Gisnei

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Não foi fácil, e muito menos de goleada prevista por alguns, mas a Espanha venceu o Irã por 1 a 0 pela segunda rodada do grupo B, hoje (20), em Kazan. Esperava-se uma grande partida dos espanhóis, que jogaram bem contra Portugal, mas o ataque da Fúria foi contido na maior parte do jogo por uma defesa iraniana bem armada. A Espanha pressionou durante a maior parte do jogo, mas só chegou ao gol no segundo tempo, com Diego Costa.

Foi uma partida boa de se ver. A toda poderosa Espanha entrou com a grife que só as favoritas têm e saiu de campo com um 1 a 0 magro, mas suficiente. O Irã, todo na defesa, começou a jogar só no segundo tempo, depois que sofreu o gol. Arriscou-se no ataque e chegou a fazer um gol, bem anulado pelo árbitro. Continuou, à sua maneira, tentando empatar, no melhor jogo do dia.

O jogo

A Espanha tinha a supremacia total na posse de bola, mas não conseguia finalizar com perigo. Bem marcado, Diego Costa pouco fazia no ataque. Aos 16 minutos, um lance curioso, em um raro ataque do Irã no primeiro tempo. Mehdi passou pela defesa e recebeu uma bola pelo lado direito, completamente sem marcação. Ele, no entanto, parecia achar que estava impedido e não partiu em velocidade. Até entender que o lance estava valendo, a defesa espanhola já havia se recomposto e ao iraniano restou jogar a bola na área, sem perigo para o gol defendido por De Gea.

Aos 29 minutos, finalmente uma jogada ao estilo da Espanha. Uma troca de passes curtos e envolventes deixou Iniesta dentro da área, mas a defesa conseguiu jogar para escanteio. Na cobrança, a bola foi jogada na área e David Silva tentou um voleio para o gol, mas a bola foi por cima.

O clima era de desespero na área do Irã. A defesa afastava com chutões a maior parte das bolas que chegavam na defesa. Não havia contra-ataques do time do Oriente Médio. O jogador mais avançado, Sardar Azmoun, corria inutilmente para um lado e para o outro, tentando ligar um contra-ataque. As melhores – e raras – jogadas de ataque dos iranianos partiam da defesa, tocando a bola com paciência.

Aos 4 minutos do segundo tempo, o goleiro Beiranvand fez uma boa defesa em chute de longe. Ele espalmou a bola para cima e, já caído, deu mais um tapa para jogar a bola para escanteio. Aos 7 minutos, veio a resposta iraniana, na melhor chance do jogo até então. Karim pegou uma sobra na área e deu um bom chute. A bola estufou a rede pelo lado de fora e fez muita gente no estádio gritar gol.

A abertura do placar viria em seguida, mas do outro lado. Diego Costa recebeu a bola na área e o defensor tentou cortar, mas chutou a bola nas pernas do brasileiro naturalizado espanhol e a pelota entrou no canto direito de Beiranvand. A Espanha finalmente chegava ao seu gol.

Alegria iraniana

Aos 16 minutos, uma festa absoluta tomou conta do estádio em Kazan quando Ezatolahi marcou. Ele aproveitou a bola sobrada na área após uma cobrança de falta e estufou a rede. Os reservas e comissão técnica correram para comemorar no gramado com o camisa 6 iraniano, que chorava emocionado. Eles não viram, porém, que o juiz já havia marcado – corretamente – o impedimento de Ezatolahi. A marcação foi confirmada pelo árbitro de vídeo logo em seguida.

Mas o gol anulado animou o Irã. A defesa passou a evitar os chutões e passou a sair jogando a cada roubada de bola. Aumentou sua presença ofensiva, mesmo sem levar perigo a De Gea. Aos 36 minutos, Amiri desmoralizou Piqué na esquerda do ataque. O iraniano botou a bola debaixo das pernas do zagueiro do Barcelona e cruzou para a área. Mehdi cabeceou com perigo, por cima do gol.

O torcedor espanhol se sentiu aliviado quando o árbitro apitou o final da partida. Com a vitória, a Espanha empata com Portugal na liderança do grupo, com 4 pontos. O Irã, com 3 pontos, ainda tem chances de classificação. Na última rodada, Irã e Portugal se enfrentam, enquanto a Espanha joga contra Marrocos.

Edição: Davi Oliveira

Por Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil

Ledahí Dias Nascimento tinha 14 anos quando, no quintal de sua casa, a Escola de Samba Império Serrano foi fundada no Rio de Janeiro, em 1947. Filha de Tia Eulália, matriarca da escola de samba carioca, Dona Leda – hoje com 85 anos – é uma memória viva das primeiras décadas do samba. Às vezes, a lembrança daquele tempo vem em forma de verso, em um cantarolar saudoso, e, assim, uma melodia esquecida pode fazer história.

A memória de sambistas da velha guarda é o principal material de trabalho do agrupamento paulistano Glória ao Samba, que pesquisa músicas inéditas – nunca gravadas – das primeiras décadas do século 20 e que vivem apenas nas recordações de antigos integrantes das escolas de samba. Mais de 300 canções já foram redescobertas. Depois elas são tocadas em rodas de samba que fazem homenagem a compositores e escolas.

O trabalho de campo dos agrupamentos, grupos formados de músicos que se dedicam a pesquisar sambas antigos, é um verdadeiro quebra-cabeças. Muitas vezes, uma estrofe é descoberta com uma pessoa e um trecho seguinte se desvenda com outra. “A gente fica estimulando a memória dos sambistas antigos: ‘E esse pedaço aqui?'. Primeiro eles dizem: ‘ah, não lembro’. Mas aos poucos eles vão lembrando”, descreveu Paulo Mathias, integrante do agrupamento. O advogado Rafael Lo Ré, outro integrante, contou que esses encontros, normalmente, são informais. “Acima de tudo, a gente gosta de fazer aquilo, e acaba cultivando uma amizade. Então a gente repassa os bons tempos, vai falando, mostra uma letra ou outra e chega à melodia”.

Dona Leda canta na roda de samba que homenageou o centenário do sambista Silas de Oliveira.
Dona Leda ajudou o agrupamento Glória ao Samba a resgatar sambas criados há mais de 70 anos  (Juliana Vitulskis/Direitos Reservados)

No caso de dona Leda, o agrupamento conseguiu resgatar várias músicas. “Ela assistiu, desde pequena, às manifestações de samba em casa. É um documento vivo da história do Império Serrano. Nós levamos uma série de recortes de jornais, livros antigos, com letras da década de 1940, 1950 e ela lembrou da melodia”, contou Paulo Mathias, outro integrante do agrupamento. Ele se refere à música O Último Baile da Corte Imperial, composição de Silas de Oliveira, Waldir Medeiros e João Fabrício, que agora é cantada de forma completa em rodas de samba.

Antes que Dona Leda cantasse O Último Baile da Corte Imperial, a letra era apenas um registro histórico do samba enredo de 1953 do Império Serrano no livro Silas de Oliveira – do jongo ao samba enredo, publicado em 1981. No encontro do agrupamento com a sambista, ocorrido na sua casa, em 2014, os versos ganharam batucadas inéditas e a canção se completou. “O último baile imperial/foi realizado na antiga Ilha Fiscal. Os ilustres visitantes homenageados/partiram para seu país distante/com o êxito brilhante, emocionados”, diz a letra da música resgatada.

Estratégias de pesquisa

Subir o morro para ir à casa de um sambista octogenário, perambular nos bares à procura de um amante do samba, manter o olhar atento na quadra das escolas para identificar integrantes da velha guarda e viajar o estado em busca de pistas que levem a um antigo membro de escola de samba são algumas das estratégias utilizadas pelos componentes do Glória ao Samba nos 10 anos de trajetória. “A música e a pesquisa caminham lado a lado, a gente não diferencia. A gente gosta de falar sobre samba, de cantar, de compor. Nossa escola é falar sobre os antigos, exercitar esse samba dos antigos compositores. A gente só sabe fazer desse jeito”, explicou Rafael Lo Ré.

“Às vezes, a gente aprende com uma pessoa que não era compositora, mas que, de alguma forma, era membro da escola e que se lembra. Alguma pessoa mais antiga. É atrás dessas pessoas que a gente está correndo: moradores antigos, octogenários”, continuou Lo Ré. O caderninho de Jolete Azevedo, a Tia Jujuca, 89 anos, foi fundamental para algumas descobertas. Paulo Mathias relatou que, por causa da religião evangélica, ela já não frequentava rodas de samba, mas as lembranças permaneceram.

“Ela contou que, quando estava lavando louça ou fazendo outra coisa, costumava lembrar das músicas que eram cantadas, lembrava dos compositores e anotava tudo em um caderninho. Ali tinha uma infinidade de sambas do começo do Império Serrano. Foi assim que ela cantou muitos sambas antigos e desconhecidos para as pessoas da nossa geração”, disse Mathias.

Outro samba que teve a melodia redescoberta por Dona Leda conta um pouco da história da escola. “Império não tem padrinho, que eu saiba. A Portela ia batizar, mas já naquele ano nós ganhamos. Assim que a Império fundou foi campeã, aí já ficaram aborrecidos. Segundo ano, a Império campeã outra vez, aí o jornal: ‘Escola de Madureira é a escola que brilha’. Aí, pronto, começou a inimizade”, relembrou. Da intriga se fez samba. A Portela cantou: “Portela é despida de vaidade. Vitória para a Portela é banalidade, é banalidade, é banalidade”. E o Império retrucou: “Este é o Império Serrano, campeão de quatro anos. Quem disse que vitória é banalidade, para o Império não é novidade”.

Memória viva

Recortes de jornais da época encontrados em bibliotecas, livros sobre a história das escolas de samba ou até mesmo prospectos – folhas impressas com as letras que eram distribuídas nas rodas de samba – são alguns dos meios utilizados pelos integrantes do Glória ao Samba para descobrir músicas inéditas. Mas, às vezes, a própria memória do sambista é a fonte de pesquisa. Foi assim com Jarbas Soares, o Binha do Salgueiro, que revelou, em 2008, a Rafael Lo Ré, a canção Em 59, balançamos a roseira.

“Comecei a conversar com ele por telefone, a fazer uma amizade, para agendar uma ida ao Rio de Janeiro. Pelo telefone mesmo, ele me cantou esse samba”, relembrou Lo Ré. Se o encontro com Binha demorasse mais de ocorrer, a melodia poderia não ter sido recuperada, pois o sambista morreu em 2017. Paulo Mathias destaca que Binha do Salgueiro foi também um dos autores do primeiro samba enredo a falar da matriz africana do Brasil, com Chico Rei, de 1964, quando a agremiação foi vice-campeã do carnaval carioca e que teve a Portela como primeiro lugar.

O primeiro samba enredo da escola Paraíso do Tuiuti, por sua vez, nunca fora gravado. A descoberta da melodia ocorreu a partir do encontro com um dos compositores, Jorge Cardoso, em 2014. O Desenlace do Doutor Roquete Pinto embalou o desfile de 1955. “Ele estava cantando muitos sambas, sem muito critério, e eu estava gravando tudo. Quando aparecia algo diferente, ficava atento. Até que ele cantou esse samba. Eu não toquei mais o cavaquinho e ele cantou”, relatou Lo Ré. Cardoso também integrou a ala dos compositores da Acadêmicos do Salgueiro, sendo responsável pelo desenho símbolo da escola. O sambista morreu em julho de 2017.

Edição: Davi Oliveira

Por Camila Maciel – Repórter da Agência Brasil*

Pela segunda vez seguida, o Banco Central (BC) não alterou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve hoje (20) a taxa Selic em 6,5% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

Em nota, o Copom destacou que a greve dos caminhoneiros trouxe incertezas que dificultam a avaliação das perspectivas para a economia. “A paralisação no setor de transporte de cargas no mês de maio dificulta a leitura da evolução recente da atividade econômica. Dados referentes ao mês de abril sugerem atividade mais consistente que nos meses anteriores. Entretanto, indicadores referentes a maio e, possivelmente, junho deverão refletir os efeitos da referida paralisação”, ressaltou o texto.

Segundo o comunicado, a instabilidade na economia internacional também contribuiu para a manutenção dos juros básicos. “O cenário externo seguiu mais desafiador e apresentou volatilidade. A evolução dos riscos, em grande parte associados à normalização das taxas de juros em algumas economias avançadas, produziu ajustes nos mercados financeiros internacionais. Como resultado, houve redução do apetite ao risco em relação a economias emergentes”, informou o Copom.

Com a decisão de hoje, a Selic continua no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março deste ano.

Na última reunião do Copom, em maio, a Selic tinha sido mantida em 6,5% ao ano, numa decisão que surpreendeu o mercado financeiro. Na ocasião, o BC alegou que a instabilidade internacional, que se manifestou na valorização do dólar nos últimos meses, influenciou a decisão.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumula 2,86% nos 12 meses terminados em maio, abaixo do piso da meta de inflação, que é de 3%. O IPCA de junho só será divulgado no início de julho.

Até 2016, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelecia meta de inflação de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%. Para 2017 e 2018, o CMN reduziu a margem de tolerância para 1,5 ponto percentual. A inflação, portanto, não poderá superar 6% neste ano nem ficar abaixo de 3%.

Inflação

No Relatório de Inflação, divulgado no fim de março pelo Banco Central, a autoridade monetária estima que o IPCA encerrará 2018 em 3,8%. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano num nível parecido: 3,88%.

Do fim de 2016 ao fim de 2017, a inflação começou a diminuir por causa da recessão econômica, da queda do dólar e da supersafra de alimentos. Os índices haviam voltado a cair no início deste ano, afetado pela demora na recuperação da economia, mas voltaram a subir depois da greve dos caminhoneiros, que durou 11 dias e provocou escassez de alguns produtos no mercado.

Crédito mais barato

A redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica. No último Relatório de Inflação, divulgado em março, o BC projetava expansão da economia em 2,6% para este ano, mas a estimativa deve ser revista para baixo depois da greve dos caminhoneiros.

O próprio governo estima que a paralisação tenha custado R$ 15,9 bilhões e provocado prejuízo equivalente a 0,2% do PIB. Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos projetam crescimento de 1,76% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2018.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

 

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Edição: Wellton Máximo

O Woop Sicredi foi desenvolvido para oferecer uma solução financeira cooperativa no ambiente digital para um público conectado e jovem de espírito, que procura resolver suas necessidades financeiras virtualmente, ao mesmo tempo em que colabora para o desenvolvimento da sua comunidade. A solução faz parte da transformação digital do Sicredi. 

O nome Woop vem de uma interjeição formada por meio da combinação de “wow” e “coop”, criando uma expressão moderna que pretende ser o som do cooperativismo nos ambientes digitais. 

Um dos diferencias do Woop Sicredi é aliar inovação digital e cooperativismo, conectando pessoas e propósitos. O associado integra uma cooperativa de crédito do Sicredi, de acordo com a região onde mora, e pode participar - com direito a voto -, de assembleias nas quais acontecem as decisões estratégicas, e da distribuição dos resultados. 

Inicialmente, no Woop Sicredi é possível associar-se e criar uma conta 100% digital, sem papel; ter acesso à conta corrente com pagamentos de contas de consumo e transferências; poupança; limites e créditos; cartão 100% digital; autenticação digital; programa de fidelidade e organizador financeiro. Para associar-se ao Woop Sicredi, assim como acontece na associação presencial às cooperativas que formam o Sicredi, é necessário integralizar um valor no capital social da cooperativa. 

Outra facilidade do Woop Sicredi é o seu programa de fidelidade, com o qual o Wooper acumula valores (Mooedas) a partir do uso do cartão de crédito e pode usar esses valores diretamente em pagamentos como, por exemplo, o da cesta de relacionamento e outros relacionados à conta corrente. O aplicativo também disponibiliza um organizador financeiro, ferramenta que auxilia na organização e gestão da vida financeira do associado. 

O Woop Sicredi é baseado no conceito de autosserviço e conta com diversos canais de atendimento digital como chat; videochamada; e-mail; redes sociais; FAQ, entre outros. Para baixar o Woop Sicredi, é só acessar as lojas de aplicativos dos sistemas Android e iOS ou o endereço www.woopsicredi.com.

Conforme orientação do Ministério da Saúde, Sant'Ana do Livramento prorroga a campanha de imunização contra a gripe até o dia 22 de junho, porém estará liberada para toda população a partir desta segunda, dia 18. 
Em virtude da baixa procura pela vacina nos últimos dias pelos indivíduos dos grupos prioritários e a grande procura da população em geral, resolvemos disponibilizar a vacina da Influenza a toda população a partir da próxima semana. 
Serão mantidos como prioridade os públicos-alvo, com ênfase para crianças e gestantes, grupos que ainda apresentam as mais baixas coberturas vacinais. Desde o início da campanha, em abril, o Município vacinou 73,71% das pessoas que integram os grupos prioritários estabelecidos pelo Ministério da Saúde. 
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) mantém a vacinação no PAM, Unidade Sanitária, UBS Planalto e todas as 9 unidades de Estratégia de Saúde da Família do município e salienta que a vacina precisa em média 15 dias para surtir proteção no organismo, sendo assim, quanto antes se vacinar melhor. 
Com a imunização, caem os índices das complicações, os números de internações hospitalares, de casos da doença e, consequentemente, dos óbitos decorrentes da gripe. 
 
Sergio Luis Aragon 
Secretário Municipal de Saúde

Contratado no início do ano, Patrick chegou ao Beira-Rio com a reputação de ser um jogador versátil, capacitado para desempenhar distintas funções no time. E não demorou para que ele comquistasse o seu espaço entre os titulares e a admiração da torcida. Vestindo a camisa número 88, Patrick se tornou peça fundamental do meio-campo armado pelo técnico Odair Hellmann. Nestes seis primeiros meses no Inter, o meia é o jogador que mais atuou na temporada (27 partidas), o terceiro maior desarmador do Brasileirão, além de ser autor de seis gols e responsável por cinco assistências.

A qualidade do passe e o faro de gol foram virtudes que se destacaram nesta primeira metade da temporada. Patrick participou de 26% dos gols, ou seja, das 42 vezes que o Inter balançou as redes em 2018, o meio-campista teve participação em 11 delas, direta ou indiretamente. "Trabalho forte nos treinos. O Clube sempre me deu respaldo, então a retribuição vem dentro de campo", afirma o jogador de 25 anos nascido no Rio de Janeiro.

A atuação contra o Vasco da Gama, no último jogo antes do recesso para a Copa do Mundo, foi a síntese perfeita do futebol de Patrick. Como Edenilson estava suspenso, coube a ele exercer a função de segundo volante, posição que deixou ainda mais evidente o estilo combativo na marcação que o faz ser o líder de desarmes do time. Mas foi decidindo o rumo da partida que Patrick deixou a sua assinatura.

 

Na jogada do primeiro gol, se livrou de dois marcadores, arrancou com a bola dominada e fez uma passe milimétrico que deixou Nico López em condições favorecidas para abrir o placar contra os cariocas. Para completar, Patrick marcou o segundo gol da vitória por 3 a 1 ao aproveitar, com um chutão para o fundo das redes, o desvio de cabeça feito por Leandro Damião. Na comemoração, colocou uma máscara do 'Pantera Negra' e foi muito festejado pelos companheiros. Contra Chapecoense e Vitória, quando também anotou gols, o meia já havia feito referência ao personagem do universo da Marvel Comics. Que Patrick siga defendendo a camiseta colorada com a força de um super-herói!

Fonte: http://www.internacional.com.br

A obesidade já é uma realidade para 18,9% dos brasileiros. Já o sobrepeso atinge mais da metade da população (54%). Os dados são da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) e foram divulgados hoje (18) pelo Ministério da Saúde.

Entre os jovens, a obesidade aumentou 110% entre 2007 e 2017. Esse índice foi quase o dobro da média nas demais faixas etárias (60%). O crescimento foi menor nas faixas de 45 a 54 anos (45%), 55 a 64 anos (26%) e acima de 65 anos (26%).

No mesmo período, o sobrepeso foi ampliado em 26,8%. Esse movimento foi maior também entre os mais jovens (56%), seguidos pelas faixas de 25 a 34 anos (33%), 35 a 44 anos (25%) e 65 anos ou mais (14%).

Na avaliação da diretora do Departamento de Vigilância de Doença e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde do Ministério da Saúde, Fátima Marinho, embora o ritmo de crescimento da ocorrência de obesidade tenha se estabilizado desde 2015, ainda é um índice preocupante.

Ela identifica como fator central desse processo a mudança na realidade das mesas dos brasileiros. “Pessoas comiam comidas mais saudáveis. O arroz e o feijão, por exemplo, não são mais unanimidade. Há mais comidas industrializadas, mais fast food e menos consumo de comidas mais frescas”, explica a diretora.

Menos refrigerantes e mais atividade física

Apesar desses índices, o levantamento registrou um aumento da prática de atividades físicas no tempo livre de 24,1% no período de 2009 a 2017 e uma queda de 52,8% no consumo de refrigerantes e bebidas açucaradas entre 2007 e 2017. A perda da preferência por esses tipos de bebidas ocorreu sobretudo entre adultos com idades entre 25 e 34 anos e entre pessoas com mais de 65 anos.

A inclusão de frutas e hortaliças no cardápio habitual também teve um acréscimo nos últimos anos, crescendo 5% entre 2008 e 2017. Nesse consumo, há um recorte de gênero representativo. Enquanto esses alimentos são mais frequentes no cotidiano alimentar das mulheres (40%), eles ainda não são muito populares entre os homens (27,8%).

Na opinião de Fátima Marinho, a mudança de hábitos alimentares necessária para reduzir esses índices de obesidade e sobrepeso passa por informar melhor o consumidor na hora de escolher o alimento. Ela cita como exemplo sucos industrializados, vistos como mais saudáveis por muitas pessoas, mas que são compostos por quantidades de açúcar semelhante às dos refrigerantes.

“A política pública tem que incentivar pessoas a comerem melhor. Informar melhor é a nova proposta, começar nos alimentos industrializados o que está lá dentro e as quantidades. Se há aquelas letrinhas pequenas e tem que fazer vários cálculos, aí fica mais difícil”, comenta.

A Vigitel é realizada com maiores de 18 anos em 26 capitais e nos Distrito Federal. Foram entrevistadas 53 mil pessoas entre fevereiro e dezembro de 2017.Ou seja, o levantamento não registra os hábitos e tendências de pessoas que moram em cidades do interior do Brasil.

*texto ampliado às 19h17

Edição: Maria Claudia
 
Por Jonas Valente – Repórter da Agência Brasil

Embora ainda sejam minoria entre os motoristas flagrados dirigindo sob efeito de álcool no Rio Grande do Sul, a proporção de mulheres dirigindo embriagadas tem aumentado na última década, passando de 2,6%, em 2008, para 8,6%, em 2017. O número de infrações cometidas por mulheres cresceu onze vezes, enquanto o de homens cresceu três. O levantamento foi feito pelo DetranRS para os dez anos de Lei Seca, considerando os dados dos anos fechados de 2008 a 2017.

A Lei 11.705, popularmente chamada de Lei Seca, entrou em vigor em 19 de junho de 2008. Trouxe uma mudança substancial na quantidade de álcool permitida para dirigir, que antes era de seis decigramas por litro de sangue. A nova lei vetava qualquer quantidade de álcool no sangue. Uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) determinava as margens de tolerância em 0,10 mg de álcool por litro de ar alveolar que, somada à margem de erro, chegava a 0,14. Mais tarde, a Lei 12.760/12 (Nova Lei Seca) fechou ainda mais o cerco e hoje o limite é somente a margem de erro do etilômetro.

O aumento de mulheres autuadas acompanhou o crescimento de sua participação no cadastro de condutores do RS, que passou de 28% em 2008 para 34% do total de motoristas registrados. No mesmo ano, 151 mulheres registraram teste positivo ou recusaram-se a soprar o etilômetro, contra 5.692 homens. Em 2017, esse número foi de 1.685 mulheres e 17.962 homens.

A variação entre os sexos é o único critério que aponta uma diferença significativa. As autuações por embriaguez ao volante distribuem-se equitativamente entre a escolaridade e as faixas etárias, com uma leve concentração na faixa dos 31 aos 40 anos (analisado o período completo de 10 anos). Chama atenção também a proporção de motoristas com registro de atividade remunerada na CNH. No período de dez anos, eles foram 22% dos flagrados sob o efeito de álcool, sendo que representam 15% do cadastro de condutores.

Infrações por embriaguez

De 2008 a 2017, foram registradas 174 mil infrações por embriaguez no RS (teste positivo e recusa ao etilômetro). O número de autuações, que desde 2008 vinha crescendo ano a ano - com exceção de 2013 - , começou a cair em 2015 e se estabilizou nos últimos três anos, com cerca de 21 mil autuações por embriaguez ao ano.

"Quando entrou em vigor a chamada Lei Seca enfrentou muita resistência, assim como a obrigatoriedade do uso do cinto. Beber e dirigir era um hábito socialmente tolerado antes da lei. Hoje, depois de dez anos, ninguém questiona a importância da medida. Pode-se dizer que foi uma lei que 'pegou' e salvou incontáveis vidas", declara o diretor-geral do DetranRS, Paulo Roberto Kopschina.

 

Balada Segura

Como muitos estados, o DetranRS também criou um programa específico para coibir a embriaguez ao volante. A Balada Segura começou em fevereiro de 2011 em Porto Alegre e, sete anos depois, já está em 34 municípios. Na capital, as equipes do DetranRS atuam com duas blitz diárias, sendo uma delas móvel.

Somente na Balada Segura, de fevereiro de 2011 até junho de 2018, foram quase 30 mil motoristas flagrados dirigindo sob o efeito de álcool nas blitze. O número de autuação é crescente em função da ampliação das operações de fiscalização. Se considerado proporcionalmente ao número de abordagens, há uma redução. Se em 2011, 12% dos motoristas abordados tinham álcool no sangue, em 2017 esse percentual foi de 7%, apontando uma mudança de comportamento em relação a bebida e direção no Estado.

Gráficos de infrações

Gênero

Atividade remunerada

Faixa etária

Nível de escolaridade

Evolução de autuações

Autuação sobre abordagens

Texto: Ascom DetranRS
Edição: Gonçalo Valduga/Secom

Foto: Douglas Mafra/DetranRS

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