Items filtered by date: Março 2016 - TV Cidade 10
Até pouco tempo atrás, a definição de gênero restringia-se a questões biológicas do homem ou da mulher. Nos últimos tempos, no entanto, é preciso ir além. A identidade de gênero também diz respeito à imagem física, de como a pessoa é tratada e de como ela se sente.
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O Frente a Frente desta terça (8), às 22h, na TVE, analisa esse assunto e as cirurgias de transgenitalização, isto é, de mudança de sexo, com o urologista Walter Koff, pioneiro no Brasil nesse tipo de procedimento. Participam do programa, como entrevistadores convidados, os jornalistas Gabriel Galli, co-fundador do Grupo Frida de Gênero e Diversidade; e Marta Kroth, repórter da TVE. O programa também pode ser conferido neste domingo (13), às 23h.
Texto: Clarisse Passos/TVE
Edição: Cristina Lac/Secom 
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Mais de 12 milhões de pessoas no Brasil acessam ferramentas de educação pela internet. São exercícios, simulados, videoaulas, dicas e jogos, muitas vezes gratuitos, que podem contribuir com o aprendizado. Os dados são do aprenda.online, plataforma criada pela Fundação Lemann, que reúne sites voltados para educação.
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Estão na lista tanto sites voltados para a alfabetização, como aqueles voltados para preparar estudantes para o vestibular, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e especializações. “O ponto principal dessas ferramentas online é que muitas delas são totalmente gratuitas e qualquer estudante pode acessar a qualquer momento, passar por todo o conteúdo sem gastar nada e com muita facilidade. Basta acessar o computador, a internet e começar a estudar”, diz o gerente de projetos da Fundação Lemann, Guilherme Antunes.
O portal reúne links para sites como a Khan Academy, o maior site de matemática do mundo; YouTube Edu, que reúne as menores videoaulas selecionadas pelo YouTube; e o Coursera, plataforma aberta que oferece gratuitamente cursos das mais renomadas universidades do mundo. “A tecnologia ajuda a diminuir um pouco a lacuna grande entre acesso e oportunidades que alunos lá fora têm, principalmente nos Estados Unidos e Europa”, defende Antunes.
As aulas podem ser acessadas pelos estudantes, individualmente, ou podem ser usadas em sala de aula, com a assistência do professor. “Ao invés do aluno ter uma aula tradicional, com lousa e giz, a aula é com os alunos no computador. Muitos professores gostam desse papel de ajudar o aluno a estudar sozinho por meio da plataforma, dessa junção do tradicional da sala de aula com a tecnologia”, diz o gerente de projetos.
A escola municipal Professora Maria Aparecida de Faria, em Moji das Cruzes (SP), é uma das que usa a Khan Academy no ensino da matemática. Os alunos do 4º ano acessam o portal no laboratório de informática. “É um recurso a mais que o professor tem nas aulas. Ele acompanha, nos relatório que o site fornece, os avanços dos estudantes. O programa trabalha com habilidades, na sala de informática, o professor identifica habilidades que foram alcançadas e aqueles que precisam de um trabalho maior”, explica a diretora da escola, Aliane Pontes Rodrigues.
Acesso
Para acessar as ferramentas é necessário acesso à internet. Aliane conta que, em Moji das Cruzes, outras escolas também utilizam as plataformas online no ensino. “Muitos estudantes acessam os conteúdos nas próprias casas, para complementar o aprendizado, mas isso em comunidades que têm acesso à internet. No município, tem escolas que participam do projeto, mas estão em bairros em que o único acesso à internet é na própria escola”, diz.
Programas do governo tem levado o acesso à internet para escolas da rede pública. É o caso do Programa Banda Larga nas Escolas (PBLE) – uma iniciativa do governo federal com empresas de telefonia para conectar as escolas com banda larga. Apesar disso, no Brasil, 32.434 escolas públicas ainda não contam com qualquer tipo de conexão à internet, segundo levantamento feito pelo Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS), divulgado no final do ano passado. O número corresponde a 22% do total de escolas públicas. A maioria das escolas sem acesso à internet está no campo, onde apenas 13% estão conectadas à rede.
Edição: Denise Griesinger
Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil
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Você já pensou em gerar a sua própria energia elétrica em casa? Pois essa possibilidade já existe e deve ser cada vez mais comum no país. Segundo estimativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), até 2024 cerca de 1,2 milhão de residências no Brasil vão contar com energia produzida pelo sistema de geração distribuída, que permite que o consumidor instale pequenos geradores de fontes renováveis, como painéis solares e microturbinas eólicas, e troque energia com a distribuidora local, com objetivo de reduzir o valor da conta de luz.
energiapropria 
O diretor da Aneel Tiago Correia já instalou oito placas de geração de energia solar em sua casa, o que vai atender ao consumo total da residência a partir do mês que vem. Para ele, além da vantagem de usar apenas fontes renováveis, um dos benefícios da geração distribuída é a redução de investimentos em redes de distribuição de energia. “Ela traz a geração para próximo do consumo”, afirma.
Na última terça-feira (1º), começaram a valer as novas regras aprovadas pela Aneel para a geração distribuída no país, que devem aumentar a procura pelo sistema. Uma das novidades é a possibilidade de geração compartilhada, ou seja, um grupo de pessoas pode se unir em um consórcio ou em cooperativa, instalar uma micro ou minigeração distribuída e utilizar a energia gerada para reduzir as faturas dos consorciados ou cooperados.
Segundo Tiago Correia, essa mudança vai possibilitar que mais pessoas adotem a geração compartilhada. “Quanto maior o sistema, mais barata é a instalação total, porque alguns custos são diluídos. Isso faz com que o retorno do investimento seja muito mais rápido, além de facilitar o acesso ao crédito cooperativado”, acrescenta.
Também foi autorizado pela Aneel que o consumidor gere energia em um local diferente do consumo. Por exemplo, a energia pode ser gerada em uma casa de campo e consumida em um apartamento na cidade, desde que as propriedades estejam na área de atendimento de uma mesma distribuidora. A norma também permite a instalação de geração distribuída em condomínios. Nesse caso, a energia gerada pode ser repartida entre os condôminos em porcentagens definidas pelos próprios consumidores.
Quando a quantidade de energia gerada em determinado mês for superior à energia consumida, o cliente fica com créditos que podem ser utilizados para diminuir a fatura dos meses seguintes. De acordo com as novas regras, o prazo de validade dos créditos passou de 36 para 60 meses.
Crescimento
Entre 2014 e 2016, as adesões ao modelo de geração distribuída quadruplicaram no país, passando de 424 conexões para 1.930 conexões. Para este ano, o crescimento pode ser de até 800%, segundo a Aneel. “O potencial de crescimento é muito grande, e a taxa de crescimento tem sido exponencial, até porque a base ainda é baixa”, afirma Correia. Atualmente, cerca de 90% das instalações de geração distribuída no país correspondem a painéis solares fotovoltaicos.
Para o presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, as novas regras aprovadas pela Aneel vão ajudar a fomentar o uso da geração distribuída no país. “A revisão das normas vai possibilitar ampliação expressiva da participação da população brasileira na geração distribuída. O Brasil acabou de se posicionar como uma referência internacional, na vanguarda na área de incentivo ao uso da energia de geração distribuída, em especial a geração solar”, lembra.
Custos
O investimento em um sistema de geração de energia distribuída ainda é alto no Brasil, por causa do custo dos equipamentos, mas o retorno poderá ser sentido pelos consumidores entre cinco e sete anos, segundo o diretor da Aneel. “Se você pensar como um investidor, que tem um dinheiro disponível e gostaria de aplicar, traria um rendimento muito melhor do que qualquer aplicação financeira disponível hoje”, diz Tiago Correia.
Já o responsável pela área de geração distribuída da empresa Prátil, Rafael Coelho, estima que uma residência consiga obter o retorno do investimento a partir de quatro anos, dependendo da radiação do local e do custo da tarifa. Para ele, o investimento vale a pena, especialmente porque o consumidor evita oscilações na tarifa de energia.
“Quando você faz o investimento em um sistema desses, é o equivalente a você comprar um bloco de energia antecipado, um estoque de energia, que poderá usar por 25 anos sem se preocupar se o valor da energia vai subir ou vai descer”, diz Coelho. Segundo ele, o aumento da procura por equipamentos vai fazer com que o custo da instalação tenha uma redução nos próximos anos. “Como qualquer indústria, ela precisa de escala para poder reduzir o custo unitário. Então, com o crescimento do setor, essa escala deve vir e consequentemente o custo para o cliente deve abaixar também”.
Para a Absolar, o principal gargalo para o avanço do setor de geração distribuída no país é a questão tributária, especialmente nos 12 estados que ainda não eliminaram o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, o ICMS sobre a energia da microgeração. Em nível federal, o governo já fez a desoneração do PIS-Pasep e da Cofins sobre o sistema. Em relação ao financiamento, a entidade espera que o governo mobilize os bancos públicos para a oferta de crédito com condições especiais para pessoas e empresas interessadas em investir em mini e microgeração distribuída.
Edição: Graça Adjuto
Sabrina Craide - Repórter da Agência Brasil
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Segunda, 07 Março 2016 00:54

Gre-Nal acaba empatado sem gols na Arena

Em um clássico muito disputado, o Internacional empatou sem gols com o Grêmio na tarde deste domingo, na Arena, em jogo que foi válido pela 8ª rodada do Gauchão Ipiranga e pela 3ª rodada da Primeira Liga. Com o resultado, o time colorado garantiu a vaga à semifinal deste último torneio e manteve-se na quinta posição do campeonato estadual, com 15 pontos. O próximo desafio é diante do São Paulo-RG, no dia 13 de março, no Beira-Rio, pelo Gauchão.
Pirmeiro tempo morno
grenal409 
O primeiro tempo do Gre-Nal 409 foi truncado, com marcação intensa de ambos os lados e reduzidos espaços no campo. O Inter procurava não se expor, priorizando a consistência do sistema defensivo e apostando nos contra-ataques. Aos 5min, Luan tentou de longe e a bola saiu à direita do gol defendido por Alisson. No minuto seguinte, Andrigo disparou de fora da área para a defesa de Marcelo Grohe. Aos 18min, Douglas chutou com efeito e Alisson espalmou para escanteio.
 
A partir da segunda metade da etapa, o Colorado passou a ter mais presença no campo de ataque, mas encontrava dificuldades para finalizar. O Grêmio, por sua vez, também não conseguiu mais ameaçar.
 
Inter cria boas chances
 
O começo do segundo tempo foi marcado por muitas disputas ríspidas pela bola, deixando o clássico tenso. Aos 9min, o Inter teve boa chance de abrir o placar. Aylon cruzou da esquerda e Rodrigo Dourado quase conseguiu desviar a bola para o gol. O Grêmio também chegou com força aos 15min, quando Giuliano invadiu a área e só não conseguiu a conclusão porque Ernando fez corte providencial. Aos 24min, um lance incrível: a bola se ofereceu para Luan e, da pequena área, o atacante chutou por cima, com a bola ainda tocando no travessão.
 
Depois disso, o Inter se impôs, marcou o adversário com eficiência e criou oportunidades claras de gol. Aos 25min Sasha fez grande jogada pela direita e fez o passe para Vitinho, que havia entrado momentos antes no lugar de Anderson. Livre na área, o atacante chutou buscando o canto direito, mas, praticamente em cima da linha, Geromel impediu que a bola entrasse. Aos 27min, outra chance: Aylon cruzou da direita e Sasha bateu de primeira, mas a bola passou por cima do travessão. Aos 33min, Vitinho cobrou falta e Grohe fez a defesa, com dificuldade.
 
O confronto se estendeu até os 52 minutos por conta das diversas interrupções, mas o placar manteve-se inalterado apesar da entrega dos times até o apito final. 
 
Ficha técnica:
 
Grêmio (0): Marcelo Grohe; Wesley, Geromel, Fred e Marcelo Oliveira; Edinho, Maicon, Giuliano e Douglas (Everton); Luan (Bobô) e Bolaños (Henrique Almeida). Técnico: Roger.
 
Internacional (0): Alisson; William, Paulão, Ernando e Artur; Rodrigo Dourado, Fabinho, Anderson (Vitinho, aos 18min do 2º tempo) e Andrigo (Alex, aos 28min do 2º tempo); Aylon (Réver, aos 45min do 2º tempo) e Eduardo Sasha. Técnico: Argel.
 
Cartões amarelos: Aylon, Andrigo, William (I); Geromel, Marcelo Oliveira, Maicon, Henrique Almeida (G). Expulsão: Paulão (I), aos 47min do 2º tempo.
 
Arbitragem: Anderson Daronco, auxiliado por Rafael da Silva Alves e Júlio César dos Santos.
 
Local: Arena, em Porto Alegre.
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A produção de veículos automotores caiu 12,5 % em fevereiro, com a fabricação de 131,3 mil unidades ante janeiro, quando foram produzidos 150,1 mil veículos, de acordo com balanço da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), divulgado hoje (4) na capital paulista. Na comparação com janeiro de 2015, a produção caiu 36,4%. No acumulado dos dois primeiros meses do ano, quando foram fabricados 281,42 mil carros, houve queda de 31,6%, já que nesse mesmo período do ano passado a produção chegou a 411,71 mil.
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O licenciamento em fevereiro chegou a 146,8 mil unidades, o que representou uma queda de 5,5% ante os 155,3 mil vendidos em janeiro. Na comparação com fevereiro do ano passado, quando foram vendidos 185,9 mil veículos, o licenciamento caiu 21%. No acumulado deste ano foram comercializados 302,09 mil veículos, 31,3% a menos do quie no mesmo período de 2015.
As exportações aumentaram 53,1% em fevereiro de 2016, na comparação com janeiro. Foram vendidas no mercado externo 36,484 mil unidades contra as 23,834 de janeiro. Na comparação com fevereiro de 2015, quando o setor vendeu 31,266 mil unidades, foi registrada elevação de 16,7%. No acumulado do ano houve elevação de 26,8%, com a comercialização de 60,318 mil unidades contra as 47.568 dos dois primeiros meses do ano passado.
Edição: Maria Claudia
Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil
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O Galpão Nativo deste domingo (6/3), às 8h, é uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher. As atrações musicais são Tatiéli Bueno e Liane Tavares, além de entrevista com a escritora Letícia Wierzchowski, autora do livro A Casa das Sete Mulheres, e a participação da trovadora Tete Carvalho.
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Tatiéli Bueno iniciou sua carreira profissional em 2003, sendo sua principal influência musical a música regional gaúcha. Participa desde 2007 dos maiores rodeios nacionais e internacionais do estado, destacando-se em mais de 30 deles como campeã na modalidade intérprete solista vocal.
Natural de Quaraí, Liane Tavares começou sua carreira artística musical aos 8 anos. Ao longo da infância participou de festivais tradicionalistas, consagrando-se como artista de grande potencial. Recentemente gravou seu primeiro CD, “Alma Fronteiriça”, em carreira solo.
O programa também pode ser conferido no sábado (12/3), às 8h.
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O governador Ivo Sartori assinará, na cerimônia de abertura da Expodireto Cotrijal em Não-Me-Toque, na próxima segunda-feira, 7, decreto da Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável que simplifica e estabelece fluxo único para o licenciamento ambiental, bem como diretrizes e procedimentos para a outorga do uso da água e do alvará de construção de obras de reservatórios artificiais para uso na irrigação agrícola.
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Para a secretária Ana Pellini, ao criar regras claras, estabelecer competências e indicar os procedimentos necessários, o Rio Grande do Sul se prepara para evitar tragédias, a exemplo do que ocorreu em Minas Gerais, com o rompimentos de barragens.
O novo regramento prevê também critérios de regularização dos empreendimentos já finalizados. Para os reservatórios de maior porte, determina a elaboração de plano de segurança de barragens e plano de ação de emergências, visando evitar desastres.
Considerando que é dever do Estado proteger os recursos hídricos qualitativa e quantitativamente, bem como promover a utilização sustentável dos recursos naturais disponíveis, preservando o meio ambiente, o decreto assegura critérios de proteção ao manancial hídrico que podem ser acompanhados pelos Comitês de Bacia.
Texto: Catarina Gomes/Sema
Edição: Cristina Lac/Secom 
Foto:www.ferias.tur.br
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Nesta semana, nas dependências da Secretaria Municipal de Educação, sob a responsabilidade do Soldado Ribeiro do 10º CRB, Coordenador Geral do Projeto Bombeiro Mirim; e da Professora Janice Silveira, Coordenadora Pedagógica do mesmo; realizou-se uma reunião administrativa com os diretores das escolas municipais participantes do Projeto.
reuniao sobre bombeiro mirim 
Na ocasião, foram entregues aos diretores as fichas de inscrições dos alunos participantes do Projeto e foi informada a data de início das aulas, que será dia 22 de março, junto às dependências do 10º CRB.
O Secretário Municipal de Educação Mário Augusto Ribeiro Santanna, dá boas-vindas aos alunos pertencentes ao Projeto Bombeiro Mirim, e destaca a importância desse projeto que visa à construção de valores essenciais à formação do cidadão responsável.
FOTO DIVULGAÇÃO/ASCOM 
Assessoria de Comunicação Social
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Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números mostram que a diferença de acesso a esse serviço entre ricos e pobres cresceu 6,6 pontos percentuais.
creche 
Em 2001, 10,4% dos estudantes pertencentes à parcela dos 25% mais pobres da população tinham acesso á educação até os 3 anos de idade. Entre os 25% mais ricos, 32,6% tinham acesso a creches. A diferença entre os dois grupos era de 22,2 pontos percentuais. Em 2014, o acesso melhorou, mas aumentou também a desigualdade entre essas camadas. Entre os mais pobres, 22,4% tinham acesso a creches, enquanto, entre os mais ricos, 51,2% frequentavam a escola. A diferença subiu para 28,8 pontos percentuais.
"O acesso é muito mais facilitado para as famílias [ricas], tanto nas creches públicas quanto nas particulares", diz a superintendente do Todos Pela Educação, Alejandra Meraz Velasco. Ela explica que as creches estão mais concentradas nos centros urbanos do que nas periferias.
De acordo com Alejandra, o acesso cresce tanto entre os mais ricos quanto entre os mais pobres, mas a brecha entre eles está aumentando, e isso pode resultar em maior desigualdade. "Se pensarmos que, além disso, temos uma maior qualidade em escolas mais centrais ou na rede privada, há a tendência de piorarem inclusive outros indicadores mais adiante."
O acesso à creche está previsto no Plano Nacional de Educação (PNE), lei que estabelece metas para melhorar a educação brasileira até 2024. De acordo com a lei, até 2024, 50% das crianças com idade até 3 anos devem ter acesso a esse tipo de serviço. Atualmente, são atendidos em creches 29,6% das crianças nessa faixa etária.
Papel da família
Alejandra apresentou hoje (3) os dados do debate Educação em Pauta sobre Primeira Infância, promovido pelo Todos Pela Educação e pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal. Para Alejandra, é preciso   destacar ainda o papel das famílias na formação das crianças e a necessidade de se capacitar os pais e responsáveis para que estimulem o aprendizado e a curiosidade dos filhos pequenos em casa. De acordo com a superintendente do movimento, políticas assim não existem hoje no Brasil.
"O investimento nessa criança é o que dá mais retorno para o país", afirmou Eduardo Queiroz, diretor-presidente da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal. Queiroz lembrou o trabalho do ganhador do Prêmio Nobel de Economia, James Heckman, que mostra que o retorno econômico é maior quanto mais cedo é o investimento no capital humano. "Não se fala em família, emcuidadores. Temos milhares de crianças em fila de espera de creches públicas. Quem está olhando essas crianças? Essas pessoas sabem a importância dessa fase da vida?", questionou.
A construção de creches e pré-escolas tem sido tratada como prioridade pelo Ministério da Educação (MEC). O país tem, de acordo com o PNE, até este ano para universalizar o acesso a crianças de 4 e 5 anos. O MEC passou a oferecer este ano a estados e municípios a opção de construir espaços voltados para atender a essas crianças nas escolas.
Segundo o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Alessio Costa Lima, a educação infantil é a etapa mais cara da educação básica. "É preciso assegurar investimento para a educação infantil. Não dá para tratar como subeducação", diz. Segundo Lima, é necessário um maior aporte, principalmente da União, para que os municípios, responsáveis pelas matrículas, consigam arcar com as despesas.
*A repórter viajou a convite do Todos pela Educação
Edição: Nádia Franco
Mariana Tokarnia - Enviada Especial*
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O Viva Bem desta semana aborda como o emocional interfere na nossa saúde e dá dicas para envelhecer com saúde. O programa vai ao ar neste sábado (5/3), às 12h. Para a conversa, o apresentador José Irineu Golbspan recebe a bióloga e PHD em geriatria e gerontologia biomédica, Clarice Luz.

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O programa também pode ser conferido na terça (8/3), às 8h15 e às 19h30.

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