Gisnei

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A maior feira agropecuária da América Latina não vai passar em branco no calendário deste ano. Pelo contrário. Lançada nesta segunda-feira (31/8) com o nome de Expointer 2020 Digital, esta edição, que ocorrerá de 26 de setembro a 4 de outubro, promete ser lembrada como o maior e mais moderno evento do agronegócio em plataformas digitais já realizado do Brasil.

O formato inovador foi apresentado em transmissão ao vivo nas redes sociais com participação do governador Eduardo Leite e do titular da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Covatti Filho, além da presença, por vídeo, dos secretários Marco Aurelio Cardoso (Fazenda), Arita Bergmann (Saúde) e Otomar Vivian (Casa Civil) e de representantes de entidades copromotoras e patrocinadores.

“Quem lida com agronegócio já enfrenta as intempéries e, aliás, começou o ano enfrentando uma grande estiagem, mas estamos aqui hoje, participando de mais uma Expointer, e os produtores celebram as suas próprias façanhas, superando as dificuldades. Agora que a pandemia, infelizmente, não nos permite estarmos juntos no parque Assis Brasil, partimos para o que a tecnologia nos proporciona, que é nos aproximarmos e nos conectarmos virtualmente para que possamos divulgar as nossas potencialidades e celebrar negócios, movimentando a nossa economia a partir do agronegócio”, disse o governador.

Leite destacou, ainda, que esta edição histórica da feira será realizada justamente no ano em que a casa oficial da Expointer, em Esteio, completa 50 anos:

“O Parque de Exposições Assis Brasil que, ao longo dos seus 50 anos, recebeu milhares de visitantes, hoje não recebe visitas, mas vai visitar a cada um através do mundo virtual. E com a ajuda da tecnologia, vai alcançar as diferentes frentes em que a Expointer atua, agricultura familiar, maquinário, inovações e avançada genética, tudo na casa e no escritório de quem lida com agronegócio, a partir da internet. É um esforço louvável de governo, principalmente através do secretário Covatti, de todas as entidades copromotoras e dos produtores gaúchos, digno dos maiores aplausos”, afirmou o governador.

Conforme o secretário da Agricultura, o modelo da Expointer 2020 Digital será híbrido: ao mesmo tempo em que vai oferecer atividades presenciais no parque, respeitando todos os protocolos de saúde e distanciamento social por causa da pandemia, terá transmissão integral e ao vivo em uma plataforma digital exclusiva do evento, disponível em www.expointer.rs.gov.br (o site está em atualização).

“Será a primeira Expointer on-line da história e vai criar novas possibilidades de negócios, ampliando a rede de contatos dos produtores, indústria e todos os demais segmentos do agronegócio”, disse Covatti.

Com ajuda da tecnologia, a Expointer 2020 Digital viabilizará negócios de forma moderna e ágil em âmbito regional, nacional e pelo mundo todo. A exposição de máquinas agrícolas já começou no último final de semana. Segundo o Sindicato da Indústria de Máquinas e Implementos Agrícolas no Estado (Simers), a plataforma on-line criada pela entidade (www expointerdigitalagro.com.br) já recebeu mais de 4 mil clientes e com origem em 10 países além do Brasil. 

As atividades tradicionais da Expointer, como competições, entre as quais o Freio de Ouro, apresentações e leilões, serão realizadas de forma presencial, sem a participação de público visitante e observando os protocolos de saúde, mas transmitidas integralmente pela internet.

"É uma das únicas feiras da América Latina que se realizará com todos os cuidados sem presença de público neste ano de 2020. É um formato seguro que mostra a força e a pujança da Expointer e de todos que fazem o evento. Afinal, é muito mais do que uma exposição agropecuária, é um patrimônio do RS", pontuou Leonardo Lamachia, presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac).

Um dos espaços oficiais mais visitados da feira, o Pavilhão da Agricultura Familiar também terá inovação. Os agricultores poderão expor seus produtos no local, mas gerar negócios em vendas on-line e em salas de negociação. Com uma vitrine que extrapola o espaço do Assis Brasil, os clientes poderão ir buscar seus produtos no parque, em um sistema inovador de drive-thru, sem sair do carro, ou pedir tele-entrega.

"A Expointer Digital nunca vai substituir o contato pessoal no parque e o aperto de mão por celebrar um negócio, mas tenho certeza que será um sucesso e em 2021 vai se agregar ao formato presencial, multiplicando a força e o potencial da nossa feira", afirmou o prefeito de Esteio, Leonardo Pascoal.

A seguir, veja alguns dos recursos inéditos da Expointer Digital, disponíveis no site:

QUATRO CANAIS DE TV WEB
Desenvolvida exclusivamente para a Expointer 2020, a plataforma de transmissão ao vivo do evento conta com quatro canais de TV web, que exibirão todos os conteúdos de interesse dos produtores e a programação dos nove dias da exposição.

Canal Expointer Digital: vai exibir toda a programação, com as provas técnicas, leilões, agendas de acontecimentos, debates, entrevistas e muita informação para quem vive o agronegócio e também para o público em geral (que este ano não terá acesso ao parque por causa da pandemia), em conteúdos também veiculados em telejornais e boletins produzidos por equipes de reportagem.

Canal do Agro: envolverá o universo do agronegócio em todas as suas nuances, mostrando as novidades tecnológicas, o contexto do plantio, dos maquinários e implementos agrícolas, dos mercados, a pesquisa e os avanços científicos ligados ao mundo rural.

Canal da Pecuária: abordará tudo que envolve a criação das raças exibidas na Expointer, com participação de produtores e especialistas ligados ao segmento. Além dos animais expostos na feira, o canal exibirá leilões, lançamentos, provas técnicas e de morfologia, competições e outras atividades, com muita informação em debates e entrevistas voltados para os produtores.

Canal Shows: exibirá as apresentações artísticas da programação da feira, em lives com dezenas de grupos musicais.

PORTAL EXPOINTER DIGITAL 2020

Para exposição das marcas e viabilização dos negócios, foram criados espaços exclusivos em três modelos: ouro, prata e padrão.

Modelo ouro
Possibilitará ao expositor funcionalidades como grade de programação com dia, horários e temas de programas com veiculação nos canais de TV web da feira. Haverá salas de negociação, com atendimento de clientes via videocall e possibilidade de agendamento de reunião. Os visitantes poderão falar também via chat com um consultor, além de outro espaço exclusivo de bate-papo para conteúdos do expositor em formato webinar ou reunião, como nas plataformas Zoom ou Meet.
Os visitantes poderão, ainda, aproveitar um espaço para transmissão de lives próprias ao vivo ou gravadas, com conteúdos restritos, exclusivos para com acesso através de vouchers enviados pela própria ferramenta.
O produtor ou marca expositora terá também espaço dedicado à apresentação de produtos e serviços com cliques para suas páginas de seus sites, e a agenda de conteúdos do seu canal próprio de bate-papo.

Modelo prata
Terá praticamente todas as funcionalidades do Ouro, como a grade de programação dos canais da Expointer 2020 Digital. As Salas de Negociação e do Fale com o Consultor. Playlist própria e conteúdos em destaque, que podem ser ao vivo ou gravados, e ainda espaço dedicado à apresentação de produtos, com links às paginas em seu site.

Modelo padrão
O estande padrão vem com funcionalidades como o Fale com o Consultor, conteúdo em destaque, ao vivo ou gravado, e também espaço para produtos e serviços lincados às páginas de seu site.
Para as associações e criadores de raças, a Expointer 2020 Digital planejou, além das transmissões de leilões, provas técnicas e provas de morfologia ao vivo no Canal da Pecuária, a catalogação dos animais não rematados e suas fichas técnicas, com clique para atendimento via WhatsApp para possíveis negociações direta entre interessado e o representante do animal.

EXPOSIÇÃO E COMÉRCIO DA AGRICULTURA FAMILIAR
Além de um espaço físico especial no parque, os pequenos produtores de estrutura familiar terão um ambiente virtual de negócios na plataforma. Lá estarão seus produtos organizados e expostos com fácil visualização, podendo viabilizar negócios com pedidos de compra via WhatsApp com possibilidade de entrega em domicílio (tele-entrega) ou busca no parque (pegue-leve).

Respeitando as regras de distanciamento social, foi montada uma estrutura tipo drive-thru para que os compradores retirem seus produtos sem sair dos carros e sem contato físico com os entregadores.

ESPAÇOS PARA MÍDIA
A plataforma da Expointer 2020 Digital oferece também um recurso exclusivo para as empresas de comunicação, que darão link direto para suas programações em seus sites ou canais de transmissão.

INDÚSTRIA DE MÁQUINAS
Neste ano, não haverá exposição de máquinas e implementos agrícolas, mas o setor também terá espaço na Expointer 2020 Digital para comercialização e lançamento de seus produtos. A exposição virtual organizada pelo Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers) já começou no último sábado (29/8).

No portal, produtores rurais podem se conectar com vendedores de máquinas e implementos de forma fácil sem sair de casa. As vendas pela plataforma seguem até o dia 6 de setembro. Depois, o endereço continuará disponível, com os contatos das empresas.

Ao lado do governo do Estado, as entidades copromotoras da Expointer são Farsul, Febrac, Fetag, Ocergs e Simers, além da prefeitura de Esteio.

Texto: Vanessa Kannenberg
Edição: Marcelo Flach/Secom

O Governo Municipal informa que a região Fronteira Oeste, a qual Livramento pertence, continua na bandeira laranja de acordo com o mapa de distanciamento controlado divulgado na noite desta sexta-feira(28), pelo Governo do Estado.

Com isso, seguem valendo as medidas adotadas no último Decreto Municipal.

Reforçamos o pedido para que a comunidade continue colaborando com as autoridades de saúde, utilizando máscaras regularmente, lavando as mãos com água e sabão, utilizando álcool gel e mantendo o distanciamento social.

O mercado de trabalho brasileiro mostra sinais de estabilidade, com algum viés de recuperação, ainda que de forma discreta, após o tombo causado pelos efeitos econômicos da pandemia. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (28), em boletim do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Covid-19) referente à semana de 2 a 8 de agosto.

Segundo a Carta de Conjuntura do Ipea, ainda que não seja possível notar uma reação mais robusta do mercado de trabalho, a simples estabilidade nos índices já pode apontar que houve uma interrupção na tendência de queda, que vinha se mostrando desde o mês de março, notadamente a partir de maio e junho, quando houve o pico da pandemia principalmente no Rio de Janeiro e São Paulo.

A taxa de desocupação foi de 13,3% na semana de referência, próxima da média de julho, de 13,1%. O nível da ocupação também apresentou estabilidade em relação ao mês anterior, situando-se em 47,9%, nível idêntico à média de julho.

“O nível de ocupação costuma reagir aos movimentos do nível de atividade de forma defasada. Assim, o recuo da população ocupada observado em junho e julho teria refletido a forte retração da atividade econômica observada no início da pandemia, e sua estabilidade no período mais recente já poderia ser interpretada como reflexo da melhora dos indicadores econômicos a partir de maio”, destacaram os técnicos do Ipea.

Segundo eles, se não houver piora das condições sanitárias associadas à pandemia, o que poderia levar a novas restrições ao funcionamento das atividades econômicas, “seria razoável esperar que o nível de ocupação passasse a recuperar-se gradualmente nos próximos meses”.

Ainda assim, mesmo que a evolução favorável da pandemia possa levar ao processo de retorno gradual a algum tipo de normalidade no funcionamento da economia, os efeitos adversos da crise no mercado de trabalho, de acordo com o Ipea, tendem a persistir durante algum tempo.

“Em particular, é razoável imaginar que, nos próximos meses, a taxa de desocupação se mantenha em um patamar elevado, podendo até vir a oscilar para cima, pressionada pelo movimento de retorno à força de trabalho de uma parcela de trabalhadores que, amparada pelo recebimento do auxílio emergencial, deixou de procurar emprego por conta da crise e do distanciamento social”, salientou o instituto na Carta de Conjuntura.

De acordo com o Ipea, é razoável esperar que, com a continuidade do processo de recuperação do nível de atividade econômica, o nível de ocupação passe a recuperar-se nos próximos meses, mas a taxa de desocupação se mantenha em um patamar elevado, pressionada pelo movimento de retorno à força de trabalho de pessoas que deixaram de procurar emprego por conta da crise e do distanciamento social.

“Os resultados recentes da Pnad Covid-19 sugerem que esse movimento ainda não começou de forma significativa. De fato, o número de pessoas não ocupadas que não procuraram emprego por conta da pandemia, mas gostariam de trabalhar, permaneceu elevado (18,3 milhões), apesar da queda em comparação com a média de julho (18,9 milhões)”, ressaltou o Ipea.

De qualquer forma, a redução, na margem, do contingente de pessoas fora da força de trabalho que gostariam de trabalhar, mas não procuraram emprego por conta da pandemia, é um dos indícios que sinalizam o retorno gradual a algum tipo de “normalidade” no mercado de trabalho.

“Outro sinal nesse sentido é fornecido pelo número de pessoas ocupadas, mas temporariamente afastadas do trabalho devido ao distanciamento social, que continuou a trajetória de queda observada desde o início da pesquisa. Na primeira semana de agosto, esse indicador atingiu 4,7 milhões de pessoas, abaixo da média de julho, que foi de 6,8 milhões de pessoas.

Edição: Liliane Farias

A Caixa credita nesta segunda-feira (31) o saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para os trabalhadores nascidos em setembro. 

Apesar de a Medida Provisória 946, que instituiu o saque emergencial, ter perdido a validade, a Caixa manteve o calendário de saques, com base no princípio da segurança jurídica. Ao todo, o governo pretende injetar R$ 37,8 bilhões na economia, beneficiando cerca de 60 milhões de pessoas.

Nesta fase, o dinheiro poderá ser movimentado apenas por meio do aplicativo Caixa Tem. A ferramenta permite o pagamento de boletos (água, luz, telefone), compras com cartão de débito virtual em sites e compras com código QR (versão avançada de código de barras) em maquininhas de cartão de lojas parceiras com débito instantâneo do saldo da poupança digital.

O pagamento será feito na conta poupança social digital. O saque em dinheiro estará disponível somente em 31 de outubro.

O valor do saque emergencial é de até R$ 1.045, considerando a soma dos saldos de todas as contas ativas ou inativas com saldo no FGTS.

Orientações

A Caixa orienta os trabalhadores a verificar o valor do saque e a data do crédito nos canais de atendimento eletrônico do banco: aplicativo FGTS e telefone 111. Caso o trabalhador tenha direito ao saque emergencial, mas não teve a conta poupança digital aberta automaticamente, deverá acessar o aplicativo FGTS para complementar os dados e receber o dinheiro.

O banco alerta que não envia mensagens com pedido de senhas, dados ou informações pessoais. Também não envia links nem pede confirmação de dispositivo ou acesso à conta por e-mail, SMS ou WhatsApp.

Cancelamento do crédito automático

O trabalhador poderá indicar que não deseja receber o saque emergencial do FGTS até dez dias antes do início do seu calendário de crédito na conta poupança social digital, para que sua conta do FGTS não seja debitada.

Caso o crédito dos valores tenha sido feito na poupança social digital do trabalhador e essa conta não seja movimentada até 30 de novembro de 2020, os valores corrigidos serão retornados à conta do FGTS.

Edição: Fernando Fraga

A tarde deste domingo foi de emoção para os gremistas espalhados pelo mundo. Após vencer o Caxias no jogo de ida, por 2 a 0, o Tricolor acabou superado pela equipe da serra por 2 a 1, na Arena. Mas no placar agregado de 3 a 2, deu Grêmio, que com o resultado, levantou a taça de Campeão Gaúcho 2020, quebrando mais um recorde: a conquista em sequência do tricampeonato, fato que não acontecia desde 1987. 

O técnico Renato Portaluppi escalou sua equipe com força máxima, dentro dos atletas que estavam à disposição. Em campo, colocou Vanderlei, Victor Ferraz, Geromel, Kannemann, Cortez, Darlan, Lucas Silva, Jean Pyerre, Alisson, Éverton e Diego Souza. E logo nos minutos iniciais mostrou ofensividade. Aos 4’ ameaçou com Jean Pyerre, que cobrou uma falta da meia esquerda, colocando na pequena área, mas a defesa Grená afastou pela linha de fundo.

Mas não demorou para ser efetivo. Com 14 minutos de bola rolando, os gremistas abriram o placar com um golaço de Diego Souza. A jogada começou com um cruzamento da direita na área, em que Everton recebeu e acertou a trave. No rebote, Diego apareceu e estufou as redes, colocando o Grêmio na frente no marcador.

O Caxias tentou descontar com Diogo Oliveira, que recebeu e chutou a gol, mas a bola saiu à esquerda da meta defendida por Vanderlei. O Tricolor se manteve no ataque e levou novamente perigo aos 18’, com um chute forte de Jean Pyerre, de fora da área, que obrigou Marcelo Pitol a se esticar para tentar a defesa, mas a bola saiu à direita do gol.

Passada metade da etapa inicial, os visitantes tentaram com Claudinho, que recebeu na esquerda, saiu em velocidade, passando pela marcação até chutar cruzado. A bola veio com perigo, mas saiu à direita da meta de Vanderlei.

O Caxias conseguiu chegar ao empate aos 42 minutos, quando Ivan fez um cruzamento na pequena área, na cabeça de Laércio, deixando tudo igual na Arena.

O jogo se mostrou mais equilibrado na etapa complementar. Os primeiros a construírem uma jogada de ataque foram os gremistas, que tiveram uma falta da intermediária, de longa distância logo aos 3’. Everton cobrou, mas a bola terminou nas mãos do goleiro Marcelo Pitol.

A equipe da serra conseguiu virar o jogo com Vinicius Baiano aos 9’, que de dentro da área, finalizou. A bola bateu ainda e Kannemann e encobriu o goleiro Vanderlei, colocando o Caxias na frente no placar.

O Grêmio tentou responder com Isaque, aos 14’, quando depois de uma confusão da defesa adversária, pegou a sobra e chutou colocado, mas a bola saiu à esquerda da meta. Na sequência, foi a vez de Darlan chutar e a bola explodir na marcação. No lance, a bola pareceu bater no braço do defensor, mas a arbitragem, após análise do VAR, deu apenas escanteio.

Passados 33 minutos, Alisson recebeu um cruzamento da extrema esquerda e desviou para o gol, mas a bola subiu demais e passou por sobre a meta. Quatro minutos depois, após uma cobrança lateral, a bola chegou a Thiago Neves, que finalizou de primeira, obrigando Pitol a uma boa defesa.

Na reta final, o Caxias ainda pressionou, mas não conseguiu o gol que levaria a partida para os pênaltis.

Com o resultado do placar agregado, o Grêmio é campeão gaúcho, ao superar o Caxias por 3 a 2.

Fotos: Lucas Uebel | Grêmio FBPA

O Governo Municipal, através da Secretaria de Serviços Urbanos, vem desenvolvendo trabalho de manutenção dos canteiros centrais das avenidas da cidade, seguindo cronograma de ações já organizadas pela pasta.

Nesta etapa, as equipes intensificaram os trabalhos no canteiro central da Avenida 24 de Maio, realizando limpeza, corte de grama e pintura do meio-fio em toda extensão da via.

Nos próximos dias, os trabalhos abrangerão outros pontos da cidade, melhorando a infraestrutura de avenidas e ruas da cidade.

A pandemia do novo coronavírus impactou o calendário do futebol brasileiro. E como os principais times não podem, sequer, cogitar mudanças nas fórmulas de disputa das competições, como Brasileirão e Copa do Brasil, porque isso significaria redução de cotas de TV e de premiações, o jeito é se adaptar ao que virá por aí. E o mês de setembro, como diria o amigo Januário de Oliveira, promete ser cruel, muito cruel.

O Brasileirão terá seis rodadas mês que vem. E a Copa Libertadores, que volta, outras três rodadas. No total, nove jogos para Flamengo, Palmeiras, Athletico-PR, São Paulo, Internacional, Grêmio e Santos. E se alguns deles já tropeçam jogando apenas a Série A, como vão estar em outubro?

Aliás, em outubro, muito provavelmente teremos a reta final da Copa do Brasil, que define os classificados para a quarta fase esta semana. E a maratona vai continuar, as disputas vão afunilar com jogos decisivos e mais desgastantes, viagens em sequência e cobranças. E tudo isso em cidades e países diversos, onde a pandemia vive momentos distintos, o que sem dúvida gera ansiedade e dúvidas entre os jogadores e comissões técnicas.

Quem tem time e estrutura para isso? No ano passado, o português Jorge Jesus não poupou os jogadores do Flamengo e teve sucesso na opção. Mas, esse ano, dificilmente um time terá como suportar essa maratona. Até mesmo o Rubro-Negro carioca, mesmo reforçado e com mais alternativas no banco.

O que se pode esperar? Surpresas na classificação? Nos mata-matas da Copa do Brasil? Ou da Libertadores? É bem provável, mas não é garantido. Minha aposta é de que haverá escolhas, e competições priorizadas, como não devia acontecer, mas que este ano, pelo visto, será a única alternativa viável para quem quiser conquistar um título.

“Abraçar o mundo” não é recomendável. Menos ainda em tempos de isolamento social.

Por Sergio du Bocage, apresentador do programa No Mundo da Bola, da TV Brasil.

Edição: Verônica Dalcanal

O Senado aprovou hoje (25), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de número 26 de 2020, que torna permanente o Fundo de Desenvolvimento e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). A PEC foi aprovada por unanimidade e segue para promulgação - prevista para ocorrer em sessão solene do Congresso amanhã (26), às 11h. A aprovação em definitivo da PEC, que já havia passado pela Câmara, ocorre no dia da Educação Infantil.

O Fundeb atende todas as etapas anteriores ao ensino superior e representa 63% do investimento público em educação básica. Os recursos do fundo são destinados às redes estaduais e municipais de educação, conforme o número de alunos matriculados na educação básica.

A proposta aumenta de forma gradativa a participação da União no Fundeb passando dos atuais 10% até chegar, em 2026, a 23%. Isso ampliará o investimento na educação do país. Segundo o relator da matéria no Senado, Flávio Arns (Rede-PR), em 2026 o investimento chegará a R$ 5,5 mil por aluno. Hoje, esse investimento é de R$ 3,6 mil.

O Fundeb foi criado em 2007, substituindo o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), e perderia a validade no final de 2020. Caso o fundo não existisse, o investimento por aluno seria, segundo Arns, em torno de R$ 500.

Aplicação dos recursos

O texto também prevê o chamado Custo Aluno Qualidade (CAQ) - um parâmetro de financiamento educacional - previsto no Plano Nacional de Educação (PNE). Esse parâmetro norteará a aplicação dos recursos educacionais. São considerados itens necessários para oferta de uma boa educação, por exemplo, a formação continuada dos professores, o acesso à internet, a banheiros, à quadra de esportes, a laboratórios e à biblioteca. Entram na conta ainda dinheiro para pagar despesas com conta de luz e água, entre outras.

O CAQ também visa garantir uma jornada de sete a dez horas para os alunos e o piso salarial para todos os profissionais da educação, mas dependerá de regulamentação. “A constitucionalização do CAQ é inovação consentânea com os debates mais avançados em matéria de financiamento da educação”, afirmou Arns em seu relatório.

A proposta traz ainda novos critérios de distribuição dos recursos do fundo. Esses novos critérios ampliarão em 54% o número de redes de ensino beneficiadas pela complementação da União e, consequentemente, o número de alunos atendidos pelo recurso federal. A PEC prevê também a obrigatoriedade de disponibilização de informações e dados contábeis, orçamentários e fiscais por todos os entes federados.

“Assim, cuidemos de nossas crianças, cuidemos de nosso futuro, instituindo um novo Fundeb permanente, financeiramente robusto e com um compromisso solidário dos três níveis federativos no sentido de garantir educação de qualidade a todos”, disse Arns em seu relatório.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

 

Dentre as inúmeras mudanças sociais que surgiram por conta do distanciamento de prevenção a COVID-19, estão os novos horizontes na educação, e consequentemente as mudanças nos métodos e objetivos das avaliações escolares. Como avaliar o aprendizado de um aluno sem estar frente a frente com ele? À que deve servir uma avaliação nesse contexto?

Primeiramente, é o momento de escolas e redes de ensino refletirem sobre o uso da avaliação como mecanismo de reprovação, sobretudo com a pandemia ainda não controlada. Nos Estados Unidos, por exemplo, a cidade de Nova Iorque decidiu que seus alunos não repetirão de ano e a sistemática de notas está dividida em três classificações: "atende aos parâmetros", "precisa melhorar" e "curso em andamento". Alunos identificados nas duas últimas situações passarão por reforço escolar. Já na Itália, a nota final levará em consideração a trajetória escolar do aluno, não apenas o resultado das avaliações deste ano.

No Brasil, o Parecer nº 5/20 do Conselho Nacional de Educação (CNE), homologado em 29 de maio pelo Ministério da Educação (MEC), sinaliza a importância da realização de uma avaliação diagnóstica no retorno das aulas presenciais para que seja possível identificar o "desenvolvimento em relação aos objetivos de aprendizagem e habilidades que se procurou desenvolver com as atividades pedagógicas não presenciais e construir um programa de recuperação, caso necessário, para que todas as crianças possam desenvolver, de forma plena, o que é esperado de cada uma ao fim de seu respectivo ano letivo".

Os debates e encontros virtuais atuais que estão ocorrendo com frequência no setor educacional trazem discussões sobre como os modelos tradicionais de ensino estão se adaptando a esse ano letivo tão atípico. Enquanto aguardamos uma vacina e acompanhamos os planos de retomada das escolas nos diferentes estados brasileiros, os estudantes seguem assistindo aulas à distância. Chama-nos atenção as mudanças que precisaram ser implementadas repentinamente na dinâmica dessas aulas. Nesse novo processo, é natural que muitas dúvidas surjam entre os educadores e as famílias. Os alunos realmente estão aprendendo com as aulas on-line? Quais habilidades e conteúdos deverão ser retrabalhados com uma turma quando as aulas presenciais voltarem? Como identificar e trabalhar as dificuldades individuais de cada aluno?

Durante minha jornada na área da educação, inclusive em sala de aula, onde passei parte da carreira como professor de química, tenho reforçado a necessidade de utilizar a avaliação prioritariamente pelo viés diagnóstico. Agora, mais do que nunca, a defesa dessa abordagem faz todo sentido. A pandemia trouxe a oportunidade de escolas e educadores repensarem suas estratégias pedagógicas. Quando os alunos retornarem às escolas, além de todos os cuidados sanitários e socioemocionais, será preciso realizar uma avaliação diagnóstica que identifique os pontos a melhorar de uma turma ou série, mas que também possibilite estabelecer um olhar personalizado para os alunos. Alguns tiveram mais facilidade de aprender à distância do que outros e isso precisará ser mensurado.

O método clássico de avaliar alunos - por meio de categorização - já vinha sofrendo críticas, mesmo antes do cenário atual. Com o ensino remoto adotado em massa, a utilização compulsória de plataformas tem gerado uma valiosa massa de dados proveniente, principalmente, de atividades avaliativas digitais. A partir de ferramentas elaboradas especificamente para instituições de ensino, esses dados podem ser organizados e analisados adequadamente, convertendo-se em informações relevantes sobre a aprendizagem dos alunos, que servirão como referência para estruturação de ações pedagógicas que respondam às necessidades identificadas.

Alinhado à função diagnóstica da avaliação, trago o exemplo da Evolucional. Somos uma startup de educação que tem como missão gerar dados robustos e informações precisas aos educadores e gestores escolares a respeito da aprendizagem cognitiva dos alunos da escola. Nesse contexto, a avaliação deixa de ser mero instrumento classificatório ou apenas momento de treino para os alunos, e passa a ser uma importante interface de coleta de dados sobre aprendizagem, que deverão ser criteriosamente analisados para tomada de decisão.

O Simulado Enem Online que criamos no início da pandemia, por exemplo, permite com que os alunos continuem se preparando à distância para o exame, ao mesmo tempo em que gera dados para a escola sobre quais competências, habilidades e conteúdos precisam ser melhor trabalhados para que os resultados de aprendizagem sejam otimizados. Por contar com a mesma metodologia do exame oficial - a Teoria de Resposta ao Item (TRI) - cada aluno tem a sua proficiência medida nas diferentes áreas do conhecimento, o que permite a recomendação de atividades personalizadas para alavancagem de desempenho individual.

Os números que atingimos em tão pouco tempo mostram a necessidade latente das escolas em mensurar a aprendizagem cognitiva dos seus alunos, mesmo que de maneira remota: mais de 200.000 mil alunos já realizaram o simulado on-line do Enem durante a pandemia, em mais de 1.700 escolas parceiras da Evolucional em todo o país.

O que mais nos anima entretanto, é o que tem ocorrido com muita frequência após a avaliação. Muitas dessas escolas estão nos procurando para entender como analisar os dados das avaliações minuciosamente e elaborar intervenções e atividades relevantes a partir deles, direcionando os seus esforços e tempo para os pontos que realmente farão a diferença na aprendizagem dos alunos.

Finalmente temos visto a nota na escola deixar de ser o ponto final e se tornar, cada vez mais, o ponto de partida.


Informações à imprensa:
Nyldo Moreira | Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. | 11 980169183
Jorna Ribas | Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

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A Copa do Brasil volta nesta terça-feira (25) com três confrontos válidos pelo jogo de volta da terceira fase. Afogados e Ponte Preta se enfrentam no Estádio Vianão, em Pernambuco, às 16h (horário de Brasília). América-MG e Ferroviária duelam no Independência, às 19h. Para fechar o dia, Fluminense e Figueirense medem forças no Maracanã, às 21h30.

Para a torcida do Figueirense, pode ser a revanche da final da Copa do Brasil de 2007, vencida pelo Tricolor Carioca, além da arrancada para uma nova fase em 2020. Já para o a o Fluminense, vale a afirmação do trabalho de Odair Hellmann, após bons resultados no Campeonato Brasileiro.

Com sete pontos conquistados e ocupando a sétima posição, o Fluminense vem bem no Brasileirão. Apesar da boa fase, o time precisa tirar a vantagem de 1 a 0 do Figueirense na Copa do Brasil. O zagueiro Luccas Claro encara o encontro como a partida do ano e explica qual será a estratégia para passar de fase.

“Sem dúvida é o jogo do ano, o mais importante. É eliminatório, já fomos desclassificados na Sul-Americana, então temos que fazer o nosso melhor para buscar a classificação. Jogando em casa, temos que impor o nosso ritmo, fazer o nosso jogo. Primeiramente, devemos entrar como qualquer outro jogo, buscando a vitória. Nós precisamos de um placar simples, de 1 a 0. É isso que temos que pensar, que nós temos que fazer um gol. Conquistando, a partir daí pensamos no segundo para levar a classificação direta. Porém, nós sabemos da dificuldade que vai ser o jogo. A equipe do Figueirense é qualificada, tanto que nos venceu no primeiro jogo. Temos que fazer o nosso futebol, buscar a vitória pensando primeiramente no primeiro gol para depois pensar no segundo”, disse o zagueiro.

Com a vantagem do empate, o Figueirense espera acabar de vez com a má fase. Depois de ter sido eliminado nas quartas de final do Campeonato Catarinense, a equipe vinha de duas derrotas e um empate na série B do Brasileirão. A vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo-SP, no último sábado (22), fora de casa, retomou a confiança para o confronto contra o Tricolor, como o próprio técnico Marcio Coelho afirma.

“Importantíssimo a gente interromper a sequência de mau resultados, então a vitória dá um respiro, ainda mais para um confronto duríssimo que a gente tem na Copa do Brasil, É outra situação, mas a gente sabe que a confiança já é retomada, então é muito bom a gente ir para esse jogo com uma vitória”.

Se o duelo entre Figueirense e Fluminense está completamente indefinido, o primeiro jogo do retorno da Copa do Brasil tem um favorito. A Ponte Preta pode perder por até dois gols de diferença contra a equipe de Afogados que garante vaga na próxima fase. No jogo de ida, a Macaca venceu por 3 a 0, garantindo a vantagem.

No segundo jogo desta terça (24) pela Copa do Brasil, entre América-MG e Ferroviária, a definição etá aberta: as equipes empataram em 0 a 0 no jogo de ida. Quem vencer, vai para a quarta fase. Qualquer empate leva a partida para os pênaltis. 

Confira AQUI a tabela completa de jogos e a classificação da Copa do Brasil

 

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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