Items filtered by date: Março 2016 - TV Cidade 10
A Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC) divulgou nota hoje (14) dizendo que não apoia a legalidade da chamada “pílula do câncer”. Na semana passada, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4.639/16 autorizando a produção da fosfoetanolamina sintética, produto que ficou famoso pelo possível potencial de combate ao câncer, mas que não tem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
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A fosfoetanolamina foi sintetizada pela equipe de pesquisadores chefiada por Gilberto Chierice, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, há cerca de 20 anos, e ficou conhecida nas redes sociais como “pilula do câncer”, pela suposta capacidade de destruir tumores malignos.
Segundo a SBC, não há dados suficientes que comprovem a eficácia e a segurança da fosfoetanolamina sintética para que ela possa ser prescrita como tratamento para o câncer. “A inexistência de uma análise minuciosa e séria, com base nos critérios científicos aceitos mundialmente, além de seu registro definitivo na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não permitem que a fosfoetanolamina sintética seja considerada como um medicamento”, disse a nota.
A Anvisa também se manifestou dizendo que vê com preocupação a aprovação do projeto. A agência reguladora argumenta que a fosfoetanolamina é uma substância utilizada há 20 anos de maneira ilegal e que nunca foi testada de acordo com as metodologias científicas internacionalmente utilizadas para comprovar sua segurança e eficácia.
Na semana passada, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4.639/16, que autoriza a produção e o uso da fosfoetanolamina sintética para pacientes com câncer. O projeto permite que a pílula tenha a sua liberação para uso mesmo antes de concluídas as pesquisas voltadas para seu registro definitivo na Anvisa, órgão responsável pela avaliação da segurança e eficácia para registro de todos os medicamentos comercializados no Brasil. O projeto, assinado por 25 parlamentares de diversas legendas, seguirá agora para o Senado Federal.
“Qualquer medicamento novo desenvolvido no Brasil, ou de uso relevante em saúde pública, recebe tratamento prioritário para as análises da agência. Ou seja, se os desenvolvedores da fosfoetanolamina, ou qualquer grupo de pesquisa do país, protocolarem solicitação para realizar os estudos clínicos que comprovem sua segurança e eficácia, a Anvisa o analisará com presteza e rapidez”, disse a nota da Anvisa e ainda acrescentou que “liberar medicamentos que não passaram pelo devido crivo técnico seria colocar em risco a saúde da população e retirar a credibilidade da Anvisa e dos próprios medicamentos fabricados em nosso país”.
Edição: Fábio Massalli
Aline Leal - Repórter da Agência Brasil
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Na última sexta-feira, dia 11, representantes da Direção Central do CPERS e dos Núcleos do Sindicato participaram do seminário Mulheres Gaúchas Dialogando com Maria da Penha, que abordou a violência contra as mulheres. O evento, que contou com o apoio do CPERS para sua realização, marca os 10 anos da Lei Maria da Penha e faz parte do 8 de Março Unificado, iniciativa que reúne 72 entidades que realizam uma série de ações em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. Na ocasião, foi lançada a cartilha “Mulheres, Direitos e Rede de Atendimento”, da Comissão Especial dos Direitos da Mulher da Assembleia.
MARIA DA PENHA 1 600x400
O evento ocorreu no Auditório do Foro Central de Porto Alegre e foi organizado pela Procuradoria Especial da Mulher do Rio Grande do Sul, da Assembleia Legislativa, presidida pela deputada Stela Farias.
Diante de um auditório completamente lotado, Maria da Penha recebeu a medalha de Mérito Farroupilha, considerada a maior honraria do parlamento gaúcho. Sob o olhar atento da plateia, afirmou que a Lei 11.340/2006, que leva o seu nome, não tem como objetivo a punição dos homens. “Esta Lei visa fundamentalmente proteger a mulher dos homens agressores que não sabem amar e respeitar a mãe dos seus filhos. Mas não basta a Lei apenas existir, é preciso tirá-la do papel e criar as medidas protetivas necessárias, assim como aperfeiçoar e atendimento jurídico-social as mulheres vítimas de violência”, destacou.
Mapa da violência
O Brasil ocupa o 5º lugar no mapa mundial da violência contra a mulher. São 13 mulheres mortas por dia, pelo único fato de serem mulheres, 33,2% das vítimas foram mortas pelo parceiro ou ex-parceiro. Os feminicídios de mulheres negras aumentaram 54,2% de 2003 a 2013.
Diante desses assustadores índices, a diretora do Departamento de Gênero e Diversidade do CPERS, Iris de Carvalho, ressalta a importância de iniciativas como a realizada hoje com a presença de Maria da Penha. “Esses índices são muito significativos, mostram o tamanho do nosso desafio para implementar políticas públicas mais efetivas, além de uma profunda mudança cultural. Tenho certeza de que hoje muitas mulheres ao ouvirem a história da Maria identificaram o que vivem em seu dia a dia”, observou.
Maria da Penha: da dor à luta em defesa de outras vítimas da violência doméstica
Maria da Penha Maia Fernandes, farmacêutica e bioquímica, foi vítima de um relacionamento abusivo, sofreu diversas agressões e duas tentativas de homicídio. Na última, seu então companheiro, atirou em suas costas enquanto ela dormia, o que a deixou paraplégica. Maria lutou por sua vida, conseguiu sobreviver e colocar seu agressor na cadeia.
O caso da agressão que sofreu ganhou repercussão e, apesar da morosidade da Justiça, resultou na principal ferramenta jurídica de defesa das mulheres vítimas de violência. A Lei Maria da Penha é a 3ª Lei de proteção às mulheres mais importante no mundo.
Ter seu nome vinculado à lei não a faz esmorecer. Ela costuma dizer que é preciso haver mais políticas públicas de combate à violência contra a mulher, mais investimentos em delegacias da mulher, centros de referências da mulher, casas-abrigo e juizados especiais. Foram necessários quase 20 anos para que o ex-marido fosse condenado pelo crime que cometeu. Ele ficou preso dez anos e hoje está livre. Da sua dor veio a sede de justiça por outras tantas mulheres que sofriam violência doméstica, e foi onde surgiu a Lei Maria da Penha, em 2006.
Fonte: www.cpers.com.br
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Um termo de cooperação firmado nesta segunda-feira pela Secretaria de Estado da Educação e o Google, por meio da Mstech Educação e Tecnologia - parceira da empresa americana - disponibilizará gratuitamente às escolas estaduais ferramentas tecnológicas para o apoio às atividades em sala de aula.  
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De acordo com o representante do Google, Rodrigo Pimentel, uma das primeiras ferramentas que estará à disposição dos professores gaúchos é o Google Expeditions, que trabalha com realidade virtual. Usando smartphones e um Google Cardboard - óculos feito de papelão que pode ser adquirido ou fabricado artesanalmente -, os alunos podem participar de um tour virtual por diferentes lugares do mundo.
A primeira escola a receber o Expedictions deverá ser o Colégio Estadual Três Mártires, de Palmeira das Missões. O diretor Marcos Hivan Machado, que participou do lançamento da parceria nesta segunda-feira, conta que os professores já utilizam a Nuvem do Google para armazenar conteúdos programáticos e arquivos administrativos, como notas de avaliações e listas de chamada. O diretor afirma que a nova ferramenta terá função essencial na sala de aula, pois mostrará aos alunos outros lugares e realidades culturais.
“Nossa missão é analisar o status da rede e trazer as melhores ferramentas do Google para auxiliar os governos a resolverem problemas como o interesse dos alunos pelas aulas. No Rio Grande do Sul nossa expectativa é muito grande, tanto pela abertura que tivemos com a Secretaria quanto pelo interesse que os professores demonstraram”, afirmou Pimentel.
Por meio da Mstech, a empresa americana fornecerá capacitação aos 30 Núcleos de Tecnologia Educacional da Seduc, responsável por auxiliar e treinar os professores nas escolas.
A ideia é iniciar o trabalho em cerca de 300 estabelecimentos, na capital e no interior, com foco especial para os 104 que funcionam em tempo integral.
O secretário Vieira da Cunha lembra que a parceria é fruto da viagem que fez aos Estados Unidos, em janeiro deste ano, ao lado de outros secretários de Educação do país.
“Eu tinha certeza que essa viagem renderia bons frutos, pois o roteiro contemplava o Vale do Silício. A convite do governo americano, tivemos a oportunidade de visitar algumas empresas como a Google. Foi quando começamos a falar sobre a possibilidade desta parceria que hoje está se realizando. O que nós queremos na nossa gestão é exatamente procurar caminhos diferentes que possam fazer a atividade dos nossos alunos mais prazerosa e, consequentemente, mais eficiente”, aponta Vieira.
Estados como Amazonas e Paraíba já possuem parceria semelhante. Lá, foram trabalhadas alternativas off-line, ou com pequena necessidade de uso de dados, devido à dificuldade verificada com a velocidade e qualidade do sinal de internet.
“Este não é apenas um problema dos estados brasileiros, mas de toda a América Latina e dos países emergentes”, explica Pimentel, garantindo que as plataformas podem ser adaptadas e utilizadas nas escolas do interior. O lançamento da parceria ocorreu no Palácio da Justiça e reuniu os 30 coordenadores regionais de educação do estado.
Texto: Roberto Witter/Seduc
Edição: Cristina Lac/Secom
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O Gabinete da Primeira Dama já começou a arrecadar agasalhos para a Lojinha Solidária. Segundo a Primeira Dama Varinia Lado, as roupas arrecadadas ficam à disposição das pessoas que necessitarem da doação dessas peças. “Todas as peças disponíveis na lojinha são distribuídas gratuitamente para todas as pessoas que nos procurarem”, destacou.
Vale lembrar que a Lojinha Solidária está situada ao lado do prédio da Prefeitura Municipal e o horário de funcionamento é das 7h30min às 13h30min.
 
FOTO JADIR PIRES/ASCOM 
 
Assessoria de Comunicação Social
Prefeitura Municipal 
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A alopecia androgenética, também conhecida como calvície masculina, é a maior causa da perda dos cabelos nos homens. A incidência dessa doença é determinada por influências genéticas, sendo que a prevalência mais alta está entre aqueles com ascendência europeia. Apesar de grande impacto psicológico, já estudado em diversas publicações científicas, sabe-se que ainda são poucos os homens que procuram tratamento.
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Como ocorre a calvície
 
Em primeiro lugar, vale a pena explicarmos um conceito fundamental que é o mecanismo através do qual a doença surge e se manifesta. A maior parte das pessoas acredita que os cabelo ficam ralos porque caem mais do que o normal. Isso é um engano muito comum! Na realidade, o que ocorre é que os hormônios masculinos (testosterona e seus derivados) se ligam a receptores próprios que ficam nos pelos, levando à miniaturização dos fios em pacientes geneticamente suscetíveis. Neste sentido, é interessante saber a idade com que os parentes do indivíduo começaram a observar a diminuição dos cabelos. Devemos idealmente intervir antes disso. 
 
Sabemos que as manifestações clínicas da calvície masculina são variáveis e os primeiros sinais podem surgir já na adolescência, com alguns padrões característicos de perda dos cabelos. As "entradas", conhecidas por "alopecia androgenética de padrão bitemporal", constituem a manifestação inicial. Na sequência, ocorre a perda no vértex (topo da cabeça) e na região mediana, preservando o cabelo da área occipital (mais próxima ao pescoço). 
 
 
O hormônio di-hidrotestosterona ou DHT pode ser produzido a partir da testosterona circulante, em uma reação química possível graças a uma enzima (proteína que acelera reações químicas) chamada 5-alfa-redutase. A DHT é cinco vezes mais potente que a testosterona e é o hormônio chave no surgimento da alopecia androgenética. O fato de que os receptores para este hormônio não se encontrarem distribuídos igualmente em todo o couro cabeludo explica os padrões de perda de cabelos. 
 
A miniaturização dos fios é o que leva ao desaparecimento do cabelo em determinada região. No entanto, o exato mecanismo envolvido permanece desconhecido, acredita-se que os hormônios masculinos, através de sua ligação com os receptores localizados nos pelos, levem a uma alteração do crescimento. 
 
O diagnóstico é essencialmente clínico, ou seja, feito apenas através do exame físico. É importante puxar os cabelos, para diferenciar de outras causas de queda. A dermatoscopia (exame com lente) permite visualizar os pelos diminutos e colabora com esse diagnóstico, sendo útil também no seguimento do paciente. Outros recursos diagnósticos como biospia, tricograma e videodermatoscopia podem ser utilizados, dependendo de cada caso. 
 
Como tratar?
 
Diante disso, é importante salientar que existe muito pouco que possa ser feito para prevenir a doença, uma vez que ela é geneticamente determinada. Porém, o tratamento instituído precocemente retarda e até uma discreta melhora o quadro clínico. Portanto, é fundamental que os filhos de pais calvos fiquem atentos e idealmente procurem o dermatologista para iniciar um acompanhamento cerca de 10 anos antes da idade em que seu pai começou a notar a calvície e/ou ao menor sinal de entradas. 
 
Neste primeiro momento, serão indicadas medicações tópicas como o minoxidil, xampus específicos e loções. Caso seja necessário e o paciente concorde, pode-se lançar mão da finasterida, medicação oral. Salientamos que ambas as drogas citadas estimulam o crescimento do cabelo em alguns homens, mas são mais úteis como prevenção das manifestações clínicas do que como recuperação da calvície. Como a doença é crônica e evolutiva, o tratamento deve ser instituído precocemente e mantido por tempo prolongado. 
 
Ambas as drogas têm um bom perfil de segurança. O minoxidil, usado a 5%, é uma medicação usada no local, sob a forma de loção capilar, duas vezes ao dia, no couro cabeludo seco. No início, durante os dois primeiros meses, pode haver aumento da queda dos cabelos, que deve ser interpretada como indicativa de boa resposta ao tratamento. O pico de ação ocorre por volta de 16 semanas de uso. Os efeitos colaterais mais comuns são: irritação local, aumento dos pelos em locais indesejados (face e mãos) e taquicardia. 
 
A finasterida inibe aquela enzima, a 5-alfa-redutase, que é responsável pela conversão de testosterona em DHT. É uma medicação oral, usada originalmente para tratar uma doença da próstata, a hiperplasia prostática benigna. No entanto, por reduzir a DHT circulante, pode produzir aumento significativo e durável do crescimento dos pelos. É mais responsiva para os casos de perda dos cabelos do topo da cabeça e frontal superior, tendo resposta mínima nas regiões temporais e na linha anterior. 
 
No entanto, o tratamento deve ser continuo porque os benefícios obtidos não são mantidos com a retirada da medicação. Além disso, a doença é progressiva, conforme já dissemos. Como efeitos colaterais, a finasterida pode causar perda de libido, disfunção ejaculatória, aumento das mamas e depressão em um pequeno número de indivíduos. Essas alterações em geral são transitórias, mas há alguns relatos de caso em que essas alterações se tornaram persistentes. 
 
Nos casos mais avançados, pode ser indicado o transplante capilar. A área doadora é a região occipital, local em que os pelos não possuem receptores hormonais, e, portanto se mantêm apesar dos hormônios circulantes, mesmo quando colocados em outras regiões. 
Dra. Tatiana Gabbi DERMATOLOGIA - CRM 104415/SP
Fonte: www.minhavida.com.br
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