículos realizado no último sábado (27) nas avenidas 33 Orientales, Sarandi, Agraciada, Tamandaré e Largo Hugolino Andrade, bem como a ação de desinfecção das ruas desenvolvida pelas equipes das vigilâncias de Livramento e Rivera.

Também foi apresentado durante a conversa, o número de abordagens já realizadas nas barreiras sanitárias da BR 293 e BR 158.

A Copa das Nações Africanas prevista inicialmente para o ano que vem, foi adiada para  2022, devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19).  A decisão da Confederação Africana de Futebol (CAF) foi anunciada hoje (30) após reunião  por videoconferência. O evento estava programado para ocorrer entre janeiro e fevereiro de 2021 em Camarões, na África Central. O país está mantido como sede da competição. 

“Após consulta às partes interessadas e levando em consideração a atual situação global, o torneio foi remarcado para janeiro de 2022. A data do torneio final e as demais partidas dos qualificadores serão comunicadas oportunamente”, explicou a CAF, por meio de nota oficial

A edição 33 da Copa Africana envolverá 24 países e ainda faltam quatro rodadas de jogos eliminatórios para definir todos os classificados.

A CAF também cancelou nesta terça-feira (30) a realização de torneios femininos previstos para este ano. A Copa Africana de Mulheres ficou para 2021, também na República dos Camarões. De acordo com relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), o país registra 12.592 infectados e 313 mortes causadas pela covid-19. pela doença.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

Por Rodrigo Ricardo - Repórter da Rádio Nacional 

A seis horas do fim do prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2020, 1.015.918 contribuintes haviam caído na malha fina, informou, há pouco, o secretário especial da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto. Segundo Tostes, os principais motivos para a retenção do documento foram a omissão de rendimentos e problemas de dedução.

O prazo de entrega da declaração, que começou em 2 de março, acaba às 23h59min59s de hoje (30). Até as 18h, 30.950.184 pessoas haviam enviado o documento, o que equivale a 96,7% dos 32 milhões de declarações esperadas.

Sobre a omissão de rendimentos, responsável por 42,2% das declarações retidas, Tostes explicou que o principal problema foi a inconsistência nas informações sobre o salário. Responsáveis por 33,3% dos casos de inclusão em malha fina, os problemas de deduções de despesa concentraram-se nos gastos médicos, que representaram metade das retenções por esse motivo.

O secretário informou que o contribuinte pode verificar se caiu na malha fina no Centro de Atendimento Virtual da Receita (e-CAC). A ferramenta informa os problemas, que deverão ser corrigidos por meio de uma declaração retificadora ou pelo envio de documentos pedidos. A partir deste ano, o e-CAC permite o envio de documentos fotografados ou escaneados, a fim de evitar deslocamentos a unidades físicas da Receita em tempos de pandemia de covid-19.

Tostes informou que, a partir de quinta-feira (2), o e-CAC poderá ser acessado por meio do login único do Portal do Governo Federal (gov.br). Atualmente, a ferramenta pode ser acessada por meio de um código gerado após a digitação do número do recibo das duas últimas declarações enviadas ou por certificado digital.

Restituições

Em relação às restituições, o secretário especial da Receita Federal informou que, dos 32 milhões de declarações esperadas, o Fisco projeta que 19,14 milhões (59,8%) terão valores a receber, 6,03 milhões (18,8%) terão imposto a pagar e 6,83 milhões (21,4%) não terão imposto a pagar nem valores a receber. Com base nas declarações já entregues, a Receita estima que 14,1 milhões (44,1%) seguirão o modelo completo e 17,9 milhões (55,9%) seguirão o modelo simplificado.

A Receita Federal também divulgou as estimativas de quanto pagará nos próximos três lotes de restituições, que sairão em 30 de julho, 31 de agosto e 30 de setembro, com 4,9 milhões de contribuintes contemplados em cada lote. Serão desembolsados R$ 5,6 bilhões em julho, R$ 5,5 bilhões em agosto e R$ 5,3 bilhões em setembro.

O Fisco pagou R$ 2 bilhões a 901 mil contribuintes no primeiro lote, em 29 de maio, e R$ 5,7 bilhões a 3,3 milhões de contribuintes no segundo lote, depositado hoje. Neste ano, a Receita diminuiu de sete para cinco o número de lotes de restituição. Embora o prazo de entrega da declaração tenha sido adiado em dois meses por causa da pandemia do novo coronavírus, as datas originais da restituição foram mantidas.

Edição: Nádia Franco

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil -

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