Gisnei

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A Associação e Sindicato Rural de Sant’Ana do Livramento confirmou, nesta semana, a realização da sua 82ª Expofeira, esta que é uma das maiores feiras em faturamento na venda de animais no estado.  

A pandemia trouxe incertezas sobre a realização de feiras agropecuárias em todo o Rio Grande do Sul porém, a Diretoria da Rural de Livramento teve, na última semana, o seu Plano de Contingência aprovado pela Prefeitura Municipal. O documento contém uma série de protocolos, cuidados e ações de prevenção e monitoramento da Covid-19 que serão realizados nos dias do evento. 

Neste ano, a Expofeira será apenas comercial, ou seja, a sua programação será restrita à realização de seis grandes remates que ocorrerão entre os dias 10 e 16 de outubro no Parque de Exposições Augusto Pereira de Carvalho.  

Além de ser uma feira tradicional na venda de animais das raças Braford, Hereford, Angus e Brangus para todo o país, é também muito importante para a economia do município e, principalmente, para a finalização de um ciclo de produção das propriedades santanenses.  

Por isso, segundo o presidente da Associação, Luis Carlos D’Auria Nunes, houve uma união de esforços entre a entidade, os produtores e o Poder Público para que a realização da feira fosse possível. “Sabemos que este ano exigirá muito cuidado e estamos atentos a isso. Os remates, apesar de presenciais, sofrerão restrição de público dentro do nosso Centro de Eventos, mas todos eles contarão com transmissão ao vivo e um telão ao ar livre para que mais pessoas possam acompanhar os leilões. Essa foi a saída que a nossa Diretoria encontrou para poder realizar essa importante feira para os nossos produtores”, comenta.   

A restrição de 30% do público permitido dentro do Centro de Eventos – com mesas respeitando o distanciamento exigido entre elas -,  será apenas uma das medidas adotadas. Outros cuidados serão seguidos como: desinfecção das rodas dos automóveis na entrada do Parque; uma equipe estará realizando a medição de temperatura de todos os ocupantes dos veículos, assim como controle nominal dos visitantes; exigência de uso de máscara em toda a área do Parque; para acessar o Centro de Eventos todas as pessoas precisarão higienizar suas mãos com álcool em gel 70% e passar pelo pedilúvio; entre outros.                  

SERVIÇO - Programação de remates: 

 

10/10 - 14h: Sigma Brangus 

12/10 - 18h: Carcávio e Parceiros 

13/10 - 18h: Bela Vista e Convidados 

14/10 - 18h: São Bento 

15/10 - 18h: Parceria Genética 

16/10 - 18h: Touros da Fronteira          

 

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Megafone - Agência de Comunicação Integrada

Av. João B. Goulart, 1718

Fone: (55) 3241-2626

Sant'Ana do Livramento - RS

Em julho, a atividade industrial continuou em trajetória de recuperação, passando a reverter parte da queda acumulada em março e abril, segundo dados dos Indicadores Industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), apresentados nesta terça-feira (8). Faturamento real, horas trabalhadas na produção e Utilização da Capacidade Instalada (UCI) aumentaram pelo terceiro mês consecutivo.

Segundo o balanço, o faturamento real da indústria aumentou 7,4% em julho, considerando a série dessazonalizada, acumulando alta de 34,5% nos últimos três meses. Com, isso, o faturamento está 1,7% menor que o registrado em fevereiro de 2020, antes da pandemia. As horas trabalhadas na produção aumentaram 4,5% em julho, totalizando uma alta de 20,9% nos últimos três meses. Mesmo assim, o total de horas trabalhadas ainda está 7% abaixo do apurado em fevereiro. O índice de horas trabalhadas na produção encontra-se 7% abaixo do patamar de fevereiro. No acumulado do ano o indicador apresenta queda de 9% em relação a igual período do ano anterior. 

A Utilização da Capacidade Instalada aumentou 2,9 pontos percentuais em julho, um acumulado de 8,8 pontos percentuais nos últimos três meses, saindo de 66,6% para 75,4%. Esse percentual, no entanto, ainda é 3,4% menos do que o registrado em fevereiro, antes da pandemia.

Emprego industrial

No mês passado, o emprego industrial ficou próximo da estabilidade, ao registrar queda de 0,2%. Nos meses anteriores, o emprego havia recuado com mais força: queda de 0,4% em março, 2,1% em abril e 0,6% em maio. Desde fevereiro, o indicador acumula queda de 3,5%. Na comparação do acumulado de 2020 (até julho) com os primeiros sete meses de 2019 o emprego registra queda de 2,6%.

A massa salarial paga aos trabalhadores da indústria caiu 1,7% no mês na série dessazonalizada. A queda ocorre após crescimento de 9,4% em junho, que

havia sido influenciado, segundo a CNI, pelas condições excepcionais de término de alguns acordos de suspensão ou redução da jornada de trabalho e salário. A massa salarial acumulada em 2020 até julho é 6,1% inferior a igual período de 2019.

O rendimento real pago aos trabalhadores da indústria caiu 2,4% em julho, revertendo parcialmente o crescimento do mês anterior, que também tinha sido resultado do fim de parte dos acordos de suspensão e redução de jornada de trabalho e salário. No acumulado do ano de 2020 até julho, o rendimento médio real é 3,6% inferior em relação ao mesmo período de 2019.

Edição: Bruna Saniele

A série A do Brasileirão terá, a partir desta quarta-feira (9), a disputa da nona rodada. Mas só para 11, dos 20 times. E isso porque tivemos uma partida antecipada da 11ª rodada, o que significa que menos da metade dos participantes está com o número de jogos correto. E essa desordem não tem data para terminar, pois a CBF não sabe quando poderá realizar os confrontos adiados.

Eu acho um incômodo. O Atlético-MG, terceiro colocado na tabela, e o Vasco, quarto colocado, poderiam ser os líderes no momento, se estivessem com os mesmos oito jogos que o Internacional, time que aparece em primeiro lugar na tabela. Se prevalecesse o critério utilizado na classificação do Novo Basquete Brasil, por exemplo, o Galo deveria aparecer lá em cima, pois o aproveitamento dele é de 71,4% contra 70,8% do Colorado.

E de quem é a culpa? Em primeira instância, da pandemia, é claro. Mas, se olharmos com cuidado para as partidas adiadas, veremos que outros fatores intervieram. Na primeira rodada, por exemplo, os jogos Palmeiras x Vasco e Corinthians x Atlético-GO não aconteceram porque o Campeonato Paulista se estendeu até o início do Brasileirão. O jogo entre Bahia x Botafogo, por conta da final do Campeonato Baiano. Além disso, Goiás x São Paulo foi cancelado porque dez jogadores do time goiano testaram positivo para covid-19. Os jogos do Botafogo e do Corinthians foram remarcados para o dia 30 de setembro, mas os outros dois estão sem previsão.

Pela sexta rodada, Atlético-MG x Athletico-PR e Grêmio x Goiás também não aconteceram porque as equipes estavam envolvidas nas finais dos Estaduais. Problema de calendário. O Furacão, porém, assim como o São Paulo, já aparece com oito jogos na tabela porque a partida entre eles, prevista para a 11ª rodada, foi antecipada e já aconteceu. E não custa ressaltar – as duas partidas da sexta rodada também não têm, ainda, uma data para acontecer.

E por que essa indefinição? Porque, durante o Brasileirão, temos agora sete equipes envolvidas com a Copa Libertadores; outras cinco na quarta fase da Copa do Brasil; e duas na Copa Sul-Americana. A CBF, então, precisa esperar pelo futuro de cada um desses times para saber que dia poderá encaixar os jogos que faltam do Brasileirão.

Isso é lamentável. O principal campeonato do país vai seguir, ainda por um bom tempo, sem que a tabela – aquela que todos nós gostamos de olhar – possa ser vista com a realidade da classificação. Temos de fazer contas desde já.

Qual a solução? Como não podemos aumentar os números de dias dos meses, nem reduzir o período de tempo entre os jogos, a resposta é: não há solução. Infelizmente. O que facilitaria seria a eliminação dos times brasileiros das competições internacionais. E diante dessa opção, prefiro fazer contas imaginando se o rival do meu time vai ganhar ou perder o jogo que ele vai disputar sabe-se lá quando.

Por Sergio du Bocage, apresentador do programa “No Mundo da Bola”, da TV Brasil

Edição: Sergio du Bocage

 

A Caixa Econômica Federal disponibilizou R$ 50 milhões em microcrédito. Na última quinta-feira (3), o Ministério da Economia aumentou o limite da Caixa para contratação pelo Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) em R$ 2,55 bilhões.

Dentro desse novo limite, a Caixa direcionou R$ 50 milhões para beneficiar cerca de 3 mil microempresas.

Até o momento, a Caixa contratou cerca de R$ 1,8 bilhão na nova fase do Pronampe. No acumulado, já foram contratados R$ 9,1 bilhões por meio da linha.

O Pronampe Microcrédito conta com a parceria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para o crédito assistido antes e após a contratação com a Caixa.

O recurso pode ser utilizado para o capital de giro isolado ou associado ao investimento. Os clientes podem utilizar o crédito, por exemplo, para realizar reformas, adquirir máquinas e até mesmo direcionar os recursos para as despesas operacionais, como o pagamento de salário de empregados, compra de matérias primas ou de mercadorias.

Como funciona

Direcionada às microempresas com faturamento anual de até R$ 360 mil, a nova linha tem crédito limitado a R$ 20 mil. O prazo total do financiamento é de 36 meses, sendo oito de carência, com a capitalização mensal dos juros, que serão incorporados ao saldo devedor. A taxa de juros anual máxima é igual à taxa básica de juros, a Selic, mais 1,25% ao ano.

As microfinanças na Caixa são soluções para o desenvolvimento social e a recuperação do empreendedor brasileiro informal ou formalizado.

Linhas de crédito para MPEs

Além do Pronampe, a Caixa informa que oferece várias linhas de créditos para micro e pequenas empresas (MPE), como o Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas (Fampe), linha disponibilizada em parceria com o Sebrae para Microempreendedores individuais e MPEs.

Somando as duas linhas, a Caixa superou R$ 11,3 bilhões em fomento às MPEs durante o período de pandemia da covid-19.

Como contratar

Os clientes devem acessar o site da Caixa e preencher um formulário de interesse ao crédito. O banco entrará em contato se a empresa estiver apta a contratar o financiamento. A solicitação também pode ser feita nas agências da Caixa.

Edição: Lílian Beraldo

As inscrições para a Rede Nacional de Certificadores (RNC), a fim de atuação em atividades de certificação dos procedimentos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, começam na próxima quarta-feira (9) e vão até o dia 29 deste mês. O cadastramento destina-se a servidores públicos federais e professores das redes públicas estaduais e municipais.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) publicou, nessa sexta-feira (4), no Diário Oficial da União, o Edital nº 64 de chamada pública. As inscrições podem ser feitas no seguinte endereço na internet: certificadores.inep.gov.br ou no aplicativo móvel, disponível nas principais lojas de aplicativos.

“Para realizar a inscrição, o candidato deverá atender aos requisitos descritos no edital, como: ser servidor público, efetivo e em exercício, do Executivo Federal ou ser docente, em exercício, das redes públicas de ensino estaduais e municipais e estar devidamente registrado no Censo Escolar 2019; ter formação mínima em ensino médio; não estar inscrito como participante no Enem 2020; não ter cônjuge, companheiro ou parentes de até 3º grau inscritos no Enem 2020; e possuir smartphone ou tablet, com acesso próprio à internet móvel”.

Entre as atribuições, os servidores vinculados à RNC deverão certificar in loco, sob demanda do Inep, a efetiva e correta realização dos procedimentos de aplicação nos dias de realização do exame; registrar, em sistema eletrônico, as informações coletadas com base em sua atuação; e informar ao instituto possíveis inconsistências identificadas. Segundo o Inep, o cadastramento prévio não garante a inscrição para atuação como certificador no Enem 2020.

Os convocados deverão participar de uma capacitação a distância promovida pelo Inep para divulgação de normas, procedimentos e critérios técnicos da RNC. Eles só serão considerados aptos somente após a participação e a aprovação nas atividades desenvolvidas no curso de capacitação, com no mínimo 70% de aproveitamento.

A atividade desenvolvida pelo certificador terá o valor de R$ 342 por dia. A remuneração se enquadra em atividade prevista no anexo do Decreto n.º 6.092, de 2007 (elaboração de estudos, análises estatísticas ou relatórios científicos de avaliação), equiparando-se ao valor da hora do servidor público do Poder Executivo Federal, de R$ 28,50.

De acordo com o cronograma previsto no edital, o resultado da chamada pública e o endereço eletrônico com a relação da homologação das inscrições e dos colaboradores convocados para realizar o curso de capacitação serão divulgados no Diário Oficial da União, no dia 14 de outubro.

O documento estabelece, ainda, que os certificadores selecionados deverão, obrigatoriamente, nos dias de atuação, portar álcool em gel e usar máscaras para proteção contra a covid-19. As máscaras poderão ser artesanais ou industriais e deverão ser utilizadas ao longo da aplicação e trocadas quando ficarem úmidas ou a cada quatro horas. Será proibida a entrada do certificador no local de aplicação sem a máscara de proteção facial. O Enem impresso está marcado para os dias 17 e 24 de janeiro de 2021.

*Com informações do Inep

Edição: Aécio Amado

O craque argentino Lionel Messi se reapresentou nesta segunda (7) ao Barcelona. Imagens da agência de notícias Reuters mostram o jogador chegando ao Centro de Treinamento Joan Gamper de carro.

A reapresentação acontece após o craque argentino informar à equipe catalã, há duas semanas, que desejava acertar com outra equipe. O Barcelona fez jogo duro e disse ao atacante que só o liberaria com o pagamento de uma multa rescisória de 700 milhões de euros.

Na última sexta, Messi finalmente se pronunciou publicamente sobre o caso e, em entrevista ao site Goal.com, disse que permaneceria no time espanhol até o final de seu contrato, em junho de 2021, para evitar uma batalha jurídica.

O elenco do Barcelona já vinha trabalhando desde a última segunda (31), quando o novo técnico da equipe, o holandês Ronald Koeman, comandou seu primeiro treino. Imagens disponibilizadas pelas redes sociais do Barcelona nesta segunda mostram o camisa 10 em ação no centro de treinamento.

 

A expectativa agora é se o argentino estará, ou não, em campo no primeiro amistoso de preparação do Barcelona para a próxima temporada, contra o Gimnàstic de Tarragona (time da 3ª divisão do Campeonato Espanhol) no próximo sábado.

Edição: Fábio Lisboa

Mais de 900 serviços do governo federal podem ser acessados pelo celular, tablet ou computador. Somente no período da pandemia de covid-19, o governo já digitalizou 345 serviços, com uma média de três novos serviços a cada dois dias, desde março. Entre eles, estão o auxílio emergencial de R$ 600 e o seguro desemprego do empregado doméstico. No total, desde janeiro de 2019, são 918 serviços que podem ser acessados pelos cidadãos pela internet, segundo dados do Ministério da Economia.

Com a digitalização, há possibilidade de solucionar 67,5 milhões de demandas por ano sem exigir deslocamentos da população. A estimativa de economia é de mais de R$ 2 bilhões por ano. Desse total, mais de R$ 1,5 bilhão são de redução de custos para a população, que não precisa ir até o local do atendimento. Para o governo, a economia é de aproximadamente R$ 531 milhões, com a redução de servidores para processar os serviços, além de menos gastos, por exemplo, com energia elétrica, água e papel.

O secretário de Governo Digital do Ministério da Economia, Luis Felipe Monteiro, destaca que o serviço digital é 97% mais barato. “Todo o processamento e análise de pedidos deixam de ser feito por pessoas”, destaca. Ele citou o caso do Certificado Internacional de Vacinação, que antes precisava do trabalho de 700 funcionários e hoje feito por menos de 100 pessoas.

De acordo com o secretário, com a digitalização, servidores públicos deixam de fazer atividades operacionais, como receber formulários e checar dados, e são realocados em outras funções, como emitir parecer ou avaliar um processo. E no caso de serviços terceirizados, há uma readequação dos contratos, com redução de empregados. “Quando são servidores públicos, o esforço produtivo é deslocado para atividades intensivas em conhecimento e não atividades operacionais”, disse.

O secretário destacou que a pandemia tornou fundamental a digitalização, devido às restrições de deslocamento dos cidadãos. Além disso, a pandemia trouxe como consequência um aumento de acessos a serviços já existentes. Atualmente 60% dos 3,7 mil serviços existentes são digitais, com o Meu INSS (do Instituto Nacional do Seguro Social), a carteira de trabalho e carteira de trânsito, cujos aplicativos são alguns dos mais procurados nas lojas oficiais do governo.

O auxiliar administrativo Moisés Augusto Maciel, de 40 anos, usa os serviços digitais há mais de 1 ano. “Eu comecei com o passe livre interestadual. Hoje eu tenho a carteira de trabalho digital, o acesso à [poupança social digital por meio do aplicativo] Caixa Tem para o saque do FGTS Emergencial. Facilita muito porque não preciso me locomover e ficar na fila para atendimento”, disse.

Aprimoramento

Monteiro afirmou que o governo está sempre aprimorando os serviços oferecidos. De acordo com o ele, assim que o serviço digital fica disponível, os próprios usuários podem solicitar melhorias. Além disso, equipes do governo avaliam o que precisa ser ajustado constantemente. Há ainda o trabalho voluntário de 300 pessoas que testam os aplicativos.

O secretário acrescentou que a estratégia digital é um complemento ao atendimento presencial, que continua a ser oferecido para quem não tem acesso à internet.  Segundo Monteiro, “se por um lado temos uma fatia da população com baixo ou nenhum acesso à internet, temos outra fatia, que são três quartos da população, ou 136 milhões, que acessam a internet. Mais de 90% dos jovens acessam a internet todos os dias, independentemente de classe social ou região geográfica”.

Para o secretário, essa parcela que acessa a internet cresce em velocidade muito maior do que a velocidade do próprio governo. Na avaliação dele, esse aumento dos serviços digitalizados permite ao governo prestar um atendimento de boa qualidade também ao cidadão que não está incluído. Nossa estratégia não é de substituição de canais, é de complementação. Aquele um quarto da população que hoje não tem acesso, encontra seu serviço de forma mais confortável porque três em cada quatro pessoas migraram para o canal digital”, destacou.

Atualmente, 60% dos 3,7 mil serviços do governo federal são digitais. A meta é 1 mil serviços digitalizados no biênio 2019-2020 e 100% de digitalização em 2022.

Edição: Aécio Amado

O tradicional leilão da GAP Genética, de Uruguaiana (RS), colocará em pista a genética de ponta de diferentes raças, entre elas a Angus, no dia 18 de setembro. Ao todo, serão ofertados 320 touros e 140 ventres, sendo 90 machos e 15 fêmeas Angus. Assim como os demais remates da temporada, a GAP realizará o pregão de forma virtual, em função da pandemia, com transmissão pelo Canal Rural e pelo site do Lance Rural (www.lancerural.com.br/). O leilão terá início às 13h e segue ao longo do dia, com oferta dos exemplares Angus a partir das 21h.

O núcleo cabanha Santa Helena, da GAP Genética, do criador Eduardo Macedo Linhares, será responsável por colocar à disposição dos criadores a genética Angus. Entre os destaques da raça, estão os touros GAP Silvestre e GAP Talibã. Ambos com uma riqueza de dados de desempenho impressionante, segundo o gerente de produção, Arthur Linhares. Já entre as fêmeas, as evidências são as novilhas de dois anos que estavam sendo preparadas para a Nacional de Rústicos, que não ocorreu este ano devido à Covid-19.

A expectativa, de acordo com Linhares, é de que o remate seja de liquidez. “A pecuária está em uma fase de recuperação de valores e isso provavelmente impactará no resultado das vendas, acompanhando a recomposição dos valores do gado gordo, que dão o parâmetro para as vendas da genética”, reforça.

As condições de pagamento do leilão, que será comandado pelo leiloeiro Marcelo Silva, da Trajano Silva Remates, será entre 18 a 20 parcelas. A GAP subsidiará 50% do valor do frete para todo o país. Para mais informações entrar em contato através do telefone (55) 99971-3700 (Kaju) ou pelo site www.gapgenetica.com.br/.

 
Crédito da foto: Eduardo Linhares
Na foto: touro Silvestre - destaque Angus

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Um estudo encomendado pela Fórmula 1 à Amazon Web Services (AWS) analisou as voltas de classificação dos pilotos que estiveram na categoria de 1983 para cá para descobrir qual deles é o mais rápido das últimas quatro décadas. Foi considerada a velocidade bruta e a comparação entre corredores de uma mesma equipe, usando um algoritmo chamado Fastest Driver, que permite a comparação entre gerações diferentes. O topo ficou com o tricampeão mundial Ayrton Senna, com 114 milésimos de vantagem sobre o alemão Michael Schumacher, e 275 milésimos à frente do inglês Lewis Hamilton.

Como toda lista esportiva, por mais objetiva que tente ser, ela gerou discussão no meio automobilístico. “Não considero confiável, não por falta de dados ou pela qualidade do algoritmo. São técnicas diferentes que são utilizadas em diferentes momentos da Fórmula 1. Nos anos 50 e 60, se você batesse o carro, morria. Hoje, se você bater o carro, muito provavelmente não vai morrer. É outro tipo de sentimento, de técnica, de preparo físico. O esporte evoluiu, então, comparar maçã com laranja, acho que não é tão válido”, analisa Lucas Di Grassi, piloto da categoria em 2010 e atualmente na Fórmula E.

A análise considerar a velocidade pura, sem levar em conta as características do veículo, também incomoda Di Grassi. “No automobilismo, você depende do engenheiro, do carro, do motor. Tem muito o 'nós'. Não dá para contar só o piloto, tem de contar a equipe inteira. É muito difícil tirar o carro da equação, porque mesmo dois carros iguais podem ter desempenhos diferentes, por causa do setup [configuração], da decisão do engenheiro, da pressão de pneu, se o cara errou na pressão em determinada corrida. Isso muda muito”, avalia.

Jornalista especializado em automobilismo, Castilho de Andrade vê o estudo como confiável, embora reconheça ser polêmico, e considera natural a presença de Senna no topo da lista. “Sempre achei que ele, talvez, fosse o único a andar acima do limite. Era uma característica dele. Qualquer outro piloto não tirava do carro o que ele conseguia. Eu via isso, conversando com engenheiros e com gente da Fórmula 1”, afirma o profissional, que é diretor de imprensa do Grande Prêmio do Brasil.

Castilho, porém, entende que a análise não é definitiva sobre a história da categoria. “Você tem a Fórmula 1 dos anos 50 até o início dos anos 80. O Jim Clark [escocês, foi bicampeão mundial na década de 60] era rapidíssimo. Se as marcas dele pudessem ter sido comparadas, teríamos, talvez, algo surpreendente”, destaca.

Brasileiros na lista

Entre os 142 pilotos avaliados no estudo, estão os 15 brasileiros que competiram na Fórmula 1 de 1983 para cá. Além de Senna, outros dois aparecem no top 20 da lista: Rubens Barrichello (11º) e Felipe Massa (20º). Apesar de não terem conquistado títulos na categoria, eles ficam à frente, por exemplo, de Nelson Piquet (40º), três vezes campeão, com duas conquistas (1983 e 1987) durante o período analisado.

felipe massa fórmula e
Felipe Massa é um dos brasileiros presentes na lista - Divulgação/Rokit Venturi/Direitos Reservados

“Ele [Piquet] sempre foi um piloto muito focado no resultado, na vitória, mais do que estabelecer marcas seguidas de velocidade. Claro que soa estranho alguém que foi tricampeão, que somou um número respeitável de vitórias, ficar atrás, mas tenho alguns depoimentos, que ouvi ao longo da cobertura na Fórmula 1, do Schumacher falar da velocidade do Rubinho. Ele se impressionava muito com a facilidade que ele tinha para acertar o carro e imprimir uma velocidade muito grande”, diz Castilho.

O jornalista lembra que Schumacher ficou em segundo no estudo sobre velocidade e que o algoritmo da análise leva em conta a comparação entre pilotos de mesma equipe. Barrichello correu seis anos ao lado do alemão na Ferrari, entre 2000 e 2005, sendo substituído justamente por Massa, que foi parceiro de Schumi em sua primeira temporada na escuderia italiana, em 2006. “Tenho a impressão que isso fez as marcas dos brasileiros subirem [na lista], pelo grau de comparação”, analisa.

Geração mais rápida?

Fora Senna, os outros pilotos do top 10 correram, ao menos, em uma temporada desta década. Quatro deles seguem em atividade. Além de Hamilton, da Mercedes, aparecem entre os 10 primeiros o holandês Max Verstappen (4º), da Red Bull, o monegasco Charles Leclerc (7º) e o alemão Sebastian Vettel (10º), ambos da Ferrari. Seria correto dizer que a categoria conheceu nos últimos anos a geração mais rápida de todos os tempos?

A engenheira também cita a evolução tecnológica da categoria, que é vivenciada pelos corredores atuais. “É um período de carros muito rápidos. Tem uma equipe hegemônica, como a Mercedes, uma muito forte, como a Red Bull. São equipes que precisam mais do piloto com talento para guiar esse carro muito rápido, do que propriamente o carro 'ganhar' a corrida. A gente vê a diferença do Hamilton para o [finlandês Valtteri] Bottas, da mesma equipe. Faz sentido essa geração estar ali [entre os mais velozes]”, conclui.

Edição: Fábio Lisboa

 

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