Gisnei

Gisnei

32ª Copa Santiago de Futebol Juvenil começa neste domingo (12) na cidade de Santiago, no interior do Rio Grande do Sul. O tradicional torneio sub-17, reconhecido pela CBF e pela Fifa, reunirá 12 times - oito brasileiros e quatro estrangeiros – até o próximo dia 26 de janeiro.  As partidas realizadas às 21h e a final do torneio terão transmissão ao vivo pela TV Brasil, em parceria com a TVE-RS.

É extensa a lista de estrelas que passaram pela Copa Santiago, desde a criação do torneio em 1989. Talentos como Ronaldinho Gaúcho (1996/1977), Vagner Love (2001), Rafael Sobis (2002/2003), Alexandre Pato (2005) e David Luís (2005) brilharam em campo quando ainda eram meninos promissores.

Na edição deste ano a maior participação será de times sub-17 gaúchos: além do Cruzeiro-RS – clube da própria cidade de Santiago que surgiu em 1967, inspirado no Cruzeiro-MG – estão na disputa o atual campeão Grêmio, o Internacional, o São José e o Juventude. O campeonato reunirá ainda Palmeiras e Santos, ambos de São Paulo, e Figueirense, de Santa Catarina. Os demais participantes são estrangeiros: o estreante Albion e o Nacional, ambos do Uruguai; 3 de Febrero, do Paraguai; e Alianza Lima, do Peru.  

O torneio prevê quatro fases. A primeira será classificatória, com dois grupos de seis times jogando entre si. Os quatro primeiros colocados em cada chave avançam às quartas de final. Os times vencedores passam às semifinais, e os dois ganhadores disputam a grande final.

No próximo domingo (12), Internacional-RS e 3 de Febrero-PAR se enfrentam pela fase de grupos, às 21h (horário de Brasília), no Estádio Alceu de Carvalho. O jogo terá transmissão ao vivo na TV Brasil.

Edição: Verônica Dalcanal

Por Cláudia Soares Rodrigues - Jornalista da TV Brasil

O Brexit, nome dado à saída do Reino Unido da União Europeia (UE), foi aprovado nesta quinta-feira (9) pelo Parlamento britânico depois de três anos e meio de impasse. Por 330 votos a 231, os deputados da Câmara dos Comuns aprovaram a saída do país do bloco europeu em 31 de janeiro. A Câmara dos Comuns é amplamente dominada pelo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

Agora, o tema será debatido na Câmara dos Lordes – equivalente ao Senado no Brasil. Os debates começam na próxima segunda-feira (13), e a expectativa é votar o Brexit ainda na semana que vem. Johnson não tem na Câmara dos Lordes o mesmo domínio, mas, ainda assim, espera uma vitória, a tomar pelo resultado favorável a ele nas eleições legislativas, em dezembro do ano passado.

Aprovado também câmara alta, o Brexit deverá ser ratificado pelo Parlamento Europeu a 29 de janeiro, dois dias antes da data limite. A saída britânica da União Europeia foi aprovada em 2016 em um referendo apertado: foram 52% dos votos favoráveis à medida. No entanto, o processo tem-se mostrado mais complexo do que parecia a princípio. A data limite para confirmar a saída já foi adiada três vezes, enquanto o Parlamento discutia o tema.

O ministro britânico para o Brexit, Steve Barclay, afirmou que é “tempo de avançar”. “Esse texto vai assegurar a nossa saída da União Europeia com um acordo que dá certezas às empresas, protege os direitos dos nossos cidadãos e assegura que retomamos o controlo do nosso dinheiro, das nossas fronteiras, das nossas leis e da nossa política comercial”, enfatizou.

Depois do Brexit

Confirmada a saída da União Europeia, terá início um período de transição, no qual as relações entre o Reino Unido e o bloco permanecerão inalteradas até 31 de dezembro deste ano. O dia 1º de julho é o prazo final para prolongar essa fase por um ou dois anos, pedido que terá de partir sempre de Londres.

As partes terão de definir uma nova fórmula para as suas relações comerciais e de segurança. Não havendo prorrogação do prazo, o dia 31 de dezembro de 2020 marcará o fim dos laços entre a Europa continental e a Grã-Bretanha tal como vigoraram ao longo de 47 anos.

*Com informações RTP, emissora pública de TV de Portugal

Edição: Nádia Franco
 
Por Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil*
 
 
Foto: Reuters/Direitos Reservados

O número de grávidas com HIV no Brasil vem crescendo desde 2008, de acordo com os últimos dados do Boletim Epidemiológico de HIV/Aids divulgados pelo Ministério da Saúde. Em 2008, foram registradas 6,7 mil gestantes com HIV, o que representava 2,1 casos para cada 1 mil nascidos vivos. Em 2018, esse número passou para 8,6 mil, o equivalente a 2,9 casos a cada 1 mil pessoas. 

Enquanto o número de casos notificados de aids, que é a síndrome causada por este vírus, cai entre a população em geral, desde 2014, em todo o Brasil, o número de gestantes com HIV aumentou quase 37% nos últimos dez anos.

De acordo com o diretor do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Gerson Fernando Pereira, essa diferença se deve ao aumento das notificações, mas também aos avanços no tratamento da síndrome. 

“A aids, no passado, tinha uma mortalidade alta. Hoje, a pessoa infectada tem a mesma sobrevida de uma pessoa não infectada, desde que tome o medicamento. Mulheres que tomam o medicamento podem ter crianças por parto normal. Elas têm estímulo para engravidar.”

Hoje, em todo o país, todas as mulheres grávidas atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) devem, obrigatoriamente, fazer o teste de HIV. Os casos positivos devem ser notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

Mudanças no atendimento

Com a obrigatoriedade do teste, muitas mulheres só descobrem o HIV quando engravidam. Foi assim com Aninha*, em 1992. “Não havia quase nada para mulheres na época, não tinha uma política específica para nós. Muito sobre o HIV era voltado para gays, mulheres trans, etc. As mulheres que descobriam ficavam isoladas, poucas pessoas falavam que estavam passando pela mesma situação.”

Quando engravidou, na década de 1990, Aninha passou por uma série de dificuldades para ter o filho. “Foi bem difícil, porque tinha pouca informação, eu não sabia se teria um bebê saudável.” Ela contou que recebeu do médico que a acompanhava no pré-natal, uma carta com a indicação de que o parto deveria ser feito por cesariana.

“Passei por algumas unidades hospitalares enquanto estava tendo contrações. Quando eu entregava a carta, as pessoas diziam que não estava ainda no momento de ter o bebê e me mandavam voltar para casa. Fui a quatro lugares e recebi a mesma resposta. Percebi o preconceito”, disse.

Ela acabou tendo o filho de parto normal. Como tomava a medicaçãocontra a Aids e fazia o devido acompanhamento, o filho não foi infectado pelo vírus HIV.

Hoje, mais de 20 ano depois, o cenário está diferente e, ainda que seja preciso melhorar, mais pessoas estão fazendo o teste de HIV e mais pessoas estão recebendo o tratamento.

Natália*, por exemplo, é soropositiva e tem duas filhas, uma de 4 anos e outra de 2 anos. “Eu já sabia do diagnóstico e já fazia tudo direitinho. Quando tive minhas filhas, recebi leite, tudo pelo hospital”, disse. 

Ela brinca que tem mestrado e doutorado em partos. “Eu tive duas experiências. A mais velha foi por parto normal. A mais nova foi por cesariana, porque a bolsa já havia estourado há algumas horas. Assim que entrei no centro cirúrgico, tive que fazer cesárea, mas [dependendo apenas do HIV] poderia ter sido normal também”.

Certificação

A prova de que o país avançou no atendimento às gestantes é a redução da chamada transmissão vertical, quando o HIV é passado da mãe para o filho na gestação, no parto ou durante a amamentação. A taxa caiu de 3,6 casos a cada 100 mil habitantes, em 2008, para 1,9 mil casos, em 2018, o que corresponde a uma queda de 47,2%.

Três municípios brasileiros receberam a Certificação de Eliminação da Transmissão Vertical de HIV. No Paraná, Curitiba e Umuarama receberam a certificação em 2017 e 2019, respectivamente, e, mais recentemente, São Paulo. A capital paulista, com 12,1 milhões de habitantes, é a cidade com maior população no mundo a receber tal título, segundo o Ministério da Saúde.

No Rio de Janeiro, o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, vinculado à Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), é referência no atendimento a gestantes com HIV. “Desde 2008 não nasce nenhum bebê com HIV aqui. A maternidade é a melhor maternidade pública do Rio de Janeiro”, ressaltou o diretor do hospital, Fernando Ferry.

Para Ferry, o aumento de notificações entre grávidas deve-se principalmente à obrigatoriedade do exame. “Muita gente hoje vive com HIV e não sabe. Com tratamentos mais eficazes e com menos efeitos colaterais, a geração mais nova não tem medo da aids.”

Ele defende, no entanto, que a síndrome merece atenção e que é necessário educar a população. “Existe um tabu de que é errado, que é feio, é pecado e, por isso, não se discute sexualidade. Isso deveria ser ensinado nas escolas, de forma técnica por professores preparados e capacitados”, disse.

Ações nacionais

Os dados do Ministério da Saúde mostram que há ainda grupos mais vulneráveis que outros à síndrome. Em 2018, cerca de 56% dos casos de aids foram registrados entre pessoas negras e, cerca de 60%, entre aqueles com até o ensino médio completo. 

“O Brasil tem uma epidemia concentrada de aids/HIV. O que quer dizer que 0,4% da população tem HIV”, diz Pereira, que ressalta que as populações mais vulneráveis à infecção são homens que fazem sexo com homens, mulheres trabalhadoras sexuais, pessoas transsexuais e usuários de drogas.

De acordo com Pereira, a estimativa é que 86% das pessoas infectadas estejam diagnosticadas e 78% estejam em tratamento. A meta é elevar ambas proporções para 90%.

O ministério trabalha também com distribuição gratuita e com campanhas para incentivar o uso de preservativos nas relações sexuais, que são a principal via de transmissão do vírus HIV.

A pasta pretende ainda zerar os casos de transmissão vertical e, para isso, em parceria com estados e municípios, incentiva a formação de pessoal para a realização adequada do pré-natal.

*As entrevistadas pediram para não se identificar

Edição: Maria Claudia
 
Por Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil
 
 
Foto: Ana Nascimento/MDS/Portal Brasil

Na Sicredi Pampa Gaúcho, através do Valor S apoiamos entidades e fomentamos o desenvolvimento da região. Mas, para que isso aconteça é necessária a ação conjunta de todos e é esse o nosso propósito: fazer juntos para transformar a realidade de todos. Quanto mais os associados investem em cartas de crédito, poupança e fundos de investimento, mais projetos e entidades são beneficiadas.

Acreditamos que a educação, cultura, empreendedorismo, segurança e saúde são agentes transformadores da sociedade e por isso, por meio do recurso financeiro oferecidos pelo Valor S já contemplamos mais de 60 projetos transformando a realidade em 10 municípios do Pampa Gaúcho.

Você tem um projeto para desenvolver o seu município e melhorar a qualidade de vida da sociedade? Inscreva no Valor S! As inscrições vão até o dia 31 de janeiro de 2020. Confira o regulamento no nosso site https://sicredipampagaucho.com.br/ e conheça os tipos de projetos financiados, os pré-requisitos para solicitação de recursos e a forma de distribuição deste recurso para juntos transformar a realidade da nossa região.

Por: 

Émilly Pons

Analista de Comunicação e Marketing

O técnico Aleksandar Petrovic da Seleção Brasileira de Basquete Masculino apresentou nesta terça-feira (7) a lista de convocados para dois confrontos contra o Uruguai – dias 21 e 24 de fevereiro – pelas eliminatórias da Copa América de 2021.  Dos 14 selecionados, três atletas estão debutando na seleção principal: Georginho (São Paulo), Cauê Borges (Botafogo) e Dikembê (Paulistano). Outros dois jovens que já competiram com a camisa verde e amarela também foram convocados: o ala Didi (Sydney Kings) e o armador Yago Mateus (Paulistano). Entre os mais experientes do grupo está o armador Rafael Luz (Ucram Murcia).

Na lista do treinador também estão dois jogadores campeões sul-americanos pela seleção sub-17 no ano passado: o ala/pivô Márcio Henrique (Franca) e o ala/armador Gui Santos. A relação também contemplou atletas que ficaram de fora da Copa do Mundo da China, em agosto passado, como o ala Jhonatan dos Santos (Flamengo), o ala/pivô Lucas Dias (Franca) e o pivô Rafael Hettsheimeir (Franca). No entanto, Hettssheimeir pediu dispensa da seleção e, para a posição, Petrovic já chamou o jogador Luís Gruber (Mogi das Cruzes).

Com dois atletas de 17 anos, Petrovic convoca Brasil para duelos contra o Uruguai
Com o pedido de dispensa do pivô Rafael Hettsheimeir (Franca), Petrovic convocou para a posição o jogador Luís Gruber (Mogi das Cruzes) - Divulgação/CBB

A apresentação da seleção será no dia 16 de fevereiro, em São José dos Pinhais, no Paraná, onde será realizada a primeira partida contra o Uruguai, no dia 21 de fevereiro ( o horário será confirmado na primeira quinzena de janeiro). O jogo seguinte, em 24 de fevereiro, será em Montevidéu (Uruguai).

As eliminatórias da Copa América de 2021 reunirão 16 seleções, divididas em quatro grupos. Brasil e Uruguai estão no grupo B, junto com Paraguai e Panamá. Os três melhores colocados se classificam.  As outras datas reservadas pra as eliminatórias serão em novembro deste ano e em fevereiro de 2021.

Edição: Guilherme Neto
 
Por Claudia Soares Rodrigues - Jornalista da TV Brasil 

Com uma margem apertada, Pedro Sánchez (PSOE) foi reeleito como primeiro-ministro da Espanha. Ele comandará uma inédita coalizão em que o seu partido será apoiado pela legenda emergente de esquerda Podemos. O acordo foi costurado com dificuldades após as últimas eleições, diante de resistência do Podemos.

Outro ponto que garantiu a vitória foi a abstenção de 13 deputados da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC). O grupo aceitou a medida diante da promessa de uma mesa de diálogo para discutir a situação do estado, que se digladiou nos últimos anos em torno de um movimento de separação reprimido pelo governo espanhol.

A margem foi apertada, com vitória da nova força política por 167 a 165, além de 18 abstenções. Na primeira votação, no domingo, o placar havia ficado em 166 a 165, o que inviabilizou a maioria absoluta da coalizão progressista. Uma deputada que se encontra doente compareceu à sessão na segunda votação e garantiu a vantagem necessária.

O desfecho pôs fim a um período de instabilidade na Espanha. O PSOE saiu vencedor das eleições em abril, mas não conseguiu formar um bloco que assegurasse sua maioria no Parlamento, governando de forma interina. Diante disso, convocou novas eleições para novembro, que terminaram com uma votação que permitiu ao PSOE e ao Podemos formar a nova coalizão.

O processo é resultado de um cenário de fragmentação. Desde 2011, nenhum país consegue a maioria absoluta sozinho. Agora, a Espanha tem 19 partidos. Além do Podemos, as eleições do ano passado marcaram também a ascensão da legenda de extrema-direita Vox, que obteve mais de 50 cadeiras no Parlamento espanhol.

Por meio de seu Twitter, Sánchez destacou a nova gestão. “Com o governo da Coalizão Progressistas, a Espanha abre um tempo para reivindicar o diálogo e a política útil. Um governo para todas e todos que amplie direitos, restaure a convivência e defenda a justiça social”.

Na sessão do Parlamento de eleição, o vice-presidente e líder do Podemos, Pablo Iglesias, reforçou o projeto do bloco. “Este governo vai defender as condições que fazem possível a liberdade de todos frente a essa direita autoritária e retrógrada. Porque não há liberdade se não se chega ao fim do mês”.

Também na sessão do Congresso, o líder do PP, Pablo Casado, disse que o partido fará uma “oposição firme e responsável” e que defenderá uma Espanha “que não aspire a sua fragmentação” e que “seja admirada em todo o mundo”. Ele exaltou a Constituição do país, em referência crítica à ação separatista dos catalães e à mesa de diálogo sinalizada pelo novo primeiro-ministro.


* Com informações da RTP – Agência pública de notícias de Portugal

Edição: Fábio Massalli
 
Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil*
 
 
Foto: Mariscal/EFE/direitos reservados

O governador Eduardo Leite esteve reunido, no fim da tarde desta terça-feira (7/1), com o chefe da Defesa Civil, coronel Júlio César Rocha Lopes, para pedir que o Estado agilize a homologação dos decretos de emergência dos municípios atingidos pela estiagem assim que os processos sejam recebidos pelo órgão estadual. Leite também convocou para sexta-feira (10/1), às 16h, uma reunião com vários órgãos do governo para avaliar a questão da seca e projetar ações.

Atento às consequências da falta de chuvas consideráveis em diferentes regiões do RS, o governador solicitou, no começo da semana, relatórios às equipes da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), da Emater, da Defesa Civil e da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), as quais estarão representadas na reunião marcada para sexta, no Palácio Piratini.

“Estamos analisando alguns relatórios já recebidos e aguardamos a conclusão de outros dados para reunir todas as pastas envolvidas nesta semana e avaliarmos novas providências”, disse Leite.

A estiagem é considerada a mais severa dos últimos sete anos. Até o momento, nove municípios informaram à Defesa Civil que decretaram situação de emergência: Chuvisca, Camaquã e Cerro Grande do Sul (na região Sul), Pantano Grande, Sinimbu e Venâncio Aires (na região do Vale do Rio Pardo), Boqueirão do Leão (na região do Vale do Taquari), Maquiné (no Litoral Norte) e Mariana Pimentel (na região Centro-Sul), caso mais recente.

Auxílio aos municípios 

Segundo o coordenador da Defesa Civil, as equipes do órgão, da Sema e da Emater já atuam há cerca de duas semanas no suporte aos municípios e às comunidades que solicitaram auxílio. Foram distribuídos reservatórios móveis para as comunidades mais afetadas pela falta de chuva.

No total, 20 municípios receberam o empréstimo de 32 unidades de viniliq pipa (reservatório móvel de água). Os reservatórios móveis, com capacidade de 4,5 mil litros, são utilizados para o abastecimento de moradores em bairros e áreas rurais.

A Seapdr segue trabalhando na construção de microaçudes e na perfuração de poços artesianos. As ações foram iniciadas antes do verão de forma preventiva, e estão sendo intensificadas. Ao todo, serão 2,7 mil microaçudes e pelo menos 70 poços artesianos, somados os que estão em execução e os previstos para 2020.

Texto: Renan Arais
Edição: Patrícia Specht/Secom

Foto: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini

Os associados da Sicredi Pampa Gaúcho não pagarão a tarifa sobre o cheque especial e ainda terão os juros reduzidos conforme o perfil de cada associado. A decisão entrou em vigor no início de janeiro de 2020.

Segundo o Diretor Executivo, Henrique Assis, a decisão tem como objetivo beneficiar ainda mais os nossos associados. “Vimos que a isenção da tarifa no cheque especial autorizada pelo Banco Central não era o suficiente para que os nossos associados fossem de fato beneficiados, então decidimos por também reajustar o valor dos juros.”

Os valores dos juros reajustados serão de acordo com cada perfil de cada associado da Sicredi Pampa Gaúcho, começando na faixa de 2,99 até 7,99% ao mês. “É necessário que o associado compareça a sua agência para saber mais informações e benefícios” conclui o diretor, Henrique Assis. Somente assim, estaremos efetivamente melhorando com a qualidade dos mais de 64 mil associados e das comunidades onde estamos inseridos.

Émilly Pons

Analista de Comunicação e Marketing

A equipe feminina do Tricolor está de volta! Após um mês de férias, o elenco das Gurias Gremistas se reapresentou nesta segunda-feira, 6, para dar início à preparação para o Campeonato Brasileiro A1. A competição inicia dia 9 de fevereiro e o Tricolor faz a estreia em casa, diante do Minas ICESP.

A manhã foi de testes e trabalhos físicos voltados para a adaptação das atletas. Segundo a preparadora física, Karla Loureiro, os primeiros dias serão de exames médicos de rotina e mais testes físicos, que servirão para avaliar e preparar as jogadoras.

“Hoje fizemos o teste nórdico e também um trabalho de força dos membros inferiores, junto a uma avaliação antropométrica. Amanhã daremos sequência aos testes para sabermos exatamente em que nível elas retornaram das férias. Vamos focar nos trabalhos físicos e aos poucos, iremos incrementar a bola, acrescentando a parte técnica e tática”.

No início da tarde, o elenco, comissão técnica e diretoria se reuniram para falar sobre os objetivos de 2020 e para explicar as etapas da pré-temporada, que acontecerá no Vieirão e também no Centro de Formação e Treinamentos Presidente Helio Dourado, em Eldorado do Sul. 

Ao todo 22 atletas deram início aos trabalhos e alguns reforços deverão ser anunciados oficialmente nos próximos dias. A técnica Patrícia Gusmão segue no comando da equipe, auxiliada pelo Yurinha, e projeta o Grêmio competitivo no Campeonato Brasileiro para consolidar o Clube como uma equipe da elite do futebol feminino brasileiro.

“Além de iniciarmos a pré-temporada com as atletas que permaneceram na equipe, o foco ainda segue em fortalecer ainda mais este grupo, com contratações pontuais que se fazem necessárias”, disse.

Reformulação

Ao contrário da temporada passada, quando o Grêmio chegou a contar com quase 40 atletas no elenco, em 2020 o grupo deve ser reduzido para aproximadamente 28. Com o término do contrato, 14 atletas não permanecem no Tricolor, de acordo com a nota publicada no último dia 31.

A exemplo do que aconteceu após o término no Campeonato Brasileiro em 2019, quando foram contratadas 12 atletas, o Grêmio seguirá o processo de remontagem do time para a série A1 ainda em janeiro, com a contratação de novos nomes para vestir a camisa tricolor.

“Optamos por essa reformulação para ter um melhor aproveitamento das atletas durante o ano, já que no ano passado não utilizamos muitas delas por lesões, o que dificultou o rendimento da equipe em jogos decisivos”, disse o diretor de futebol feminino, Julio Tittow, o Yura.

Foto: Morgana Schuh / Grêmio FBPA

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou hoje (6), após se reunir com o presidente Jair Bolsonaro, que o governo federal estuda formas de compensar uma eventual alta no preço dos combustíveis, caso a crise envolvendo Estados Unidos e Irã impacte com mais força o preço internacional do petróleo.  

"Temos que criar, talvez, mecanismos compensatórios que compensem esse aumento sem alterar o equilíbrio econômico do país. Que isso não gere inflação, mas também não frustre expectativa de receitas", adiantou o ministro em coletiva de imprensa, ao lado do presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, e do diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), Décio Odone.

Albuquerque praticamente descartou a possibilidade de o governo instituir algum tipo de subsídio para segurar alta do combustível, como foi feito, em 2018, no governo de Michel Temer, frente ao aumento no preço do óleo diesel, uma das principais reclamações dos caminhoneiros, que paralisaram o país durante uma greve em maio daquele ano.

"Não sei se será feito com impostos [subsídios], certamente não vamos procurar esse caminho dos impostos para não onerar mais ainda, mas se há maior receita, talvez possa haver uma compensação em cima disso e esse é um dos instrumentos que estão sendo analisados", disse.

Redução de ICMS

Uma proposta apresentada pelo próprio presidente da República é a possibilidade do estados reduzirem a alíquota do ICMS sobre combustíveis, um imposto estadual, que tem forte impacto na formação do preço final nos postos.    

"Aproximadamente um terço do preço combustível, no final, são impostos estaduais, o ICMS. No Rio de Janeiro, por exemplo, está em 30%", afirmou Bolsonaro a jornalistas na portaria do Ministério de Minas e Energia.

O preisidente Jair Bolsonaro, e o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, falam à imprensa após reunião no ministerio de Minas e Energia
O preisidente Jair Bolsonaro, e o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, falam à imprensa após reunião no ministerio de Minas e Energia - Fabio Rodrigues Pozzebom/Agênci

O presidente voltou a dizer que não adotará nenhuma política de controle de preços. "Não existe interferência do governo. Não sou intervencionista, e essa política está muito bem conduzida pelo nosso ministro, almirante Bento".

Na coletiva de imprensa, perguntado sobre uma possível compensação tributária por parte dos estados, Bento Albuquerque disse que a ideia está sendo estudada e que poderá ser discutida no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne secretários da Fazenda dos estados, integrantes da pasta e o governo federal. "Isso já está sendo discutido, no âmbito do governo, para que quando tiver essa pauta, possam haver uma reunião, no mais alto nível, com o presidente e os governadores".

Política de preços

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou que não sofre qualquer pressão para interferir nos preços praticados pela companhia, que controla 98% do refino de combustível no Brasil. "A lei, desde 2002, diz que existe liberdade de preços de combustíveis. E o governo Bolsonaro vem praticando isso. Não recebi, em nenhum momento, pedido, pressão, sugestão, nem do almirante Bento, nem do presidente Bolsonaro, para baixar o preço, fazer isso ou aquilo. Existe liberdade total, na prática, para o preço de qualquer derivado de petróleo".  

O diretor geral da ANP, Décio Oddone, o  ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, e o presidente da Pretrobrás, Roberto Castello Branco, durante coletiva no MME
O diretor geral da ANP, Décio Oddone, o ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, e o presidente da Pretrobrás, Roberto Castello Branco, durante coletiva no MME - Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Castello Branco também disse que não acredita que a atual crise envolvendo EUA e Irã possa causar impacto econômico de longo prazo, e que o recente aumento no preço do barril de petróleo está em processo de recuo. "Nós achamos pouco provável que uma crise política acabe resultando em uma crise econômica, porque o pólo dinâmico de crescimento da produção de petróleo não é mais a OPEP [Organização dos Países Produtores de Petróleo], é de países fora da OPEP, principalmente os Estados Unidos”.  

O presidente da Petrobras pontuou ainda que produção americana tem capacidade de reagir rapidamente a preços, o que desarma a possibilidade de um preço elevado se manter durante um período razoavelmente longo. “Evidentemente que surpresas podem acontecer, mas nós estamos acreditando que é muito pouco provável que nós tenhamos, desse choque que houve, um aumento de aproximadamente US$ 3 no preço do barril de petróleo, os mercados já se acalmaram mais um pouco”.

Edição: Aline Leal
 
Por Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil
Página 10 de 402
Topo