Gisnei

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O Tênis de Mesa brasileiro ganhou uma motivação a mais hoje com a divulgação da listagem do novo ranking mundial da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF).  Pela primeira vez na história, cinco mesatenistas brasileiros aparecem entre os 100 melhores do mundo. Até hoje, apenas cinco países detinham o monopólio de ter cinco ou mais atletas entre os 100 melhores do planeta: China, Japão, Coreia do Sul, Alemanha, e Suécia. No ranking por equipes, o Brasil ocupa a sexta posição.

A novidade da lista divulgada nesta quinta-feira (3) pela ITFF foi a performance do paulista Vitor Ishiy, campeão este ano no Pan-Americano de Lima, no Peru: o atleta subiu mais de 50 posições e ocupa agora o 68º lugar. Com a subida no ranking mundial, Ishiy, de 23 anos, acirra ainda mais a briga por uma das quatro vagas destinadas ao Brasil no Pré-Olímpico Latino-Americano, entre 25 e 27 de outubro, em Lima, no Peru.

Entre os dez primeiros do ranking, a colocação não sofreu alterações: Hugo Calderano segue em 6º lugar com 12.790 pontos, a 675 pontos de distância do japonês Tomokazu Harimoto (5º colocado). Gustavo Tsuboi também permanece na 28ª posição; Eric Jouti ocupa o 80º lugar e Thiago Monteiro a 89ª posição.

Entre as mesatenistas brasileiras, Bruna Takahashi manteve a 53ª posição que já apresentava em setembro.

Edição: Verônica Dalcanal
 
Por Cláudia Soares Rodrigues - Jornalista da TV Brasil 
 
 
Abelardo Mendes Jr./ rededoesporte.gov.br

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, disse hoje (4), que planeja “aprofundar” o emprego da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária, coordenada pelo Departamento Penitenciário Nacional, para auxiliar os estados que enfrentem crise no sistema carcerário.

“Onde a força tem atuado temos visto uma grande diferença”, disse o ministro, ao participar de reunião do Conselho Nacional dos Secretários de Estado da Justiça, da Cidadania, Direitos Humanos e Administração Penitenciária (Consej), no Palácio Iguaçu, em Curitiba (PR).

 
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, participa do lançamento da campanha publicitária do Projeto Anticrime, do governo federal
Sergio Moro: "Onde a força-tarefa tem atuado temos visto uma grande diferença"     (Arquivo/Antonio Cruz/ Agência Brasil)

“Queríamos aprofundar essa política. Nossa ideia é utilizar esta força de intervenção para uma atuação até mais preventiva que reativa em algumas penitenciárias conhecidas por suas dificuldades e tentarmos retomar o controle de maneira mais rápida”, acrescentou.

Criada em janeiro de 2017, durante o governo Temer, a força-tarefa é composta por agentes federais de execução penal, além de agentes penitenciários cedidos pelos estados e pelo Distrito Federal, e atua mediante a solicitação dos governos locais em situações extraordinárias para controlar distúrbios e resolver outros problemas.
Espírito de solidariedade

“Sei que isto tem um custo para a administração penitenciária dos estados, mas este é o espírito de solidariedade. Temos que trabalhar juntos para vencer os problemas criminais”, disse Moro, afirmando que as estatísticas sugerem que o enfrentamento às organizações criminosas dentro das unidades carcerárias tende a se refletir em uma redução da criminalidade nas ruas.

“Temos observado uma correlação clara entre a melhoria do sistema carcerário, no sentido da retomada do controle, com a melhoria das taxas de crimes do lado de fora. Ou seja, quando o Estado intervém, impõem seu controle sobre o que acontece dentro dos presídios, isto normalmente se reflete em um menor número de crimes fora dos presídios”, declarou o ministro, admitindo que a retomada do controle dos presídios passa também por melhorar a infraestrutura das penitenciárias e oferecer aos presos melhores condições de cumprimento das penas, incluindo a oportunidade de trabalhar para, assim, reduzir suas penas.

Desbloqueio de dinheiro

Sergio Moro lembrou que, na semana passada, o Ministério da Economia liberou parte dos recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), o que permitirá ao governo federal repassar recursos para os estados investirem no sistema prisional.

Após reconhecer que, ainda assim, os recursos para a segurança pública como um todo ainda são insuficientes, Moro comentou que nem sempre o Ministério da Justiça e Segurança Pública consegue executar todo o seu orçamento.

“Às vezes há dinheiro, mas não há projetos e capacidade de executar os orçamentos existentes”, disse, repetindo algo que é dito há anos e que, inclusive, já motivou seus antecessores a destinarem recursos à qualificação de técnicos estaduais responsáveis por elaborar projetos.

“Não adianta apontar para os estados, nem para o governo federal. Ambos são responsáveis. Às vezes falham os estados, às vezes o governo federal que não tem capacidade de ajudar os estados a fazer estes projetos”, disse Moro,mencionando que, para contornar o problema, a Medida Provisória 885, que trata de disposições relacionadas à agilização da venda de ativos vinculados ao tráfico de drogas e a permissão da utilização imediata dos valores decorrentes destas vendas, prevê a autorização para o ministério contratar engenheiros temporários. A MP 885 já foi aprovada na Câmara dos Deputados e está sendo analisada no Senado.

Pacote anticrime

O ministro da Justiça ainda aproveitou a presença do governador Carlos Massa Ratinho Júnior e de representantes da área de segurança pública de 22 unidades da federação para pedir apoio à aprovação de seu pacote anticrime. Ele lembrou que o projeto, submetido ao Congresso Nacional, prevê, entre outros pontos, o endurecimento do combate às organizações criminosos.

“Temos que isolar as lideranças criminosas”, disse Moro, ao detalhar a proposta de ampliar de um para três anos o tempo que presos de alta periculosidade podem ficar internados em presídios federais.

“Temos oferecido [aos estados] o apoio dos presídios federais, mas é importante que somente os presos de elevada periculosidade sejam enviados para os presídios federais. Este crivo é de responsabilidade dos estados. Porque se forem mandados presos que não se encaixam neste perfil, o pior risco é eles ficarem um tempo por lá e voltarem pior, aí sim como lideranças”, comentou, afirmando achar um ano tempo insuficiente para isolar líderes de facções criminosas.

“Tem que ficar mais tempo. Um ano é pouco tempo para a transferência ter qualquer eficácia. É perda de tempo. E embora a legislação já permita que, se necessário, prorroguemos ano após ano, isso gera problemas burocráticos e também disposição indevida da administração penitenciária, do Ministério Público e dos juízes que têm que tomar essas decisões”, finalizou o ministro da Justiça.

Edição: Kleber Sampaio
 
Por Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil

Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), divulgada hoje (4), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que a grande contribuição para o rendimento médio familiar vem do trabalho e das transferências, que reúnem programas sociais e aposentadorias, entre outros itens.

Segundo o gerente do estudo, André Martins, 57,5% do rendimento das famílias vêm do trabalho e a parcela que resulta da colaboração da transferência alcança quase 19,5%.

A contribuição não monetária aparece em terceiro lugar (14,5%), englobando tudo que a família adquiriu, como um presente recebido, por exemplo, mas não teve que desembolsar nenhum valor.

A soma de todos os ganhos gerou o rendimento total das famílias, em 2017/2018, equivalente a R$ 5.426,70. Para as famílias em áreas urbanas, o valor do rendimento e da variação patrimonial atingiu R$ 5.806,24, enquanto nas áreas rurais ficou em R$ 3.050,49. Isso significa que, em média, as famílias em situação rural receberam o equivalente a 52,3% dos valores auferidos pelas famílias em áreas urbanas, o que comprova uma diferença relevante entre as duas áreas.

Desigualdade

Pesquisadores do IBGE fizeram uma tabela para entender a desigualdade de contribuição das regiões brasileiras para a formação do rendimento médio da população. A média encontrada, segundo explicou André Martins, é puxada por um percentual menor de famílias, enquanto um percentual enorme de famílias, quase 80%, contribui com uma parcela reduzida dessa média total.

Analisando a pesquisa, observa-se que 7,3% das famílias moradoras na Região Norte contribuem com uma parcela de R$ 265,09 (4,9% do rendimento médio total de R$ 5.426,70).

Quando se examina a Região Centro-Oeste, as famílias contribuem com R$ 525,44. Esse valor, somado à contribuição do Região Norte, gera um acumulado de R$ 790,52. Juntas, 15% das famílias das duas regiões colaboram com 14,6% para a geração do rendimento médio total.

Sozinho, o Nordeste poderia dar R$ 921,45 de contribuição para a média total. “Quando o Nordeste entra na brincadeira, você salta de 15% das famílias acumuladas e passa a ter 40,9% das famílias no estudo”.

A contribuição conjunta de Norte, Nordeste e Centro-Oeste atinge R$ 1.711, 97, ou 31,5% do rendimento médio total.

Com a entrada da Região Sul, somada às demais regiões, tem-se R$ 2.636,76 do rendimento médio. “Juntando as quatro regiões, você conseguiu  48,6% do total e já usou 56,3% das famílias”, destacou o pesquisador.

Com a inclusão da Região Sudeste, que determina a maior parte da renda (R$ 2.789,94), todas as famílias são usadas e isso completa a renda média de R$ 5.426,70. A conclusão é que os rendimentos são mais baixos em algumas áreas do país do que em outras.

Classes de rendimento

A contribuição das famílias, segundo as classes de rendimento, indica que, embora haja o rendimento médio nacional de R$ 5.426,70, a colaboração das famílias que recebem até dois salários mínimos, baseado em valores de 2018, atinge R$ 297,18, ou o equivalente a 5,5%.

Mas isso não significa que elas recebam esse valor de renda. O percentual resulta da divisão de R$ 297,18 pelo valor médio do rendimento total. Estão nessa classe 23,9% das famílias brasileiras.

“Você tem quase um quinto das famílias colaborando com 5,5% dessa renda total. Ou seja, elas recebem muito abaixo dessa média mensal familiar, desse rendimento total que está representando o Brasil”, disse Martins.

O gerente da pesquisa afirmou que, olhando pela outra ponta, constata-se que 97,3% do acumulado das famílias que ganham até R$ 23.850 colaboram com R$ 4.346,44 da renda média. Isso quer dizer que o restante para completar 100% das famílias, ou seja, 2,7%, contribui com a diferença entre R$ 5.426,70 e R$ 4.346,44, o que significa que a colaboração é de R$ 1.080,26. “Ou seja, esses 2,7% colaboram com quase 20% da média total”.

Essa média tem muita influência das pessoas que têm muito rendimento, revela o levantamento do IBGE. “E as pessoas, que são a maioria e têm menor rendimento, não deixam isso ser maior. Elas puxam isso para baixo. É assim que a gente tem visto em todas as pesquisas”, acentuou André Martins.

Ele quer ver chegar o dia em que não seja mais preciso ter tão pouca gente que concentre tanto rendimento. “Mas, por ora, a gente ainda tem uma pequena parcela da população que se apropria muito dos rendimentos totais gerados da população”, finaliza.

Edição: Kleber Sampaio
 
Por Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

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Foto: Assessoria de Comunicação Social || Fonte: Assessoria de Comunicação Social

O Brasil fez uma estreia impecável contra o Canadá na manhã de hoje (01), no primeiro de 11 jogos da Copa do Mundo de Vôlei Masculino, na cidade de Nagano, no Japão. A equipe comandada pelo técnico Renan dal Zotto ganhou por 3 x 0 (parciais de 25/14, 25/22 e 25/14) e segue na briga pelo terceiro título (os primeiros foram em 2003 e 2007). Amanhã (2), os brasileiros voltam à quadra para o segundo jogo: vão enfrentar a Austrália, às 6h (horário de Brasília).

Jogo

A seleção começou a partida com força máxima: o bloqueio sincronizado e a defesa atenta foram fundamentais para a equipe fechar o primeiro set com tranquilidade, por 25 a 14. Os canadenses equilibraram o jogo na segunda parcial, e chegaram a abrir vantagem de 18 a 13, mas o time brasileiro soube reagir: forçou o saque e virou o placar, fechando em 25 a 22. No terceiro set a equipe brasileira permaneceu sempre à frente do placar e deslanchou: fechou o set em 24/14 e selou a vitória por 3 x 0.

Um dos destaques do jogo desta manhã foi o oposto Alan, que marcou 14 pontos. O segundo melhor em quadra foi o ponta Lucarelli, que anotou 11 pontos, e Leal veio em seguida, com dez pontos.  A seleção começou jogando com Lucarelli, Alan, Lucão, Leal, Maurício Souza, Bruninho e o líbero Thales. No decorrer da partida também entraram Maurício Borges, Felipe Roque e Fernando Cachopa.

Além da Austrália, amanhã (2), na primeira fase da competição, o Brasil vai encarar as seleções do Egito, Rússia e Irã . Na fase seguinte, os demais adversários serão Argentina, Estados Unidos, Tunísia, Polônia e Japão.  

Edição: Guilherme Neto
 
Por Claudia Soares Rodrigues - Jornalista da TV Brasil

A produção industrial brasileira cresceu 0,8% na passagem de julho para agosto. Com a alta, a indústria recuperou parte da perda de 0,9% acumulada de maio a julho. O dado é da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada hoje (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar da alta na comparação com julho, a indústria teve quedas de 2,3% na comparação com agosto do ano passado e de 1,7% tanto no acumulado do ano quanto no acumulado de 12 meses.

A alta da taxa de julho para agosto foi puxada exclusivamente pelos bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo, que cresceram 1,4% no período.

Ao mesmo tempo, tiveram queda os bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos (-0,4%), os bens de consumo duráveis (-1,8%) e os bens de consumo semi e não duráveis (-0,4%).

Entre as 26 atividades pesquisadas, apenas dez tiveram alta e sustentaram o crescimento médio da indústria, com destaque para as indústrias extrativas, que avançaram 6,6% de julho para agosto. Também tiveram altas os setores de derivados de petróleo e biocombustíveis (3,6%) e de produtos alimentícios (2%).

Entre os 16 segmentos em queda, os destaques ficaram com veículos automotores (-3%), artigos de vestuário e acessórios (-7,4%), máquinas e equipamentos (-2,7%) e produtos farmacoquímicos e farmacêuticos (-4,9%).

Edição: Kleber Sampaio
 
Por Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil

Os trabalhadores já podem optar pelo saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A opção pode ser registrada no aplicativo do FGTS ou na página .

Essa modalidade de saque foi criada pela Medida Provisória nº 889/2019. Ao confirmar esta opção em um dos canais divulgados pelo banco, o trabalhador deixará de efetuar o saque em caso de rescisão de contrato de trabalho.

O primeiro saque será feito de acordo com um calendário:

Mês de Nascimento                Período de saque

Janeiro e fevereiro                    Abril a junho de 2020

Março e abril                             Maio a julho de 2020

Maio e Junho                            Junho a agosto de 2020

Julho                                         Julho a setembro de 2020

Agosto                                      Agosto a outubro de 2020

Setembro                                  Setembro a novembro de 2020

Outubro                                     Outubro a dezembro de 2020

Novembro                                 Novembro de 2020 a janeiro de 2021

Dezembro                                 Dezembro de 2020 a fevereiro de 2021

 

Segundo o vice-presidente de Fundos de governo e Loterias, Paulo Ângelo, o primeiro calendário de liberação do saque-aniversário foi feito para não coincidir com a liberação da outra modalidade “Estamos no calendário do pagamento do saque imediato com previsão de atendimento a 96 milhões de pessoas. Fizemos uma organização do atendimento de tal maneira a não confundir o saque imediato e o saque-aniversário”, disse.

A partir de 2021, a liberação ocorrerá no mês de aniversário do trabalhador, que deverá escolher o dia 1º ou 10º do mês. Segundo a Caixa, a diferença é que, ao optar pelo 10º dia, a base de cálculo do valor a receber será acrescida de juros e atualização monetária do mês de saque.

O trabalhador poderá sacar um percentual calculado sobre o saldo do FGTS, acrescido de parcela adicional fixa:

 

Tabela FGTS
Tabela FGTS - Agência Brasil

Os valores ficarão disponíveis para saque por três meses, a conta do primeiro dia útil do mês de nascimento. Quem tem poupança ou conta corrente em qualquer banco pode solicitar o crédito em conta. Mas, no caso de trabalhadores que não são clientes da Caixa, será cobrada tarifa de transferência.

A migração para a modalidade saque-aniversário não é obrigatória. Quem não comunicar à Caixa o interesse em migrar permanecerá na regra de saque-rescisão, em que o trabalhador demitido sem justa causa, tem direito ao saque integral de sua conta do FGTS, acrescido de multa rescisória.

Aos optantes pelo saque-aniversário estão mantidas as movimentações da conta para compra de casa própria, doenças graves, aposentadorias e outros.

Texto alterado às 10h55 para acréscimo de informações.

Edição: Valéria Aguiar
 
Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil

Venha prestigiar mais este grande evento organizado pela Prefeitura, através da Secretaria de Turismo.
Shows, feira de artesanato e agroindústria, jantar a base de cordeiro, gineteadas, provas campeiras e a participação de grupos de danças tradicionalistas.
Do 14 ao 17 de novembro, na Associação e Sindicato Rural.
Apoio: Coordenadoria Municipal de Tradicionalismo, Secretaria de Agricultura, WPalhares e Sindicato Rural.

Foto: Assessoria de Comunicação Social || Fonte: Assessoria de Comunicação Social
 

 

Diário Oficial da União (DOU) publicou hoje (30) instrução operacional conjunta dos ministérios da Saúde e da Cidadania, para tratamento e prevenção da tuberculose entre populações socialmente vulneráveis e sob mais riscos de adoecimento, como pessoas em situação de rua, pessoas privadas de liberdade, pessoas com HIV e indígenas.

A associação entre as áreas de vigilância à saúde e assistência e desenvolvimento social é fundamentada em histórico de evidências científicas citadas na instrução. “O acolhimento (...) e o vínculo entre a equipe de saúde, a pessoa com tuberculose e sua família ampliam a possibilidade de conclusão do tratamento da tuberculose promovendo maior adesão”, diz a instrução.

Segundo o documento, pessoas inscritas no Programa Bolsa Família (PBF) apresentam maior percentual de cura e menor percentual de abandono do tratamento.  A instrução informa ainda que as cidades com alta cobertura do Bolsa Família apresentam coeficientes de incidência da tuberculose 8% menor que aqueles municípios com baixa cobertura”.

Rigor e acompanhamento

Conforme a instrução, “a tuberculose é curável em praticamente 100% dos casos”, mas o tratamento exige rigor e acompanhamento. “São utilizados quatro tipos de antibióticos de ingestão diária. O tratamento é longo, no mínimo, são seis meses, de difícil acompanhamento, sobretudo para os segmentos que enfrentam barreiras de acesso aos serviços de saúde”.

A descontinuidade dos cuidados expõe os pacientes e potencializa riscos. “Caso o tratamento não seja realizado da forma recomendada, a pessoa pode desenvolver o tipo resistente da doença, denominada tuberculose drogarresistente (TB-DR), que apresenta um tempo de tratamento prolongado, podendo chegar a dois anos e com uso de um número maior de tipos de antibióticos”, afirma a instrução operacional.

A iniciativa do governo federal vai articular o Sistema Único de Saúde e o Sistema Único de Assistência Social para compartilhamento de informações cadastrais e uso de centros de referência para atendimento e acolhimento, além de garantir segurança alimentar, tratar de outras doenças e combater o uso de tabaco, álcool e outras drogas.

Edição: Kleber Sampaio
 
Por Agência Brasil 

Um estudo realizado na Inglaterra analisou 250 mil crianças que tomaram antibióticos mais de duas vezes ao ano, verificando sua eficácia. Os pesquisadores concluíram que o excesso do medicamento reduziu a qualidade do efeito do tratamento em 30%, levando crianças a consumirem mais remédios sem necessidade.

Os doutores das universidades de Oxford, Cardiff e Southampton observaram que a maioria das crianças era medicada com antibiótico para tratar infecções comuns, como dores de garganta, ouvido e tosse.

Segundo os pesquisadores, o uso do antibiótico, na maioria das vezes, é receitado para as crianças pela pressão feita pelos pais. "Os médicos estão bem conscientes dos perigos potenciais da prescrição de antibióticos quando não são absolutamente necessários - e como isso pode contribuir para a crescente resistência a essas drogas importantes, o que é uma preocupação global", conta a professora Helen Stokes-Lampard ao Jornal Britânico de Medicina Geral.

Por ter sido utilizado durante muitos anos como o tratamento principal para infecções recorrentes em crianças, os pais ainda acreditam que esse medicamento é o mais indicado para seus filhos, pressionando os médicos a receitarem o antibiótico.

A pesquisa indicou que 30% das crianças que ingeriram antibióticos mais de duas vezes ao ano precisaram prolongar o tratamento para suas doenças. Em alguns casos, até mesmo a internação médica foi necessária.

"Quando as crianças recebem mais antibióticos, sua probabilidade de consultar um profissional de saúde pela segunda vez é afetada e, inadvertidamente, aumenta a carga de trabalho clínico", explica o doutor Oliver van Hecke.

Escrito por Redação

Fonte: https://www.minhavida.com.br

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