Gisnei

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Correção: Lajeado não está em cogestão, como informado até as 18h50; a informação está corrigida abaixo

Ao chegar à 16ª rodada nesta sexta-feira (21/8), o mapa preliminar do modelo Distanciamento Controlado traz 13 bandeiras em vermelho (risco epidemiológico alto para Covid-19). As outras oito regiões foram classificadas com bandeira laranja (risco médio). As bandeiras definitivas serão divulgadas na segunda-feira (24/8).

As regiões de Santa Cruz do Sul e Lajeado apresentaram piora nos índices e passaram para a bandeira vermelha. Somam-se às regiões de Taquara, Novo Hamburgo, Canoas, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Santo Ângelo, Santa Rosa, Capão da Canoa, Guaíba, Porto Alegre e Pelotas, que já eram vistas como risco alto e se mantiveram assim nesta rodada.

Mesmo que as regiões de Pelotas, Guaíba e Capão da Canoa tenham apresentado média final indicando redução na classificação de risco para bandeira laranja, o Gabinete de Crise aplicará a trava prevista no modelo de Distanciamento Controlado para regiões com duas ou mais semanas em bandeira vermelha em um intervalo de 21 dias. Portanto, mesmo com a média final indicando redução na classificação de risco para laranja, as regiões seguirão por mais uma semana na condição de bandeira vermelha. O nível de risco será efetivamente reduzido se apresentarem por mais uma semana média final compatível com a bandeira laranja.

As regiões de Cruz Alta, Ijuí e Uruguaiana apresentaram melhora nos indicadores nesta rodada e reduziram para bandeira laranja.

Desde a 14ª rodada, está vigente o modelo de cogestão, no qual as regiões Covid podem adotar protocolos menos restritivos à bandeira na qual estão classificados, mas no mínimo iguais à bandeira anterior. Para tanto, precisam elaborar planos estruturados próprios aprovados por no mínimo dois terços dos prefeitos e avalizados por uma equipe técnica.

Até as 18h desta sexta-feira (21), oito regiões haviam aderido à cogestão: Canoas, Taquara, Novo Hamburgo, Pelotas, Passo Fundo, Palmeira das Missões, Porto Alegre e Capão da Canoa.

Os documentos devem ser encaminhados para o Gabinete de Crise exclusivamente via formulário eletrônico, com no mínimo 48 horas de antecedência do início da vigência do plano, no endereço https://bit.ly/formulariocogestao.

O pedido de reconsideração à classificação da bandeira, que pode ser feito via associação regional ou pelo próprio município, também deverá ser encaminhado exclusivamente por meio de formulário eletrônico, no site https://forms.gle/LMcAvBpMBqx9fmHXA, no prazo máximo de 36 horas após a divulgação do mapa preliminar – ou seja, até as 6h de domingo (23/8).

A adoção de protocolos alternativos não altera as cores do mapa definitivo, que será divulgado após análise dos recursos pelo Gabinete de Crise, na tarde de segunda-feira (24/8). A vigência das bandeiras da 16ª rodada começa à 0h de terça-feira (25/8) e se encerra às 23h59 de segunda-feira (31/8).

• Clique aqui e acesse a nota técnica com as justificativas de classificações das regiões.

Municípios podem adotar bandeira laranja

Conforme o mapa preliminar da 16ª rodada, 321 municípios (do total de 497) estão classificados em bandeira vermelha, somando 8.122.796 habitantes, ou seja, 71,7% da população gaúcha (total de 11.329.605 habitantes).

Desses, 138 municípios (680.792 habitantes, 6% do RS) podem adotar protocolos de bandeira laranja, porque cumprem os critérios da Regra 0-0, ou seja, não têm registro de óbito ou hospitalização de moradores nos últimos 14 dias, desde que a prefeitura crie um regulamento local.

• Clique aqui e acesse a lista dos municípios que se enquadram na Regra 0-0.

Alertas

O crescimento de novas hospitalizações em determinadas regiões chamou a atenção da equipe que monitora o modelo. É o caso de Santa Cruz do Sul e de Bagé, onde as novas internações por Covid-19 cresceram 100% de uma semana para a outra (Santa Cruz do Sul de 14 para 28 pacientes; e Bagé, de oito para 16 internados).

Houve ainda avanços significativos em Novo Hamburgo (cresceu 68%, com 99 novas internações nos últimos sete dias), em Lajeado (55%, agora com 34 pacientes) e em Passo Fundo, onde o avanço no registro de novas internações foi de 42% numa única semana.

Em algumas regiões a situação foi atenuada pela melhora no indicador de leitos livres de UTI no Estado como um todo, indicador específico que agora está em bandeira amarela (582 leitos de UTI disponíveis no fechamento desta semana).

RESUMO DA 16ª RODADA

Para o total do Rio Grande do Sul, houve melhora na maioria dos indicadores, exceto em novas hospitalizações (+12%) e em número de óbitos (+3%). Com isso, foi registrado leve aumento no número de leitos livres (+3%).

Como consequência, a razão de leitos livres para cada ocupado por Covid-19 voltou a aumentar, embora se mantendo abaixo de um leito livre para cada ocupado.

Regiões que apresentam piora:

LARANJA > VERMELHO
Santa Cruz do Sul
Lajeado 


Regiões que permanecem iguais:

VERMELHA
Taquara (em cogestão)
Novo Hamburgo (em cogestão)
Canoas (em cogestão)
Palmeira das Missões (em cogestão)
Passo Fundo (em cogestão)
Santo Ângelo
Santa Rosa
Pelotas (em cogestão)
Porto Alegre (em cogestão)
Capão da Canoa (em cogestão)
Guaíba

LARANJA
Erechim
Caxias do Sul
Santa Maria
Bagé
Cachoeira do Sul

 

REGIÕES QUE APRESENTARAM MELHORA

VERMELHO > LARANJA
Cruz Alta
Ijuí
Uruguaiana

DESTAQUES DA 16ª RODADA

• número de novos registros de hospitalizações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) de confirmados por Covid-19 aumentou 12% entre as duas últimas semanas (de 1.126 para 1.259);

•  número de internados em UTI por SRAG reduziu 3% no Estado entre as duas últimas quintas-feiras (de 958 para 925);

•  número de internados em leitos clínicos com Covid-19 no RS reduziu 5% entre as duas últimas quintas-feiras (de 964 para 920);

•  número de internados em leitos de UTI com Covid-19 no RS reduziu 2% entre as duas últimas quintas-feiras (de 723 para 706);

•  número de leitos de UTI adulto livres para atender Covid-19 no RS aumentou 3% entre as duas últimas quintas-feiras (de 567 para 582);

•  número de casos ativos reduziu 8% entre as duas últimas semanas (de 7.469 para 6.837);

•  número de óbitos por Covid-19 aumentou 3% entre as duas últimas quintas-feiras (de 353 para 365).

As regiões com maior número de novos registros de hospitalizações nos últimos sete dias, por local de residência do paciente, são Porto Alegre (336), Caxias do Sul (155), Canoas (138), Passo Fundo (115) e Novo Hamburgo (99).

Comparativo entre 23 de julho e 20 de agosto:

• número de novos registros de hospitalizações confirmadas por Covid-19 aumentou 16% no período (de 1.086 para 1.259);

• número de internados em UTI por SRAG aumentou 7% no Estado no período (de 865 para 925);

• número de internados em leitos clínicos com Covid-19 no RS reduziu 8% (de 996 para 920);

• número de internados em leitos de UTI com Covid-19 no RS aumentou 9% (de 645 para 706);

• número de casos ativos reduziu 4% (de 7.125 para 6.837);

• número de leitos de UTI adulto livres para atender Covid-19 no RS aumentou 3% (de 566 para 582)

• número de óbitos por Covid-19 acumulados em 7 dias aumentou 16% no período (de 315 para 365).

Clique aqui e acesse o levantamento completo da 16ª rodada do Distanciamento Completo.

Texto: Suzy Scarton
Edição: Marcelo Flach/Secom

O lançamento de uma moeda digital com garantia do governo avançou um passo hoje (20), com a criação de um grupo de trabalho pelo Banco Central (BC) para discutir a eventual emissão da CBDC (moeda digital do Banco Central, na sigla em inglês).

O grupo de trabalho terá como objetivo propor um modelo de emissão de moeda digital que identifique riscos, garantindo a segurança cibernética, a proteção dos dados e o respeito às normas e às regulações do BC. A CBDC, informou o Banco Central, precisa preservar a estabilidade financeira e assegurar a condução das políticas monetária e econômica.

Em nota, o BC informou que uma eventual moeda digital não faria concorrência ao real, mas seria uma nova forma de representação da atual moeda, tendo garantia do governo e estando sujeita à política monetária, tendo a circulação diminuída quando os juros sobem e elevada quando as taxas caem. Diferentemente de criptomoedas, como o bitcoin, a CBDC circularia com garantia do governo.

Pix

O grupo de trabalho também analisará possíveis benefícios complementares que a moeda digital introduziria ao Pix, nova plataforma de pagamentos instantâneos que funcionará a partir de 16 de novembro. “Essa nova forma de moeda pode provocar mudanças substanciais no sistema financeiro nacional”, informou a autoridade monetária.

Para o Banco Central, uma das possíveis vantagens da CBDS está no aprimoramento das transações comerciais entre as pessoas e mesmo entre os países. “O estudo irá comparar os potenciais benefícios de uma CBDC no aprimoramento do bem-estar e na preservação da cidadania financeira de sua sociedade com os riscos inerentes dessa nova forma de pagamento”, informou a nota do BC.

Edição: Aline Leal

 

Apenas quatro dias separam o término da temporada 2020 e o início dos campeonatos estaduais de 2021. O curto intervalo foi a saída encontrada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para reorganizar o futebol nacional do próximo ano, sem que ele respingue em 2022. Mesmo que a pandemia do novo coronavírus (covid-19) seja controlada no país, o calendário já foi impactado, podendo, inclusive, complicar os clubes em quase metade do Campeonato Brasileiro, por coincidir com o cronograma da seleção brasileira, também apertado.

A última rodada da Série A de 2020 está marcada para 24 de fevereiro do ano que vem. Há uma semana, em entrevista à Agência Brasil, o presidente da Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf), Felipe Augusto Leite, revelou que a 28ª rodada do Brasileirão deste ano, inicialmente marcada para 3 de janeiro de 2021, já havia sido adiada para os dias 6 e 7 do mesmo mês, de forma que os jogadores pudessem ter período de descanso ainda nesta temporada.

O cronograma de 2021 começa a valer no dia 28 de fevereiro, para a primeira das 16 datas que a CBF reservou aos torneios estaduais, cujos términos serão até 23 de maio. Nesse intervalo, estão previstas a Supercopa do Brasil - jogo único -, e o início da Copa do Brasil, ambas em 10 de março. A final do torneio nacional - mata-mata - foi agendada para 27 de outubro.

Nas duas partidas das oitavas de final e no jogo de ida das semifinais da Copa do Brasil, os clubes poderão ser desfalcados pelos compromissos da seleção brasileira nas eliminatórias para a Copa do Mundo. A disputa por um lugar no Mundial do Catar 2022 também impactará duas rodadas dos Estaduais. Mas, é no Campeonato Brasileiro que os times devem ter mais problemas, já que 18 das 38 datas serão em períodos em que seus atletas podem estar sob comando de Tite.

São nove datas com partidas das eliminatórias e outras nove com a Copa América, entre 11 de junho e 11 de julho de 2021. Para ter dimensão, na última convocação do Brasil, em 6 de março deste ano, para duelos com Bolívia e Peru - que foram adiados em meio à pandemia - havia sete atletas que atuavam em território nacional. 

Vale lembrar, ainda, que entre 23 de julho e 8 de agosto, ocorre a Olimpíada de Tóquio (Japão). Por não ser um evento em data Fifa, a liberação dos jogadores não é obrigatória. Na lista final do técnico da Seleção sub-23, André Jardine, para o Pré-Olímpico em janeiro deste ano foram chamados 17 jogadores que atuavam no Brasil. Seis deles - o lateral Caio Henrique, o zagueiro Robson Bambu, o meia Bruno Guimarães e os atacantes Reinier, Antony e Pedrinho - foram para a Europa, onde os clubes são menos suscetíveis a ceder os atletas para os Jogos.

A Série A do Brasileirão 2021 está marcada para começar em 30 de maio, junto com a terceira e da quarta divisões. A Série B começa um dia antes. O calendário segue até 5 de dezembro, com a última rodada da elite do futebol nacional. As férias terão início no dia seguinte.  O cronograma ainda pode ser atualizado, pois a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) não divulgou as datas da competições continentais em 2021.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

Por Lincoln Chaves - Repórter da TV Brasil e Rádio Nacional - Rio de Janeiro

Sabemos que a saúde bucal é um assunto muito importante durante a gravidez, dado o fato de que acompanhamento com dentista também faz parte do pré-natal obrigatório. 

Contudo, nem todos os procedimentos são indicados durante a gestação. Por isso, consultamos especialistas no assunto para entender se grávida pode fazer clareamento dos dentes ou não. Entenda!

Como é feito o clareamento dental

Como o nome já diz, o procedimento é utilizado para tornar os dentes mais claros e brancos, recuperando sua cor original que é perdida ao decorrer dos anos por diversos fatores.

Segundo a cirurgiã dentista Natália Sartoretto, o clareamento dental por ser feito de duas formas: no consultório pelo especialista ou em casa pelo próprio paciente.

"A técnica feita no consultório, na minha opinião, é sempre mais segura, pois o profissional está acompanhado de perto e está preparado para lidar com a situação", afirma a especialista.

Em ambos os tipos, a quantidade e concentração do gel clareador usado no procedimento devem ser orientadas por um profissional capacitado após avaliação completa.

"Durante a técnica, substâncias a base de peróxido de hidrogênio e carbamida são utilizadas para entrar em contato com as moléculas responsáveis pela coloração do dente na superfície, convertendo-as em moléculas menores na estrutura dental", explica o dentista Edmilson Pelarigo.

Clareamento dental em grávidas: pode ou não?

Muito se fala sobre o tema, mas ainda não existem evidências científicas que comprovem o risco do procedimento para gestantes e seus bebês.

Portanto, partindo desse princípio, o mais seguro é não fazer clareamento dental em grávidas na gestação, nem mesmo durante o período de amamentação. Assim como outros procedimentos estéticos, a técnica deve ser adiada.

Por outro lado, grávidas podem e devem fazer tratamentos dentários em casos de real necessidade, como cáries e canal, a fim de evitar qualquer foco de infecção.

 

Bons hábitos

De acordo com a estomatologista Juliana Brasil, bons hábitos de higiene bucal são ainda mais essenciais durante esse período da vida de uma mulher. "O importante é prevenção sempre. Uma boa saúde oral refletirá em uma gestação saudável", completou a profissional.

Por fim, informar-se adequadamente é uma das formas mais eficazes de garantir uma gestação saudável e criar boas memórias para a vida inteira. Sempre consulte um dentista e ginecologista para tomar decisões de forma consciente.

Escrito por Redação Minha Vida

O Governo Municipal, através da Secretaria de Saúde, Vigilância Epidemiológica e SAE reiniciaram essa semana os trabalhos de testagem da comunidade, a fim de identificar possíveis casos de Covid-19 e também assegurar a saúde de todos, principalmente dos trabalhadores do comércio.

Para tanto, na tarde desta quinta-feira (20), as equipes realizaram 300 testes rápidos aleatórios, iniciando nos estabelecimentos comerciais localizados na Linha Divisória, no Fortim seguindo pela Avenida João Pessoa.

Durante a semana a Vigilância Epidemiológica realizou 53 testes no DAE, 50 na Polícia Civil, 62 na Secretaria da Fazenda e 22 no IGP, onde apenas um apresentou resultado positivo. Até o momento na Linha Divisória foram realizados 72 testes todos com resultado negativo.

O Governo Municipal e as equipes de saúde orientam que a comunidade siga adotando as medidas de proteção, utilizando máscara regularmente, fazendo uso do álcool gel, lavando as mãos com água e sabão e mantendo o distanciamento social.

https://www.facebook.com/preflivramento

O Ministério da Educação (MEC) informou que vai disponibilizar acesso à internet para alunos de universidades e de institutos federais em situação de vulnerabilidade social, para que possam acompanhar as aulas durante o período de isolamento social adotado para evitar a disseminação do novo coronavírus.

A princípio serão beneficiados 400 mil alunos com renda familiar inferior a meio salário-mínimo, mas a ideia é que esse número chegue a 900 mil alunos cuja renda familiar seja de até 1,5 salário-mínimo.

A medida foi anunciada hoje (17) em coletiva de imprensa online. De acordo com o MEC, a expectativa é de que a benefício abranja 797 municípios com campi de Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) e Institutos Federais (IF).

Ao fazer o anúncio, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse que a demora para se implementar a medida, após cinco meses de isolamento em decorrência da pandemia do novo coronavírus, se deve à burocracia interna do Estado.

Aos 400 mil alunos com renda familiar de até meio salário-mínimo serão disponibilizados bônus de dados móveis que serão gerenciados pela instituição de ensino. Eles terão validade de 90 dias e os créditos serão de 10 gigabytes a 40 gigabytes. Há também a possibilidade de fornecimento de pacotes de dados móveis por meio de chips pré-pagos, que terão validade de 30 dias e créditos de dados que variam de 5 gigabytes a 40 gigabytes.

Ainda segundo a pasta, a solução encontrada “demonstra a viabilidade para um modelo de inclusão nos domicílios de alunos e professores em bandas larga fixa e móvel a partir de 2021”.

Edição: Aline Leal

 

Por Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil - Brasília

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, se reuniu hoje (17) com o ministro dos Transportes e Obras Públicas do Uruguai, Luís Alberto Héber, para discutir a realização de obras para integração das fronteiras.

Após a audiência virtual, ficou definido que o Brasil irá realizar uma licitação para construção de uma nova ponte no Rio Jaguarão, que divide os dois países, no Rio Grande do Sul, e serão iniciados os estudos de dragagem e sinalização da hidrovia Brasil-Uruguai.

Segundo o ministério, a ponte terá o custo de R$ 150 milhões e a expectativa é que a licitação seja concluída neste ano. Também está prevista a restauração da Ponte Barão de Mauá, cujo anteprojeto de melhorias já foi aprovado.

As obras de dragagem e de sinalização da hidrovia devem permitir o escoamento da safra de arroz do norte do Uruguai para o porto de Rio Grande (RS). A licença ambiental foi solicitada ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), e as licitações devem ocorrer no ano que vem.

De acordo com o ministro, a integração com outros países parceiros do Brasil também será buscada. “Hoje foi dado um excelente passo nas relações entre Uruguai e Brasil com a integração das agendas de infraestrutura em ambos os países. A partir de agora vamos chamar os outros países parceiros, como Argentina e Paraguai, para estabelecer as metas para que essa agenda possa ser efetivada e fortalecer a economia nas nossas fronteiras”, afirmou.

Edição: Maria Claudia

 

A 15ª rodada do Distanciamento Controlado traz 14 regiões com risco epidemiológico alto – configurando o mapa definitivo mais vermelho desde que o modelo foi implementado, em maio. A divulgação foi feita nesta segunda-feira (17/8) pelo governador Eduardo Leite em transmissão pelas redes sociais. As bandeiras ficam vigentes a partir da 0h desta terça (18/8) até as 23h59 da próxima segunda-feira (24/8).

Antes de falar sobre o resultado da análise dos recursos e dos protocolos regionais alternativos, o governador lembrou que o Rio Grande do Sul completou cinco meses desde o primeiro caso positivo de coronavírus (em 10 de março).

“Nesse período, fizemos uma ampliação da oferta de leitos SUS que representa praticamente tudo que se fez ao longo da história até então no Estado. Em décadas de SUS foram criados 933. Agora, já temos mais de 1,9 mil leitos SUS. Mesmo com toda essa expansão de leitos, metade deles são ocupados por pacientes confirmados ou suspeitos de Covid-19. Isso faz com que a gente renove o pedido para que essa doença se dissemine com menor velocidade. Não há notícia de falta de atendimento no Estado, e isso é uma vitória coletiva, da ação de governo e da comunidade gaúcha que está cumprindo os protocolos”, avaliou Leite.

Divulgado na última sexta-feira (14/8), o mapa preliminar da 15ª rodada classificou 16 regiões como de alto risco epidemiológico. Depois de análise dos 28 pedidos de reconsideração enviados por municípios e associações regionais, o Gabinete de Crise acatou o recurso de duas regiões, resultando em sete bandeiras laranjas (risco médio) e 14 vermelhas.

O mapa definitivo – com 14 regiões em bandeira vermelha e sete em laranja –, mais a classificação de todas as áreas e os respectivos protocolos recomendados podem ser acessados em https://distanciamentocontrolado.rs.gov.br.

O governo do Estado aceitou os pedidos de reconsideração das associações regionais de Caxias do Sul e Erechim. Contudo, o Gabinete de Crise indeferiu os recursos apresentados pelas regiões de Taquara, Passo Fundo, Guaíba, Santo Ângelo, Cruz Alta, Ijuí e Santa Rosa, que permanecem em bandeira vermelha por terem apresentado alto nível de ocupação dos leitos e de propagação do vírus.

Os sete se somam a Canoas, Novo Hamburgo, Pelotas, Palmeira das Missões, Uruguaiana, Porto Alegre e Capão da Canoa, que já estavam em vermelho, e seus representantes não apresentaram pedido de reconsideração. (Veja, ao final do texto, as justificativas para cada recurso.)

DC semana15 regiões após recursos

Regra 0-0

Depois da análise de recursos, o Estado ficou com 315 municípios sob bandeira vermelha, o que corresponde a 72,9% da população gaúcha (8.253.152 habitantes). Desse total, 147 municípios não tiveram registro de hospitalização e óbito por Covid-19 de morador nos 14 dias anteriores ao levantamento – equivalente a 7% da população gaúcha (786.793 habitantes).

As prefeituras dessas cidades se adequam à chamada Regra 0-0 e podem, portanto, adotar protocolos previstos na bandeira laranja por meio de regulamento próprio. Basta que mantenham atualizados os registros nos sistemas oficiais e adotem, por meio de decreto, regulamento próprio, com protocolos para as atividades previstas na bandeira laranja.

° Clique aqui e acesse a lista de municípios na Regra 0-0.

Cogestão

Desde a publicação do decreto que oficializou o acordo do Estado com a Federação das Associações de Municípios (Famurs) para a gestão compartilhada do modelo de Distanciamento Controlado, na terça-feira (11/8), municípios e associações regionais têm uma nova alternativa para contestar a classificação de risco definida pelo Gabinete de Crise.

Agora, além de submeter pedido de reconsideração ao mapa preliminar, as regiões Covid que quiserem adotar protocolos menos restritivos à bandeira na qual estão classificados, mas no mínimo iguais à bandeira anterior, poderão elaborar planos estruturados próprios aprovados por pelo menos dois terços dos prefeitos e avalizados por equipe técnica. A adoção de protocolos alternativos não muda as cores da bandeira do mapa divulgado nesta segunda (17/8).

“O papel do Estado é emitir esse alerta para as próprias regiões sobre os riscos que temos. Temos uma situação de estabilização de internações, mas em um patamar muito alto, porque os dados se mantêm em um nível de alerta de risco na bandeira vermelha. Até aqui, estabelecíamos de forma impositiva (os protocolos para cada bandeira) para passarmos pelo momento mais crítico que era projetado, especialmente em julho, quando parece ter sido o nosso pico. Agora, as restrições podem ser menos rígidas, com cogestão das regiões e municípios, mas o Estado mantém o alerta aos prefeitos e à sociedade sobre o nível de risco que estamos enfrentando”, acrescentou o governador.

O plano regional só é válido se houver medidas de proteção à saúde pública com embasamento científico, com critérios epidemiológicos e sanitários e deve ser assinado por responsável técnico, médico ou profissional da vigilância em saúde, com mais de dois anos de atuação.

Os municípios que quiserem aderir à cogestão devem informar o conteúdo do plano, os protocolos, os pareceres técnicos e uma planilha comparativa com os protocolos do Estado e publicados no site da prefeitura 24 horas antes de entrarem em vigor.

Até o momento, os protocolos regionais já estão valendo para as regiões de Taquara, Novo Hamburgo, Canoas e Pelotas. O plano de prevenção e de enfrentamento à pandemia da região de Passo Fundo ainda está em análise.

Para conferir os planos de cada região, acesse https://planejamento.rs.gov.br/cogestao-regional.

Mudanças em protocolos

Durante a transmissão, o governador anunciou, ainda, mudanças em protocolos sugeridos pelo Estado para algumas bandeiras. A seguir, veja o que mudou:

Indústria (derivados do petróleo, químicos e borracha e plástico): ampliação do teto de operação na bandeira preta.

Missas e serviços religiosos: na bandeira vermelha, o teto de ocupação pode ser de no máximo de 30 pessoas ou o máximo de 10% da capacidade de público.

Competições esportivas e treinos de atletas profissionais: ficam permitidas nas bandeiras amarela e laranja, exclusivo para atletas e equipes, sem a presença de público, mediante aprovação do município sede e do atendimento da Nota Informativa 18 COE/SES-RS e demais protocolos obrigatórios do Distanciamento Controlado.

RECURSOS DEFERIDOS

REGIÕES (2)
Caxias do Sul: redução no número de óbitos na semana na região, que havia sido de 39 há duas semanas, reduziu para 32 na semana anterior e, nesta, foi de 27 óbitos. Também houve melhora no indicador de casos ativos e recuperados, que baixou pela segunda semana consecutiva. Tanto na macrorregião como na microrregião de Caxias do Sul os números de internados em leitos de UTI e leitos clínicos por Covid-19 caíram, enquanto houve estabilidade no total de internados por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O ponto de atenção é quanto ao número de hospitalizações de pacientes confirmados para Covid-19, que é compensado pelo aumento da oferta de leitos, mas merece alerta. O conjunto de dados fez com que se permitisse que a região pudesse adotar os protocolos da bandeira laranja.

Erechim: observou-se que, das 12 hospitalizações há duas semanas, o número subiu para 18 e depois caiu para 14 – redução de 22% entre as duas semanas. O número de óbitos na região também teve variação semelhante (de dois para cinco e, novamente, dois). O número de hospitalizações proporcionalmente à população havia subido para 7,5% e vinha crescendo, mas retornou à 5,83%. A proporção de casos ativos para recuperados também apresentou redução, assim como outros indicadores da macrorregião.

MUNICÍPIOS (4)
Entre-Ijuís (região de Santo Ângelo - registro de hospitalização)
Cerro Largo (região de Santo Ângelo - registro de hospitalização e óbito)
Salvador do Sul (região de Canoas - registro de hospitalização)
Constantina (região de Palmeira das Missões - registro de hospitalização)

RECURSOS INDEFERIDOS

REGIÕES (7)
Taquara (em cogestão)
Passo Fundo (pendente cogestão)
Guaíba
Santo Ângelo (município fez pedido para a região)
Cruz Alta
Ijuí
Santa Rosa

NÃO ENVIARAM RECURSO (7)
Canoas (em cogestão)
Novo Hamburgo (em cogestão)
Pelotas (em cogestão)
Palmeira das Missões
Uruguaiana
Porto Alegre
Capão da Canoa

REGIÕES EM COGESTÃO (4)
Canoas
Taquara
Novo Hamburgo
Pelotas
Passo Fundo (pendente)

° Clique aqui e acesso o levantamento da 15ª rodada do Distanciamento Controlado atualizado após as reconsiderações.

Texto: Suzy Scarton e Vanessa Kannenberg
Edição: Marcelo Flach/Secom

Não houve distribuição de medalhas no Open de natação de Loulé, em Portugal. Se tivesse, o Brasil encerraria a primeira competição internacional da modalidade, desde o começo da pandemia do novo coronavírus (covid-19), com 18 condecorações. Neste domingo (16), último dia do evento, seis atletas ficaram entre os três primeiros de suas provas individuais.

O destaque foi o desempenho nos 100 metros livre masculino, em que o Brasil teve os cinco primeiros. Pedro Spajari, com 49s44 , chegou em primeiro, seguido por Breno Correia e Marco Antônio Ferreira Júnior, que empataram na segunda posição, com 50s05. Marcelo Chierighini, dois centésimos atrás de Breno e Marco Antônio, e Gabriel Santos, a cinco centésimos da dupla, vieram na sequência.

A natação brasileira também teve o melhor de domingo nas provas de 100 metros borboleta, com Leonardo Santos, e 50 metros peito, com Felipe França. Os dois também integraram a equipe que fez o segundo melhor tempo do revezamento 4x100 m medley, com Guilherme Guido e Breno Correia. Já entre as mulheres, Viviane Jungblut foi a segunda nos 1.500 metros livre, com 16min27s31.

Os atletas fazem parte da Missão Europa, do Comitê Olímpico do Brasil (COB), que levou esportistas classificados para a Olimpíada de Tóquio (Japão) ou com chances de classificação, para treinos em Portugal, onde a covid-19 está mais controlada. A delegação está concentrada em Rio Maior, a 257 quilômetros de Loulé.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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